Política MT
Deputado Romoaldo requer cumprimento da Lei Complementar de Atenção Integral à Saúde Mental
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
Um assunto bastante discutido entre os deputados na sessão ordinária da tarde desta quarta-feira (13) foi a importância dos cuidados com a saúde mental. No debate, destacou-se a Lei Complementar nº 465/2012 de Atenção Integral à Saúde Mental. De autoria do deputado Romoaldo Júnior (MDB), a norma prevê que a atenção ao usuário dos serviços de saúde mental – públicos, privados ou conveniados – seja realizada de modo a assegurar os seus direitos de cidadão.
Com sete anos de existência, a lei foi criada quando o deputado era líder do governo na ALMT e visa proteger as pessoas com transtorno mental ou uso abusivo de álcool e drogas residentes em Mato Grosso e em todas as faixas etárias. A norma está alicerçada nos princípios constitucionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e na Política Nacional de Saúde Mental – conforme a Lei Federal nº 10.216, de 06 de abril de 2001. A lei prevê que a atenção ao usuário dos serviços de saúde mental – públicos, privados ou conveniados – seja realizada de modo a assegurar os seus direitos de cidadão. Com isso, seu objetivo é disponibilizar, por exemplo, tratamento humanitário e respeitoso, sem qualquer discriminação; proteção contra e nenhuma forma de exploração e abuso; garantindo espaço próprio, necessário a sua liberdade e individualidade, com oferta de recursos terapêuticos e assistenciais.
Romoaldo usou a tribuna para reclamar que a lei de enorme cunho social nunca foi colocada em prática e ficou apenas no papel. “Quando criamos a lei foi no sentido de obrigar o Estado a ter uma política, principalmente, para o dependente químico que infelizmente só tem aumentado o número de usuários e infelizmente as suas famílias não têm a quem recorrer, por parte do Estado, do Governo Federal e dos municípios. Atualmente, temos 56 comunidades terapêuticas no Mato Grosso, que realizam este trabalho meio que sozinhas, pois o Estado não as apoia”, disse o deputado ao criticar que o Ministério Público, ao invés de ajudar, se uniu a Vigilância Sanitária e juntos estão fechando as casas de apoio.
O deputado explicou que diante das dificuldades os empresários preferem fechar as comunidades e os dependentes acabam indo para a rua. Segundo ele, no último mês de dezembro, mais de 200 jovens e crianças foram para as ruas traficar, praticar pequenos delitos e furtos. Ele destacou que tudo isso acontece porque os empresários não conseguem legalizar o funcionamento das casas, por causa da burocracia que o Estado exige na documentação.
De acordo com o deputado, quando a lei foi criada, o então governador Silval Barbosa determinou que fosse aberta uma grande casa na cidade de Guiratinga ou em Cuiabá com capacidade para 250 internos. “Mas o problema foi que ela nunca saiu do papel. Quero aproveitar esse momento onde há uma grande bancada de médicos na Assembleia Legislativa, no total 5, para nos unirmos para por essa lei em prática”, disse o deputado ao destacar que custeia o apoio as comunidades terapêuticas com a sua verba de gabinete, tendo em vista que esta é uma das suas principais bandeiras de trabalho.
Há dois anos, Romoaldo realizou uma audiência pública na Assembleia Legislativa para debater medidas de ampliação do acesso ao auxílio financeiro do poder público às entidades que atendem dependentes químicos, bem como a regulamentação dos documentos de tais entidades junto aos órgãos de controle.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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