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Debate da Record é marcado por ataques constantes contra Bolsonaro e Haddad

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Debate na Record entre os candidatos à Presidência do Brasil aconteceu na noite deste domingo, em São Paulo
Reprodução/RecordTV

Debate na Record entre os candidatos à Presidência do Brasil aconteceu na noite deste domingo, em São Paulo

Os canddiatos à Presidência da República Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (Psol), Henrique Meirelles (MDB) Alvaro Dias (Podemos) e Cabo Daciolo (Patriota) participaram, neste domingo (30), do debate da Record, o penúltimo encontro entre eles, antes do primeiro turno das eleições.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) não compareceu ao debate da Record
, pois ainda se recupera da facada sofrida durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais, no último dia 6 de setembro. Os médicos do presidenciável aconselharam repouso.

O primeiro bloco do encontro foi marcado por ataques de todos os candidatos a
Bolsonaro. O ex-capitão foi apontado como responsável pelo radicalismo e intolerância
durante a campanha, principalmente por aqueles que aparecem em terceiro lugar nas
pesquisas.

Além disso, num tom de antipetismo
e antiradicalismo de direita, um discurso de que não precisa ser “nem um, nem outro” apareceu diversas vezes. Em segundo lugar nas pesquisas, Haddad preferiu adotar a estratégia de enaltecer o ex-presidente Lula e se distanciar da aliança feita com o vice-presidente de Dilma Rousseff, Michel Temer, no último pleito presidencial.

Ciro Gomes e Marina Silva não pouparam PT e Bolsonaro das críticas durante o debate da Record
Reprodução/RecordTV

Ciro Gomes e Marina Silva não pouparam PT e Bolsonaro das críticas durante o debate da Record

Ciro perguntou a Marina Silva sobre a alegação de Bolsonaro, de que não aceitaria o resultado das urnas caso ele não fosse o escolhido. A candidata da Rede não conteve suas críticas e disse que o líder das pesquisas é autoritário, antidemocrático, mas que em alguns momentos amarela. Segundo ela, Bolsonaro tem medo da derrota, e o Brasil precisa escolher entre a espada da corrupção (PT) e a cruz do autoritarismo.

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O candidato do PDT endossou o discurso e disse que ninguém aguenta mais a radicalização. Marina completou dizendo que o PT tem proposta de controlar a imprensa e o Judiciário, além de criar uma nova constituinte.

Meirelles entrou no tema e questionou Ciro sobre a radicalização
. O ex-ministro disse que é
perigoso o cenário em que os perdedores não aceitam o resultado e pediu que os brasileiros
reflitam sobre a necessidade do manter o diálogo.

Para o candidato do MDB, o Brasil precisa de alguém que tenha competência e resultados
concretos para apresentar. O ex-ministro da Fazenda lembrou então de sua gestão no governo Temer.

Alvaro Dias, por sua vez, afirmou que o Brasil assiste à marcha da insensatez e que está
assustado com os fantasmas da esquerda e da direita. Alckmin e Boulos não foram
questionados sobre Bolsonaro, mas não perderam a chance de atacar o tema. “As mulheres deram um exemplo indo às ruas contra Bolsonaro”, disse o tucano antes de falar que o PT foi responsável pela criação de vagas para alojar “companheirada do Lula”.

Daciolo aproveita debate da Record para atacar Globo e PT

Para Daciolo, do Patriota, PT massacrou o povo por 13 anos; críticas foram feitas durante o debate da Record, ontem
Reprodução/RecordTV

Para Daciolo, do Patriota, PT massacrou o povo por 13 anos; críticas foram feitas durante o debate da Record, ontem

O candidato Cabo Daciolo apareceu pela primeira vez no debate para “denunciar uma farsa” ao dizer que não foi convidado para o debate na Globo
. O candidato falou que os rivais estavam “batendo bola” para atacar Bolsonaro, atacou Haddad dizendo que o PT massacrou o povo por 13 anos e ainda reafirmou que será eleito no primeiro turno com 51% dos votos.

