Mato Grosso
Detran-MT arrecada R$ 1,3 milhão e prepara terceiro leilão no interior do Estado
O segundo leilão de veículos realizado pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), em Cuiabá, arrecadou R$ 1,3 milhão. Os lances foram encerrados no último dia 25 de abril e um terceiro certame está sendo preparado para o final de maio, em sete municípios do interior do Estado.
Apesar da arrecadação com o leilão ter ficado um pouco abaixo da previsão inicial, que era de R$ 1,8 milhão, o diretor de Veículos da autarquia, Augusto Cordeiro, lembrou que, somando os dois primeiros certames, foi alcançado o montante de R$ 3,1 milhões. Neste segundo, foram colocados à disposição dos interessados 599 veículos, entre automóveis e motocicletas, e arrematados 460.
“A soma obtida com os dois primeiros leilões demonstra que será uma medida constante nesta nova gestão do Detran. Nestes 120 dias de 2019, o número de veículos leiloados e valores arrecadados é muito superior aos últimos quatro anos. Esse trabalho é uma prioridade no órgão, por isso, já estamos preparando o terceiro”, avisou Cordeiro.
O próximo leilão ocorrerá de forma simultânea nos municípios de Nobres, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Vera, Cláudia e Sinop. Serão colocados à disposição dos interessados cerca de 750 veículos, entre automóveis e motocicletas. O Detran-MT está finalizando os relatórios e o edital com todas as informações do certame deve ser publicado ainda no mês de maio.
O presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, destacou que os valores arrecadados são destinados ao pagamento das pendências financeiras que cada veículo possui com a administração estadual, uma vez que o leilão não pode gerar lucro.
“A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determina que os valores arrematados sejam utilizados para o pagamento dos débitos na seguinte ordem. Em primeiro, quitam-se dívidas com o próprio Detran, ou seja, com custos do leilão, estadia daquele veículo no pátio, taxas de licenciamento em atraso e multas. Com o que sobra, busca-se pagar o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA), junto à Secretaria de Fazenda (Sefaz)”, pontuou Vasconcelos.
Quando o valor arrematado pelo veículo for superior à dívida, é feito o ressarcimento ao proprietário. Porém, quando não há a quitação da pendência, o proprietário do veículo pode ser inscrito em dívida ativa.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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