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Saúde

Edu Guedes: Câncer de pâncreas é um dos mais letais e de difícil diagnóstico

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Especialista do IDOMED reforça importância da informação e vigilância em grupos de risco para agilizar diagnósticos

Recentemente, o apresentador Edu Guedes compartilhou que está lutando contra um câncer no pâncreas e já passou por cirurgia como parte do tratamento. Essa revelação trouxe à tona um dos tipos de câncer mais silenciosos e mortais da oncologia. Segundo o professor do IDOMED e médico oncologista Guilherme Roeder, o diagnóstico precoce continua sendo um dos maiores desafios da oncologia moderna. Ele explica que a doença muitas vezes avança de forma silenciosa e geralmente é identificada apenas em estágios mais avançados, quando as chances de cura são bastante limitadas.

“O câncer de pâncreas tende a ser assintomático nas suas fases iniciais. Os sintomas podem variar dependendo da localização do tumor, sendo que aqueles na cabeça do pâncreas costumam se manifestar mais cedo do que os que se desenvolvem no corpo ou na cauda do órgão”, esclarece Roeder.

De acordo com o especialista, a icterícia obstrutiva, que é a coloração amarelada da pele e dos olhos, é um dos sinais mais comuns que levam o paciente a buscar avaliação médica. Outros sintomas frequentes incluem dores abdominais e perda de peso inexplicada. No entanto, esses são sintomas inespecíficos que podem estar relacionados a várias outras condições clínicas.

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão o tabagismo, histórico familiar e idade acima dos 70 anos. “Um alto índice de suspeita clínica e o acompanhamento de pessoas com maior risco são essenciais, já que não existe uma estratégia de rastreamento populacional eficaz para o câncer de pâncreas”, afirma o médico.

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Roeder alerta para dois sinais clínicos que merecem atenção especial: “O surgimento repentino de diabetes mellitus em pacientes acima de 50 anos, que não sejam obesos e apresentem perda de peso, deve ser investigado. Da mesma forma, a descompensação de diabetes em pessoas que já têm a doença.”

Apesar dos avanços na cirurgia oncológica e no tratamento multimodal, que combina quimioterapia e radioterapia, a letalidade da doença continua alta. “O tratamento envolve cirurgias complexas e esquemas de quimioterapia que podem ser bastante tóxicos. Por isso, é essencial ter o suporte de uma equipe multidisciplinar, incluindo profissionais de nutrição, enfermagem, psicologia e fisioterapia especializadas”, enfatiza Roeder.

O especialista também destaca que a informação é uma das ferramentas mais poderosas para diminuir a incidência da doença. “Campanhas que alertem sobre os fatores de risco,

especialmente o tabagismo, e que incentivem as pessoas a buscar atendimento médico ao notar sintomas como dores abdominais e perda de peso inexplicável podem realmente salvar vidas”, conclui.

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Saúde

Gripes, resfriados, alergias e acúmulo de água estão entre as causas da otite

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A Dra. Bárbara Salgueiro alerta que é importante nunca adotar soluções caseiras e lembra que em alguns casos, a dor de ouvido pode ser um reflexo de problemas na garganta, dentes ou até coluna
Gripes, resfriados e alergias são os principais gatilhos para a otite média aguda, um tipo de dor ouvido caracterizada por inflamação ou infecção súbita na região atrás do tímpano. Ela acontece porque ouvido, nariz e garganta são interligados por um canal chamado tuba auditiva. Quando se acumulam, as secreções bloqueiam esse canal causando forte pressão e dor.

“Essa é uma complicação bastante comum em bebês e crianças, principalmente porque nos primeiros anos de vida a tuba auditiva é mais curta e horizontal, o que facilita o acúmulo de secreções. Além disso, o fato de terem o sistema imunológico ainda em desenvolvimento torna as crianças mais suscetíveis que os adultos a infecções de ouvido”, explica a Dra. Bárbara Salgueiro, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.

Outro tipo de dor de ouvido é a otite externa, também conhecida como “ouvido de nadador”, que se caracteriza pela infecção da pele do canal auditivo externo. “Ela costuma ser causada pela retenção da água após nadar ou tomar banho de forma prolongada, sendo que essa umidade cria um ambiente propício para fungos e infecções. Outro fator de risco é a manipulação do ouvido com os dedos ou objetos, como hastes flexíveis”, complementa a médica.

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Nas crianças pequenas as otites podem ser mais difíceis de serem percebidas, por isso é fundamental os pais ficarem atentos aos sinais. Alguns deles são: febre acompanhada de congestão nasal e coriza, mãos constantemente na orelha, choro, irritação, dificuldade para dormir e recusa de alimentos. Nos casos mais avançados, pode sair secreção do ouvido. Em adultos, apesar de a dor ser um sintoma importante, é preciso investigar. Em algumas situações, a causa da inflamação pode estar em outro local.