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Boulos, por sua vez, questionou Haddad se mesmo após o “golpe” o PT ainda queria ter como aliados os políticos do MDB. O petista se distanciou dos ex-aliados e afirmou que defende as bandeiras populares e mais democráticas.

Seguindo a linha de atacar o líder das pesquisas, Alckmin disse que o grande problema do
Brasil é o desemprego e que o País não atura um período de radicalismo entre esquerda e
direita.

Henrique Meirelles continuou e apontou que Bolsonaro não gosta do Bolsa Família e
que o seu vice quer por fim ao décimo terceiro salário, ao adicional de férias e ainda lembrou que Paulo Guedes, economista da equipe do candidato do PSL, acenou com a volta do CPMF.

O candidato do Podemos aproveitou seu tempo para atacar o ex-presidente Lula: “Lá da
prisão, ele comanda a campanha do PT e determina o que deve ser feito”. O senador
também ironizou Ciro e Haddad, que foram ministros de Lula. “Falam como se tivessem sido
ministros da Dinamarca. Porque o que eles dizem ter feito, eu não vi”.

Para finalizar o debate da Record
, Haddad também mirou Bolsonaro e voltou a citar o corte do 13º salário, a maior taxação para os pobres, e disse que o ex-capitão deseja aprofundar a agenda de Temer. O próximo e último encontro entre os presidenciáveis acontece na próxima sexta-feira (5), na Rede Globo
.

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Comissão aprova proposta para consórcios municipais de inovação

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A Comissão de Ciência e Tecnologia e de Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4076/25, do deputado José Medeiros (PL-MT), que autoriza municípios a celebrar convênios intermunicipais e contratar consórcios públicos para viabilizar projetos de tecnologia e inovação.

O texto altera a Lei de Inovação (Lei 10.973/04) para permitir que prefeituras se associem no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores. A medida busca facilitar o acesso de municípios, principalmente os de menor porte, a soluções tecnológicas.

A Lei de Inovação já permite que entes da Federação formem alianças estratégicas para o desenvolvimento de inovações. Essas parcerias podem contemplar redes e projetos internacionais de pesquisa tecnológica, ações de empreendedorismo e criação de ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Medeiros afirmou que municípios de menor porte têm dificuldades para desenvolver projetos de inovação pela falta de recursos, escala e expertise. Segundo ele, é comum a contratação separada de empresas de consultoria, apesar de as carências serem compartilhadas por várias prefeituras. “Devido a essa falta de integração, há uma dificuldade muito grande para que essas unidades federativas possam identificar, contratar, desenvolver e incorporar serviços e produtos inovadores”, disse.

Aliança estratégica
O texto foi aprovado com alteração do relator, deputado Lucas Ramos (PSB-PE), para reforçar que os convênios e consórcios servem para viabilizar alianças estratégicas e desenvolvimento de projetos cooperativos. “A redação proposta reforça a segurança jurídica e a clareza do comando normativo, sem alterar o mérito da iniciativa, mas aprimorando sua aderência ao ordenamento vigente e sua aplicabilidade prática”, afirmou.

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Para Ramos, a proposta dialoga diretamente com a necessidade de fortalecimento das capacidades institucionais locais, especialmente nos municípios de menor porte, por meio da atuação em rede e do compartilhamento de recursos, competências e infraestrutura.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão pode votar regulamentação do trabalho por aplicativo; conheça a proposta

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A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a regulamentação dos serviços de transporte e entrega por aplicativo no país poderá votar, na próxima terça-feira (14), o parecer do relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), ao Projeto de Lei Complementar 152/25, do deputado Luiz Gastão (PSD-CE).

Em relação à primeira versão, de dezembro de 2025, o novo parecer publicado no último dia 7 de abril enfatiza ainda mais o caráter autônomo do trabalho e redefine a abrangência e o peso de certas obrigações. Segundo Coutinho, as mudanças refletem o resultado dos debates e o empenho por um consenso que permita a aprovação da matéria.

