Rondonópolis
Decisão do STF sobre estatal em Roraima fortalece luta contra liquidação da CODER em Rondonópolis

Foto- Assessoria
Enquanto centenas de servidores da CODER (Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis) vivem dias de incerteza diante do processo de liquidação da empresa pública, uma decisão recente do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reacende a esperança de que haja uma saída jurídica, responsável e socialmente justa para os mais de 600 pais e mães de família que hoje vivem sob o risco do desemprego.
A referência vem do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7.832, que envolvia a extinção da Companhia Energética do Estado de Roraima (CERR). Nela, o ministro validou uma lei estadual que permitiu a absorção dos trabalhadores da empresa liquidada pelo próprio Executivo estadual, preservando seus empregos e direitos.
“A norma respeitou o vínculo celetista, permitiu o reaproveitamento com base nas funções desempenhadas, e valeu apenas para empregados concursados”, frisou Dino em sua decisão, considerando plenamente compatível com a Constituição Federal a manutenção desses vínculos laborais mesmo após a liquidação da estatal.
A situação da CODER contrasta fortemente com o cenário de Roraima. De acordo com manifestação oficial encaminhada pelo SISPMUR (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis) ao Tribunal de Justiça, não há qualquer plano de reemprego, compensação, ou transição para os trabalhadores da empresa, tampouco estudo técnico ou estimativa do impacto da liquidação na vida dos servidores e na economia local.
Segundo o sindicato, a extinção vem sendo conduzida de maneira unilateral pela Prefeitura de Rondonópolis, sem negociação prévia com os trabalhadores — em total desacordo com o que prevê o Supremo Tribunal Federal no Tema 638 da Repercussão Geral, que obriga a negociação coletiva em casos dessa natureza.
Além disso, a CODER acumula um passivo superior a R$ 100 milhões junto à Receita Federal, sendo parte desse valor relativo a contribuições previdenciárias descontadas dos trabalhadores e não repassadas ao INSS e FGTS. Essa situação poderá comprometer o acesso à aposentadoria e ao saque do FGTS por parte dos servidores.
Diante desse cenário alarmante, o SISPMUR solicitou formalmente ao Ministério Público do Trabalho a instauração de uma mesa de mediação institucional, com participação do sindicato, do município e do próprio MPT para garantir uma saída negociada, transparente e que respeite os direitos sociais e trabalhistas.
Inspirado na decisão de Flávio Dino, o sindicato passou a defender abertamente a absorção dos trabalhadores concursados da CODER nos quadros da administração pública municipal, como alternativa viável à extinção abrupta da empresa.
“Não se trata de impedir a reorganização da CODER, mas sim de evitar que essa reestruturação seja feita à custa de injustiças irreversíveis contra centenas de famílias. Se foi possível em Roraima, também é possível aqui, desde que haja vontade política e respeito à dignidade do trabalho”, afirma o advogado Pablo Camargo, que assina a petição junto à advogada Naldecy da Silveira.
O sindicato alerta ainda que a ausência de um plano formal, com cronograma de desligamentos, pagamento de rescisões e medidas compensatórias, configura risco de violação massiva de direitos difusos e coletivos, além de poder gerar danos sociais irreparáveis.
“Estamos falando de trabalhadores com mais de 20, 30 anos de serviço, que agora estão ameaçados de perder tudo sem qualquer garantia, sem diálogo e sem planejamento. É inaceitável”, destaca Naldecy.
A posição do STF no caso de Roraima passa a ter valor paradigmático, servindo como precedente jurisprudencial que pode embasar decisões em todo o país. A própria decisão reconhece a coexistência possível entre regimes celetista e estatutário na administração pública direta e indireta, validando a absorção dos concursados da CERR por meio de lei estadual.
No caso da CODER, o SISPMUR defende que uma medida semelhante seja tomada com base em lei municipal, preservando os vínculos laborais, protegendo os trabalhadores e assegurando que a transição ocorra de forma humana, legal e socialmente responsável.
Política MT
Ex-vereador João Moto Táxi anuncia desfiliação do PT em Rondonópolis

