Saúde
É HOJE [27 de agosto] Dia do Psicólogo: 7 mitos e verdades sobre saúde mental
Hoje é celebrado o Dia do Psicólogo e esta é uma ocasião oportuna para reflexões sobre a importância da saúde mental em equilíbrio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade.
“Mitos sobre a saúde mental impedem que muitas pessoas procurem a ajuda de que tanto precisam. Os estigmas podem ser profundamente prejudiciais”, afirma o psicólogo Filipe Colombini. “Cuidar da mente é, portanto, tão importante quanto cuidar da saúde física. Uma pessoa que está psicologicamente bem não deixa de sentir e experimentar emoções diárias, sejam estas boas ou ruins. Mas consegue lidar com os desafios de forma mais ponderada e harmoniosa, desenvolvendo relações sociais, familiares e profissionais mais felizes e saudáveis”, conclui.
A seguir, confira seis mitos e verdades sobre saúde mental explicados pelo especialista:
- Psicoterapia é só para quem tem um transtorno mental. MITO. A terapia é indicada como ferramenta de autoconhecimento, prevenção e fortalecimento emocional e não apenas em momentos de crise. Pesquisas da American Psychological Association (APA) mostram que a psicoterapia é eficaz para cerca de 75% dos pacientes. Estudos também comprovam que ela pode ter resultados mais duradouros do que apenas o uso de medicação, especialmente em casos de depressão e ansiedade, porque ensina habilidades que o indivíduo leva para a vida.
- Depressão é frescura ou falta de força de vontade. MITO. A depressão é uma doença séria, que envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais. É um dos transtornos que têm maior relação com o suicídio e costuma provocar grande sofrimento, perda de energia e de interesse por parte do paciente. Além disso, pode causar sentimentos de culpa, medo, insegurança, desesperança, desamparo, vazio e inutilidade, além de dificuldade de concentração, falta de motivação e apatia, pessimismo e baixa autoestima. É uma doença que precisa ser encarada com máxima seriedade e requer acompanhamento profissional adequado.
- Falar sobre sentimentos ajuda a aliviar a dor. VERDADE. Compartilhar os pensamentos e emoções com um psicólogo, familiares ou amigos de confiança é um passo importante para reduzir o estresse emocional e encontrar caminhos de autocuidado. Além disso, ter diferentes pessoas para conversar pode oferecer novas perspectivas sobre os problemas e ajudar a encontrar soluções, o que promove resiliência e bem-estar psicológico.
- Ansiedade é normal e todo mundo sente. VERDADE. A ansiedade faz parte da vida e pode nos preparar para desafios. Porém, quando começa a prejudicar o dia a dia, causando transtornos físicos e emocionais e interferindo na qualidade de vida, é preciso buscar ajuda, que pode envolver psicoterapia e uso de medicamentos prescritos pelo psiquiatra.
- Medicamentos resolvem sozinhos os problemas emocionais. MITO.
Em muitos casos, a medicação é um recurso fundamental, mas ela deve ser associada a psicoterapia e mudanças no estilo de vida. Isso porque o remédio por si só não trata as causas emocionais, psicológicas e comportamentais que estão por trás do sofrimento. A psicoterapia ajuda o paciente a compreender melhor seus sentimentos, desenvolver estratégias de enfrentamento, fortalecer a autoestima e transformar padrões de pensamento e comportamento. Mudanças no estilo de vida como a prática de atividades físicas e um sono de qualidade, por sua vez, potencializam o tratamento e contribuem para resultados mais duradouros. - Buscar ajuda é sinal de fraqueza. MITO. Esse pensamento, além de incorreto, pode atrasar o início do tratamento e prolongar o sofrimento. Pedir ajuda é um ato de coragem e maturidade emocional. Assim como procuramos um médico quando sentimos dor física ou apresentamos sintomas de uma doença, buscar um psicólogo é um gesto de autocuidado quando enfrentamos dificuldades emocionais, comportamentais ou relacionais. A terapia oferece um espaço seguro para acolher sentimentos, organizar pensamentos e desenvolver estratégias de enfrentamento.