“O novo substitutivo materializa o esforço de buscar um texto politicamente viável que, ao mesmo tempo, mantenha conquistas importantes para os trabalhadores”, diz o relator no parecer.

A nova versão consolida o termo “trabalhador autônomo plataformizado”, reforçando que a relação intermediada pela plataforma não cria vínculo empregatício entre o trabalhador e a empresa ou o usuário.

O texto deixa claro o direito do trabalhador de gerenciar livremente seu tempo e de se cadastrar em múltiplas plataformas. Proíbe também metas de tempo mínimo de trabalho e punições para quem recusar serviços ou ficar offline.

Entre outras alterações, o substitutivo foca apenas no transporte de passageiros e em entregas de bens, eliminando a categoria genérica de “outros serviços” via plataformas; e exclui diversos dispositivos relacionados aos direitos dos usuários, remetendo, nesses casos, ao Código de Defesa do Consumidor.

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Pontos de apoio e infraestrutura para motoristas, que eram direitos garantidos na primeira versão do parecer, passam a ser “diretriz de política pública” na nova versão, que prevê instalação gradual e sem exigência imediata.

Fernando Frazão/Agência Brasil
Pontos de apoio e infraestrutura para motoristas passam a ser “diretriz de política pública”

A nova versão estrutura as regras nos seguintes eixos centrais:

Previdência Social

  • Trabalhador autônomo plataformizado: é segurado obrigatório na categoria de contribuinte individual. Paga 5% sobre o salário de contribuição, que corresponde a 25% de sua remuneração bruta mensal.
  • Plataformas: a regra geral é o recolhimento de 20% sobre a mesma base de cálculo (os 25% da remuneração bruta do trabalhador).
  • Modelo alternativo: as plataformas podem optar por contribuir com 5% sobre a receita bruta obtida no mercado brasileiro.

Ganhos, taxas e remuneração

  • Natureza dos ganhos: os ganhos do trabalhador são divididos em duas partes:
    • 25% são considerados renda (base para impostos e Previdência)
    • 75% servem para cobrir custos, como combustível e manutenção
  • Taxas de retenção: as plataformas podem cobrar uma taxa mensal fixa ou taxas por serviço. No caso de taxas por serviço, a média não pode ultrapassar 30% (ou 15% em modelos híbridos com taxa mensal). O cálculo deve ser feito de forma individualizada a cada sete dias.
  • Remuneração para entregas:
    • por serviço — piso de R$ 8,50 para trajetos de até 3 km (automóvel) ou até 4 km (moto, bicicleta ou a pé).
    • Por tempo trabalhado — valor não inferior ao proporcional a dois salários-mínimos por hora efetivamente trabalhada (contada do aceite à entrega).
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Gorjetas e promoções: as gorjetas devem ser repassadas integralmente e não integram a remuneração bruta. Descontos e promoções oferecidos pela plataforma aos usuários não podem ser descontados do trabalhador ou usados para abater o limite das taxas.

Benefícios adicionais

  • Benefícios fiscais: isenção de IPI e IOF na compra de carros e motocicletas nacionais para profissionais que comprovem ao menos 2.000 horas de serviço nos últimos 12 meses.
  • microempreendedor: motoristas enquadrados como trabalhadores autônomos plataformizados não podem ser microempreendedores individuais (MEI).

Foram excluídos da nova versão benefícios como a gratificação de 30% em dezembro, os adicionais para trabalho noturno, domingos e feriados, e a possibilidade de formação de reserva (poupança) custodiada pela plataforma.

Trabalho, segurança e transparência

  • Justiça: compete à Justiça do Trabalho julgar casos envolvendo os contratos dos trabalhadores autônomos plataformizados.
  • Seguro: obriga as plataformas a contratarem seguro de vida e integridade física com capital mínimo de R$ 120 mil.
  • Transparência: assegura aos motoristas direito de receber relatórios detalhados (por serviço e consolidados a cada 30 dias) com valores, taxas e retenções. Decisões automatizadas sensíveis (como bloqueios) devem ser passíveis de revisão humana.
  • Dever de Diligência: obriga as empresas a prevenirem cadastros falsos e garantirem a identidade real do trabalhador.

