Política MT
Deputado encerra debates e defende mudanças no Cota Zero
Foto: Lucas Bellinello / Assessoria de Gabinete
O ciclo de debates requerido pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB) a respeito do PL 668/2019, popularmente conhecido como Cota Zero, foi encerrado na sexta-feira (4), no município de Rosário Oeste. Na ocasião, houve uma audiência pública no Cinema Municipal, que durou das 9h às 12h, oportunidade em que autoridades públicas, empresários, professores universitários e pescadores manifestaram sua total contrariedade à matéria. O evento contou com a participação de 200 pessoas.
De autoria do governo do estado, o projeto de lei denominado Cota Zero proíbe abate e transporte de peixe nos rios de Mato Grosso pelo período de cinco anos, a partir de janeiro de 2020. Ou seja, se aprovado, fica proibido o transporte, o armazenamento ou a comercialização de qualquer peixe pescado nos rios de Mato Grosso – independente da medida, espécie ou época do ano. Pescar e comer peixe, só no barranco do rio.
Representante da Associação dos Lojistas em Artigos de Pesca, Nilma Silva afirmou que a implantação do Cota Zero vai ter uma consequência drástica, de impactar negativamente na economia dos municípios do Vale do Rio Cuiabá. Em sua avaliação, nas regiões onde a atividade pesqueira é tradicional e intensifica o comércio, a atividade será esvaziada, prejudicando a classe mais pobre.
"São mais de 10 mil pescadores profissionais e 20 mil pequenos empresários, pais de famílias que vivem do comércio de venda de artigos de pesca como iscas, varas, anzóis e produção de minhocas. Geramos mais de 100 mil empregos diretos e indiretos em Mato Grosso e agora esse governo, de forma autoritária, impõe um projeto que, pela maneira como está, vai sacrificar o pobre em favor de grandes produtores de alevinos e de usinas hidrelétricas", disse.
O professor e ictiológo Francisco de Arruda Machado, conhecido como Francisco Peixe, classificou o projeto de lei como um texto pautado, no mínimo, pela ingenuidade, uma vez que defende o fim da pesca amadora como a salvação dos rios.
"Não há uma linha neste projeto ou iniciativa do próprio estado em adotar políticas de saneamento básico para pôr fim às imundices acumuladas nos rios. Já há estudos claros de que a pesca não é problema para o rio, mas a falta de política de tratamento de esgoto juntamente com efeitos de agrotóxico e desmatamento", destacou.
Mestra em Ecologia e Biodiversidade, a professora da UFMT Luciana Mateus vê o projeto Cota Zero como uma estratégia política de apropriação do meio ambiente pelo estado.
“Está claro que a ideia é afastar os pescadores dos rios e transparecer uma certa normalidade e tranquilidade quando na verdade será explorado por grandes grupos econômicos. Não há uma proposta de controle e desenvolvimento das diferentes raças”.
O deputado Wilson Santos, que nas últimas semanas viajou até Mato Grosso do Sul e verificou os efeitos negativos do Cota Zero nos municípios mais pobres daquele estado, enalteceu a participação popular no debate e acredita que a mobilização pode levar o governo do estado a rever a proposta do Cota Zero.
“Espero que o Executivo e sua base no Parlamento escutem os mais carentes e apresentem propostas condizentes ou que, na melhor das hipóteses, reconheçam a inviabilidade do Cota Zero”, disse.
Ciclo de debates
Para discutir o projeto Cota Zero com a população e evitar que a classe mais pobre seja prejudicada, o deputado Wilson Santos (PSDB) patrocinou audiências públicas para debater o tema no Distrito de Bonsucesso, em Várzea Grande, e nos municípios de Barra do Bugres, Poconé e Rosário Oeste.
Pelo cronograma definido pela Mesa Diretora, o projeto de lei será submetido ao plenário para votação na primeira quinzena de dezembro.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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