“Este fenômeno é chamado de otalgia referida e pode indicar problemas na garganta, dentes, articulação temporomandibular (que liga a mandíbula ao crânio), musculatura cervical e até alterações na coluna. Isso ocorre porque o ouvido compartilha vias nervosas com estruturas próximas. A pessoa sente uma dor secundária, que tem sua origem em outra parte do corpo. Nesses casos é preciso tratar a causa. Por exemplo, indicar antibióticos, se a pessoa estiver com uma infecção de garganta”, esclarece a otorrinolaringologista.

A otite só é corretamente diagnosticada por meio da otoscopia, um exame minucioso dos ouvidos realizado pelo otorrinolaringologista, médico capacitado para orientar sobre o melhor tratamento e as medidas de prevenção.

De acordo com a Dra. Bárbara Salgueiro, “em caso de dor de ouvido, é essencial nunca adotar soluções caseiras, como introduzir azeite, alho, leite materno ou vinagre no canal auditivo. Além do risco de agravar a infecção, podem ocorrer reações alérgicas, queimaduras e até perda auditiva permanente, especialmente se houver perfuração do tímpano”.

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A recomendação da especialista é utilizar somente analgésicos comuns, desde que não haja histórico de alergia aos componentes da medicação, e realizar compressas mornas na região do ouvido. Se o quadro persistir, é fundamental consultar um especialista e seguir corretamente o tratamento.

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Manter o peso perdido “pós-caneta emagrecedora”

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Lívia Catalá

Os medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” revolucionaram o tratamento da obesidade. Pela primeira vez, a medicina passou a alcançar perdas de peso expressivas, aproximando-se, em alguns pacientes, dos resultados tradicionalmente observados com a cirurgia bariátrica. No entanto, à medida que os resultados se consolidam, uma nova pergunta ganha protagonismo nos consultórios: o que acontece depois que o peso é perdido?

A resposta vem dos próprios estudos científicos. Hoje sabemos que a obesidade é uma doença crônica, complexa e marcada por mecanismos biológicos que favorecem o reganho de peso. O organismo interpreta a perda de peso como uma ameaça e ativa respostas hormonais e metabólicas que aumentam a fome, reduzem o gasto energético e estimulam a recuperação dos quilos perdidos.

Essa realidade ficou evidente em grandes estudos clínicos. No SURMOUNT-4, pacientes que interromperam a tirzepatida após uma fase inicial de emagrecimento apresentaram recuperação significativa do peso perdido, enquanto aqueles que mantiveram o tratamento continuaram emagrecendo e sustentaram melhor os resultados alcançados. Da mesma forma, o seguimento do estudo STEP 1 demonstrou que a suspensão da semaglutida foi acompanhada pela recuperação de grande parte do peso perdido e de parcela dos benefícios metabólicos conquistados durante o tratamento.

Mas a ciência já começa a olhar além da fase de emagrecimento. Estudos mais recentes, como o ATTAIN-MAINTAIN, começam a explorar estratégias para a manutenção do peso perdido, incluindo a possibilidade de transição para terapias orais em pacientes selecionados. A proposta é tornar o tratamento de longo prazo mais simples e acessível, sem perder a eficácia conquistada durante a fase inicial. Paralelamente, outras pesquisas investigam, ainda em fase de desenvolvimento, esquemas com doses menores após o emagrecimento, buscando identificar quais pacientes podem manter bons resultados com estratégias mais individualizadas.

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Essa mudança de perspectiva representa uma evolução importante no tratamento da obesidade. A pergunta já não é apenas quanto peso um paciente consegue perder, mas como preservar essa perda ao longo dos anos. O foco deixa de ser exclusivamente o emagrecimento e passa a incluir a manutenção dos benefícios metabólicos, a prevenção do efeito sanfona e a proteção da saúde cardiovascular.

Nesse contexto, o papel do endocrinologista torna-se ainda mais relevante. Mais do que prescrever medicamentos, o especialista acompanha a evolução clínica, interpreta as respostas individuais ao tratamento e ajusta estratégias para que os resultados sejam sustentáveis no longo prazo.

A medicina da obesidade está entrando em uma nova era. Se antes o grande desafio era conseguir perder peso, hoje a fronteira mais importante é aprender a mantê-lo. Tudo indica que o futuro será marcado por tratamentos cada vez mais personalizados, com o objetivo não apenas de reduzir números na balança, mas de preservar saúde, qualidade de vida e bem-estar ao longo do tempo.

Lívia Catalá é médica endocrinologista — CRM 7034 | RQE 3995. Atende na Clínica Ferraz, presencialmente e on-line.

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