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Diretor da Aprosoja-MT faz balanço sobre Missão Ásia
Diretor da Aprosoja-MT faz balanço sobre Missão Ásia
rupo foi liderado pela ministra da Agricultura Tereza Cristina
24/05/2019
Segurança alimentar, exportação, preço e qualidade dos alimentos foram alguns dos assuntos tratados na Missão Ásia que passou pela China, Vietinã e Indonésia. Diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, acompanhou a comitiva de entidades do setor agropecuário e empresários brasileiros e conclui que o saldo dos encontros foi positivo para o Brasil. Grupo foi liderado pela ministra da Agricultura Tereza Cristina com objetivo de estreitar as relações comerciais com países asiáticos, sobremaneira com a China.
“O saldo dessa viagem é positivo para o Brasil, que sai fortalecido dessa missão. O Ministério da Agricultura, na pessoa da ministra Tereza Cristina, está muito empenhado em abrir novas portas, principalmente para o mercado de carne. Estamos no momento da briga entre Estados Unidos e China, em que a China vai continuar comprando a soja e o farelo do Brasil, bem como será um grande importador de milho e o Brasil é um grande mercado que pode fornecer pra eles. Fechamos a viagem muito bem e o Brasil tem muito a ganhar”, garantiu Beber.
Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Bartolomeu Braz Pereira, também acompanhou a comitiva da Missão Ásia do Ministério da Agricultura e lembrou que cerca de 15 representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) estavam entre o grupo. Ele avalia que os parlamentares puderam ver de perto como funcionam o mercado asiático e compreender melhor a importância da Lei Kandir.
“Os parlamentares puderam entender como funciona esses mercados e isso facilita para nós construirmos as políticas de exportação. Em especial, estamos no Congresso Nacional com a Lei Kandir em discussão, então essa viagem mostra pra eles a importância de não deixar extinguir a Lei Kandir. Os deputados estão aqui para construir com Aprosoja Brasil, Aprosoja Mato Grosso e todas as outras 16 Aprosojas do país, que representaram os produtores nessa missão”, lembrou o presidente.
Ainda durante a viagem, o grupo de trabalho se reuniu com representantes das maiores empresas de defensivos da Ásia, que também possuem organizações no Brasil. Segundo Lucas Beber, havia uma preocupação em relação ao aumento dos insumos após algumas mudanças na China, que iniciaram depois de uma explosão em uma fábrica. Algumas estão fechando as portas e outras se readequando, mas a expectativa é que não haverá grandes impactos para os produtores.
“Essas fábricas que estão fechando não estão de acordo e podem oferecer risco ambiental e para sociedade, mas são pequenas, situadas ao sul da China. Muitas delas fecharão e outras trocarão de lugar e se readequarão. As grandes conseguiram se manter devido sua qualidade de produção e pretendem ampliar suas plantas. A principio são mais boatos e esperamos que não tenha grandes impactos nos preços”, disse.
Ainda de acordo com o diretor administrativo da Aprosoja-MT, há grande potencial no aumento de exportação do óleo e farelo de soja e soja In Natura para o continente, em especial para Indonésia. “Temos que fazer novas negociações, apresentar mais o nosso produto e mostrar a qualidade que é igual ou superior a que eles já consomem”, assegurou.
Outra preocupação é ampliação e segurança de mercado para o milho no Vietnã. É que por lá, recentemente foi vetado o uso do Glifosato, principal defensivo utilizado no Brasil. Eles alegam que o insumo causa muito impacto a saúde humana. “Vietnã também é um grande importador de milho. Nós viemos aqui pra conversar, desmistificar e caso seja preciso, apresentar nossos inúmeros estudos da Anvisa e da Unicamp que quebram todos esses boatos e mostram que o Glifosato não causa todo esse impacto. É um momento de aproximação”, finalizou Lucas Costa Beber.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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