Foto- Assesoria
O ex-vereador de Rondonópolis, João Garcia de Souza, conhecido como João Moto Táxi, oficializou seu pedido de desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT) no município.
Em carta encaminhada ao Diretório Municipal do PT de Rondonópolis, João afirmou que a decisão foi tomada com “profundo pesar”, destacando a trajetória histórica da sigla na defesa dos trabalhadores, da justiça social e da inclusão social.
Apesar da saída do partido, o ex-parlamentar ressaltou que continua reconhecendo a importância de projetos sociais e políticas públicas implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando as ações como fundamentais para a redução das desigualdades e reconstrução social do país.
No documento, João Moto Táxi atribui a desfiliação a divergências políticas no âmbito municipal, além da “quebra de confiança em determinadas conduções e posicionamentos”, fatores que, segundo ele, tornaram inviável sua permanência na legenda.
“Ainda que com tremenda dor e sentimento de frustração, compreendo que o mais coerente neste momento é seguir em frente por outros caminhos”, afirmou no texto.
Ao final da carta, o ex-vereador agradeceu aos militantes e companheiros de partido pelas experiências compartilhadas durante o período de militância e desejou que o PT continue contribuindo para o fortalecimento da democracia e das pautas sociais no Brasil.
O pedido de desfiliação foi datado em 17 de maio de 2026, em Rondonópolis.
Veja carta de desfiliação:
Ao Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Rondonópolis – MT
Eu, João Garcia de Souza, venho, por meio desta, formalizar meu pedido de desfiliação dos quadros do Partido dos Trabalhadores (PT).
Trata-se de uma decisão extremamente difícil e carregada de profundo pesar, sobretudo por toda a trajetória histórica construída pelo partido na defesa dos trabalhadores, da justiça social e da inclusão dos setores mais vulneráveis da sociedade brasileira.
Registro que permaneço reconhecendo e concordando com importantes projetos sociais, políticas públicas e avanços promovidos pelo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os quais considero fundamentais para a redução das desigualdades e para a reconstrução social do país.
Entretanto, em âmbito municipal, acontecimentos recentes, divergências políticas e, sobretudo, a quebra de confiança em determinadas conduções e posicionamentos tornaram inviável minha permanência na legenda. Ainda que com tremenda dor e sentimento de frustração, compreendo que o mais coerente neste momento é seguir em frente por outros caminhos.
Agradeço aos companheiros e companheiras com quem compartilhei experiências, debates e lutas ao longo deste período de militância, desejando que o partido siga contribuindo para o fortalecimento da democracia e das pautas sociais no Brasil.
Sem mais para o momento,
Rondonópolis – MT, 17 de maio de 2026.
—
João Garcia de Souza
Rondonópolis
Marcha para Jesus em Rondonópolis receberá quase R$ 800 mil em recursos via emendas parlamentares

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT) firmou o Termo de Fomento nº 0876-2026/SECEL com o Instituto Porta das Águas para a realização da programação cultural da Marcha para Jesus em Rondonópolis.
Conforme o extrato publicado no Diário Oficial, o investimento total será de R$ 799.983,55, recursos oriundos das emendas parlamentares nº 75 e 77/2026, de autoria do deputado estadual Thiago Silva.
O evento prevê apresentações de cantores nacionais e regionais, com público estimado entre 4 mil e 5 mil pessoas no município.
Do montante total, R$ 539.983,55 estão vinculados ao empenho nº 23101.0001.26.000279-8 e outros R$ 260 mil ao empenho nº 23101.0001.26.000280-1, ambos emitidos em 13 de abril de 2026.
O termo foi firmado entre a SECEL-MT e o Instituto Porta das Águas, entidade inscrita no CNPJ nº 30.711.547/0001-66. A vigência do convênio será de 21 de maio a 20 de agosto de 2026.
Assinam o documento o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura Pereira da Silva, e a presidente do Instituto Porta das Águas, Francielly Cristina Pinheiro de Amorim.
Rondonópolis
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