Mato Grosso
Defensora é eleita presidente do Conselho Estadual do Idoso para o biênio 2019 e 2020

Sandra Cristina Alves- Foto: Assessoria
A defensora pública que atua na comarca de Várzea Grande, Sandra Cristina Alves, foi eleita presidente do Conselho do Estadual de Defesa da Pessoa Idosa de Mato Grosso (CEDEDIPI), para o biênio 2019/2020, por unanimidade por representantes de 20 entidades governamentais e da sociedade civil.
Compõem a nova administração como vice-presidente, o professor e jornalista Francisco Delmondes e a secretária executiva Maria Inês da Silva. A presidente afirma que a nova presidência dará continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido e focará a atuação na busca de efetivação de políticas públicas que melhorem a vida dos idosos em Mato Grosso.
O número de idosos no Estado, segundo dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu 9,2% nos últimos três anos. Se em 2015 eles somavam 348 mil pessoas, em 2017 esse número chegou a 380 mil e as perspectivas são de continuidade no crescimento.
“Essa população precisa de tudo, de saúde, segurança pública, bem-estar, cultura, pois todos os problemas que afetam os jovens e adultos afetam aos idosos com maior gravidade. Vamos buscar as prefeituras para que melhorem os equipamentos públicos de locomoção do idoso, para que os permita ir e vir sem riscos de acidentes, de quedas. Sabemos que um dos maiores índices de mortalidade entre idosos têm ligação com quedas seguidas de fraturas, que os deixam acamados e frágeis para outras doenças”, afirma.
Sandra informa que na gestão passada atuou como vice-presidente do Conselho e que uma das atribuições do Conselho foi a de ampliar a participação da população nos debates relacionados ao tema. “Quando chegamos tínhamos 20 Conselhos Municipais ativos, agora são 130 e isso significa que o tema está sendo levado em consideração nos debates, mas ainda temos muito trabalho de sensibilização para fazer com a sociedade, a família”, explica.
A nova presidente ainda lembra que existem muitos casos de maus tratos e crimes de integrantes da família contra os idosos e que essas pessoas precisam ser alcançadas. “Vamos buscar trabalhar a família para que abracem e acolham seus idosos. E uma das iniciativas nesse sentido envolverá as crianças, queremos sensibilizá-las sobre a importância dos avós em suas vidas e mostrar que elas devem cuidado especial com o membro que originou a sua família”.
O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa é um órgão permanente, paritário, de caráter deliberativo, vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), que tem como objetivo a supervisão, o acompanhamento, a fiscalização e a avaliação da Política Nacional do Idoso, em Mato Grosso. A presidente exerce função diretiva para organização dos trabalhos a serem desenvolvidos pela gestão.
Sandra compõe o Conselho desde o ano de 2016, na função de vice-presidente, com proposição de iniciativas com a do “Prêmio Cândido Rondon”, que este ano vai para sua terceira edição e como organizadora do livro “Os idosos São o Futuro”, em sua segunda edição.
Para o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MT), Isandir de Oliveira Rezende, ter a defensora como presidente do Conselho representa a certeza na continuidade do trabalho desenvolvido até no momento em favor do idoso que vive em Mato Grosso.
“Tenho certeza que sob sua condução esse trabalho não apenas continuará, mas avançará na busca da criação do Fundo do Idoso, já previsto na Constituição de 1988, como também no fortalecimento dos conselhos municipais. A Comissão de Direito do Idoso da OAB estará presente e comprometida como fiel parceira nesta nova gestão”, disse.
Para a defensora, o ingresso na presidência do Conselho foi um passo definitivo para ampliar seu engajamento com a causa. “Defender as pessoas idosas é um desafio, mas mais do que isso, é uma realização pessoal. Estou lisonjeada pela confiança dos conselheiros que me elegeram para a continuidade deste trabalho que influenciará nas discussões sociais sobre o envelhecimento da população”.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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