Mato Grosso
Detran moderniza etapas de obtenção da CNH para garantir mais segurança e transparência
Ao longo dos últimos 3 anos, o Governo de Mato Grosso, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), modernizou as etapas de formação de condutores no Estado com objetivo de garantir maior segurança e transparência no processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
As aulas teóricas ministradas nos Centros de Formação de Condutores (CFC) em todo Estado passaram a ser monitoradas de forma eletrônica pelo Detran-MT, através do reconhecimento facial e biometria do candidato e instrutor. As aulas também são filmadas para verificar a efetiva participação do aluno e coibir possíveis fraudes, constatando que o candidato cumpriu toda a carga horária estabelecida.
A prova teórica de direção também foi modernizada e agora é 100% digital. Para informatizar o exame, o Detran-MT adquiriu 300 novos computadores e leitores biométricos que foram instalados em todas as unidades da autarquia em Cuiabá, Várzea Grande e interior do Estado.
A prova teórica digital otimiza tempo e reduz gasto do dinheiro público com a impressão de provas manuais, além de garantir maior segurança e transparência no processo. “Com a implantação da prova teórica digital o Detran saiu da era do papel para aplicação dos exames de maneira informatizada, mais rápida e segura, aumentado em 290% a quantidade de provas aplicadas no Estado. Antes, apenas 22 Ciretrans aplicavam a prova de forma digital. Agora, todas as Ciretrans aplicam o exame 100% digital”, destacou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.
Já para realização das aulas práticas, foi implantado o sistema de telemetria nos veículos dos mais de 300 Centros de Formação de Condutores de Mato Grosso. A telemetria permite o monitoramento das aulas de direção veicular utilizando a validação por foto e biometria do instrutor e candidato, além de localizadores de GPS instalados nos veículos das autoescolas para constatar o percurso realizado pelo aluno.
“A implantação do sistema nos veículos possibilita ao Detran constatar a qualidade da aula que está sendo ministrada, podendo acompanhar, em tempo real, onde o veículo está, quem está dirigindo, quem foi o instrutor e tempo de duração da aula. Desta forma inibimos fraudes no processo de formação e a má qualidade dos futuros condutores”, ressaltou o presidente.
O próximo passo para modernização das etapas será a utilização de tablets pelos examinadores durante a realização da prova prática de direção. Com isso, o resultado do exame será lançado de forma online no sistema do Detran. “Nossa meta é que em 2022 os examinadores já contem com essa ferramenta que vai otimizar o resultado do exame e dar fim a burocracia do processo em papel”, enfatizou Vasconcelos.
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Uma das maiores cobranças da população junto ao Detran-MT, que vinha especialmente dos munícipes do interior do Estado, era quanto à celeridade na aplicação das provas práticas de direção. Muitos municípios precisavam aguardar até 90 dias para que a equipe da banca examinadora se deslocasse de Cuiabá e chegasse a essas cidades para a aplicação dos testes.
Para reduzir essa espera, o Detran-MT, através da Gerência de Escola Pública de Trânsito, capacitou diversos servidores que já reforçam o quadro da banca examinadora, que atualmente conta com 171 servidores. Com isso, o Detran-MT passou de 4 para 38 bancas fixas, alcançando 115 municípios, um aumento de 850%.
O presidente da Autarquia, Gustavo Vasconcelos, diz que o reforço da banca examinadora faz parte do projeto de melhoria do Detran-MT na formação de condutores no Estado e também contribuiu para colocar em dia toda a demanda represada de exames práticos de direção que ficaram interrompidas em virtude do avanço da pandemia do Covid-19 no Estado.
“Com a capacitação dos servidores proporcionamos maior autonomia ao interior do Estado descentralizando o serviço, dando mais agilidade na etapa final para a obtenção da CNH”, completou.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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