- Toda terapia precisa ser realizada no consultório. MITO. Muita gente ainda acredita que o processo terapêutico só pode acontecer dentro das quatro paredes de um consultório. Na realidade, essa é uma inverdade. Existe, por exemplo, a modalidade de Acompanhamento Terapêutico (AT), em que o profissional atua em ambientes fora do consultório, como escolas, residências ou até mesmo em espaços públicos. O objetivo é oferecer suporte direto no cotidiano do paciente, ajudando-o a desenvolver maior autonomia, lidar com situações reais e integrar-se de forma mais saudável em seus contextos sociais. Essa prática amplia o alcance da terapia, tornando-a mais próxima da vida diária e das necessidades práticas de cada pessoa.
Mais sobre Filipe Colombini: psicólogo, especialista em orientação parental e atendimento de crianças, jovens e adultos. Especialista em Clínica Analítico-Comportamental. Mestre em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Professor do Curso de Acompanhamento Terapêutico do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas – Instituto de Psiquiatria Hospital das Clínicas (GREA-IPq-HCFMUSP). Professor e Coordenador acadêmico do Aprimoramento em AT da Equipe AT. Formação em Psicoterapia Baseada em Evidências, Acompanhamento Terapêutico, Terapia Infantil, Desenvolvimento Atípico e Abuso de Substâncias.
Saúde
Mesmo com sinais de Alzheimer, a alimentação ainda pode proteger o cérebro…..
Estudo mostra que uma dieta de melhor qualidade, especialmente com menor potencial inflamatório, está associada a menor risco de demência até entre pessoas que já apresentam alterações biológicas relacionadas à doença.
O cérebro não envelhece sozinho
O que é uma alimentação com menor potencial inflamatório?
Até 45% dos casos podem ser prevenidos ou adiados
A ciência exige equilíbrio
Como proteger o cérebro na prática?
- manter pressão arterial, glicemia e colesterol controlados;
- praticar exercícios aeróbicos e musculação;
- priorizar alimentos naturais ou minimamente processados;
- garantir ingestão adequada de proteínas;
- cuidar da qualidade do sono e investigar apneia;
- evitar tabagismo e excesso de álcool;
- tratar perdas auditivas e visuais;
- preservar vínculos sociais;
- manter leitura, aprendizado e outros estímulos intelectuais;
- procurar avaliação médica diante de esquecimentos persistentes ou mudanças de comportamento.
Risco não é destino
Saúde
Reta final das férias: uso prolongado de telas pode aumentar dores na coluna de crianças e adolescentes
Especialista do INTO orienta sobre postura correta e destaca pequenas mudanças de hábito que ajudam a proteger a coluna

foto- Divulgação
Nos últimos dias das férias escolares, é comum que crianças e adolescentes passem mais tempo em casa utilizando celulares, tablets, computadores e videogames. O aumento do tempo em frente às telas, no entanto, pode trazer consequências para a saúde da coluna quando os dispositivos são usados de forma inadequada. Segundo o ortopedista e chefe do Centro de Doenças da Coluna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), Luís Eduardo Carelli, o número de crianças e adolescentes com queixas relacionadas à má postura tem crescido nos consultórios.
“Percebemos um aumento significativo desse tipo de queixa. As dores mais frequentes são na região cervical, no pescoço, e na parte alta das costas, geralmente associadas ao hábito de permanecer muito tempo olhando para baixo durante o uso de celulares, tablets e outros dispositivos”, explica.
Entre as alterações mais comuns está a cervicalgia — dor na região do pescoço — e o aumento da cifose postural, caracterizada pela postura curvada para a frente. Segundo o especialista, estudos mostram que manter a cabeça inclinada por longos períodos aumenta o estresse biomecânico sobre a coluna cervical e torácica, isto é, faz com que a coluna do pescoço e da parte superior das costas suporte uma carga maior do que foi projetada, favorecendo o surgimento de dores e desconfortos.