Regras para punições

  • Contratos: exige contrato escrito e claro definindo prazos, formas de remuneração, obrigações de conduta e critérios para distribuição de ofertas de serviços.
  • Bloqueios e suspensões: antes de suspender, bloquear ou punir trabalhadores, as plataformas devem prever sanções em contrato, notificar o trabalhador dos fatos, conceder prazo para defesa e decidir apenas após avaliá-la — proibindo cláusulas genéricas e vagas.
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Por fim, foram removidos na nova versão o limite de jornada de 12 horas, o tempo mínimo de 15 segundos para aceite, o botão de pânico obrigatório no aplicativo e o direito de mulheres atenderem apenas mulheres.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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Nutricionistas pedem jornada de 30 horas e piso salarial em audiência na Câmara

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Em debate realizado na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados na terça-feira (7), representantes dos nutricionistas defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6819/10, que prevê jornada de 30 horas semanais e piso salarial nacional para a categoria.

A audiência pública foi solicitada pela deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) e reuniu representantes do governo, conselhos profissionais e sindicatos para discutir as condições de trabalho dos nutricionistas. Os participantes relataram condições precárias de trabalho e defenderam mudanças na legislação para valorizar a categoria.

A diretora da Federação Nacional dos Nutricionistas, Ana Paula Mendonça, afirmou que o projeto aguarda votação no plenário após receber apoio para tramitação mais rápida.

“Um nutricionista valorizado é um profissional mais presente, motivado e capaz de oferecer à população um cuidado mais qualificado”, disse.

A deputada Sâmia Bomfim afirmou que valorizar esses profissionais pode reduzir gastos públicos ao prevenir doenças no Sistema Único de Saúde (SUS).

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Condições de trabalho dos Nutricionistas. Presidente - Sindi-Nutri | SP, Maria Da Consolação Machado Furegatti
Maria da Consolação Machado denunciou condições precárias de trabalho

Precarização e pejotização no setor
A presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo, Maria da Consolação Machado, relatou condições precárias de trabalho.

Segundo ela, há casos de desvio de função, com profissionais que chegam a realizar tarefas de limpeza. Também há registros com cargos genéricos para evitar o pagamento do piso da categoria.

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Outro problema apontado foi a contratação como pessoa jurídica (pejotização) e a informalidade.

Representante do Ministério da Saúde, Lívia Angeli Silva informou que mais de 50% dos vínculos de nutricionistas no setor de saúde são informais.

Segurança alimentar
As participantes afirmaram que a nutrição é essencial para a segurança alimentar.

A conselheira do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região, Jozelma Rodrigues dos Santos, destacou a atuação desses profissionais em áreas como alimentação escolar e atendimento em unidades de terapia intensiva.

A presidente do Conselho Federal de Nutrição, Manuela Dolinsky, apresentou dados sobre a categoria:

  • entre 93% e 95% dos profissionais são mulheres;
  • o Brasil tem cerca de 270 mil nutricionistas e 21 mil técnicos;
  • no SUS, atuam mais de 35 mil nutricionistas, número considerado insuficiente.

Apoio do governo
O representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Miqueias Freitas Maia, disse que o ministério não se opõe à limitação da jornada e ao piso salarial.

Ele informou que a revisão da norma sobre insalubridade está prevista para 2027 e que o governo acompanha riscos psicossociais e casos de assédio no trabalho.

Ao final da audiência, a deputada Erika Kokay (PT-DF) sugeriu a criação de uma frente parlamentar em defesa dos nutricionistas.

A proposta é dar caráter suprapartidário ao tema e acelerar a análise de projetos, como o que permite a solicitação de exames laboratoriais por nutricionistas em planos de saúde.

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Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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