Apesar de, na maioria dos casos, essas alterações serem reversíveis com a correção dos hábitos posturais e, quando necessário, tratamento fisioterapêutico, elas podem impactar a rotina das crianças.
“Normalmente, esses hábitos não provocam consequências permanentes na vida adulta, mas podem causar dores, desconforto e até reduzir a concentração durante os estudos, dificultando o aprendizado”, destaca o médico.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o principal fator de risco não é a fase de crescimento, mas sim a maneira como os dispositivos são utilizados.
Utilizar celulares e tablets com a coluna apoiada no encosto de uma cadeira ou sofá e manter a tela na altura dos olhos reduz significativamente a sobrecarga sobre a coluna. Já permanecer curvado, olhando para baixo, ou utilizar o aparelho apenas com uma das mãos aumenta o esforço sobre músculos, ligamentos e articulações.
Além das dores na coluna, a postura inadequada também pode provocar sobrecarga mecânica nos ombros, cotovelos e dedos.
Orientações para os pais
Pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir os impactos do uso prolongado das telas:
- manter celulares e tablets na altura dos olhos;
- apoiar os braços sobre uma mesa ou outra superfície durante o uso;
- sentar-se com as costas apoiadas no encosto da cadeira ou do sofá;
- fazer pausas frequentes para levantar, caminhar e mudar de posição;
- estimular atividades físicas e brincadeiras ao ar livre, reduzindo o tempo contínuo em frente às telas.
“Essa simples adaptação na forma de utilizar celulares, tablets e até videogames reduz o estresse mecânico sobre a coluna e diminui o risco de dores e desconfortos”, conclui o especialista.
Saúde
Campanha orienta sobre riscos das apostas online e informa como acessar atendimento em saúde mental do SUS
Iniciativa informa sobre prevenção, sinais de uso problemático e serviços de acolhimento e tratamento disponíveis para apostadores e familiares

Foto- Assessoria
Está no ar a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online, do Ministério da Saúde. A iniciativa alerta a população sobre os riscos associados ao uso problemático das plataformas de apostas e divulga os serviços de saúde mental oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o acolhimento e o tratamento de apostadores e familiares afetados. A campanha está sendo veiculada na TV, rádio e redes sociais.
ATENDIMENTO EM SAÚDE MENTAL – O teleatendimento para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância. Familiares de pessoas afetadas também podem utilizar o teleatendimento para receber acolhimento, orientação e acompanhamento.
COMO ACESSAR:
● Entre no Meu SUS Digital pelo aplicativo ou pela versão web.
● Faça login com a conta gov.br.
● Na página inicial, selecione “Miniapps”.
● Clique em “Problemas com jogos de apostas?”.
● Responda ao autoteste disponível na plataforma.
As perguntas ajudam a avaliar a relação com as apostas e a identifi car o cuidado mais adequado. Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é feito automaticamente. Nos demais casos, o aplicativo apresenta orientações sobre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
O atendimento presencial pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde apostadores e familiares recebem acolhimento, orientação e avaliação inicial. Quando houver necessidade de cuidado especializado em saúde mental, a equipe pode encaminhá-los a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece acompanhamento multiprofissional.
PREVENÇÃO – Outra ferramenta disponível é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda. Por meio dela, o cidadão pode solicitar voluntariamente o bloqueio do acesso às plataformas de apostas autorizadas.
Para solicitar a autoexclusão, é necessário acessar a página da ferramenta e entrar com a conta gov.br.
A partir da solicitação, o sistema bloqueia, de uma só vez, as contas ativas nas plataformas autorizadas; impede a abertura de novas contas com o CPF cadastrado; e interrompe o envio de publicidade direcionada pelas empresas de apostas.
A plataforma também reúne conteúdos sobre jogo responsável, saúde mental e educação financeira, além de autotestes, cursos, materiais educativos e orientações sobre onde buscar atendimento no SUS.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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