Artigos
Eleições de 2020 e o desafiador cenário que vem pela frente

Especialistas do Mackenzie analisam os possíveis cenários políticos e auxiliam a compreender o que as cidades precisam solucionar e melhorar para a vida dos cidadãos
Todo ano eleitoral é considerado atípico e cheio de surpresas. As cobranças ganham força, surgem as promessas, ideologias se intensificam e o cenário de disputa e competição rapidamente é montado. Porém, o que ninguém esperava é que 2020 traria um acontecimento tão marcante e impactante para a vida das pessoas e das cidades.
A pandemia de coronavírus virou a política do Brasil de cabeça para baixo. As ações que os governadores e prefeitos tiveram que tomar, seguindo recomendações médicas e da ciência, entraram em conflito com o discurso do presidente da República. Dessa forma, o clima eleitoral ficou ainda mais confuso e pulverizado, com algumas localidades tendo vários candidatos, como São Paulo, em que há 13 candidaturas em disputa para a Prefeitura, cada um tentando defender uma “forma de fazer política”.
Assim, as Eleições desse domingo, dia 15 de novembro, será a chance da população de todas as cidades do País, escolherem o/a prefeito/a e uma Câmara de Vereadores que tenha capacidade de liderar e superar os desafios que virão daqui para frente, por mais nebulosos que eles ainda sejam.
Portanto, para preparar o terreno para o pleito, analisar possíveis cenários políticos e compreender o que precisa ser resolvido nas cidades e de que forma é possível fazer isso, foram selecionados especialistas e pesquisadores da Universidade Presbiteriana Mackenzie que estão à disposição para comentar sobre diversos temas.
Para acionar o especialista de interesse, envie seu e-mail para [email protected].
Assuntos e especialistas
Educação
O cenário educacional pós-eleição: Perspectivas e desafios no ensino
Ítalo Curcio é coordenador do curso de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Cidade com várias línguas
Neuza Bastos é professora de Letras na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisadora da história e descrição da língua portuguesa, da linguagem, educação e estudos lusófonos e do discurso.
Cidade
A importância do Plano Diretor e Planejamento Urbano para cidade de São Paulo
Valter Caldana é professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve pesquisas nas áreas de Arquitetura, Construção e Plano Diretor.
Políticas urbanas e o patrimônio arquitetônico da cidade
Angélica Tanus Benatti Alvim é professora de Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve pesquisas nas áreas de urbanismo, com ênfase em projeto urbano, mobilidade e meio ambiente (ênfase nas águas).
Planos para habitação Social e a cidade de São Paulo
Denise Antonucci é professora de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em planejamento e projeto do espaço urbano, pesquisando temas como habitação social, inclusão, espaço público, morfologia, assentamento humanos.
A vegetação como infraestrutura verde: conforto climático urbano das cidades
Pérola Brocanelli é professora de Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve pesquisas nas áreas de arquitetura, urbanismo, ambiente, tecnologia e sustentabilidade.
São Paulo contemporânea e o déficit habitacional
Viviane Rubio é professora de Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve estudos da qualidade da habitação e ambiente urbano e da importância da representação gráfica no desenvolvimento da cidade.
Conservação dos monumentos, parques e praças da cidade como ficam?
Viviane Rubio é professora de Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve estudos da qualidade da habitação e ambiente urbano e da importância da representação gráfica no desenvolvimento da cidade.
Meio ambiente e a cidade
Rogério Aparecido Machado tem experiência na área de Engenharia Sanitária, com ênfase em Saneamento Ambiental, em Qualidade e Meio Ambiente. Desenvolve pesquisas em controle da poluição ambiental, análise instrumental e química analítica. É professor de Química da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Reflexos da pandemia na mobilidade urbana e economia
Vladimir Fernandes Maciel é coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica
Economia
O que a economia de SP pode esperar para os próximos anos
Agostinho Pascalicchio desenvolve estudos nas áreas de economia, engenharia econômica e finanças.
Como o próximo prefeito deve lidar com o possível aumento no desemprego da população
Ulisses Ruiz de Gamboa é professor de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
A prefeitura deve investir ou procurar parceiros dispostos a investir?
Josilmar Cordenonssi Cia é professor de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Como a prefeitura pode equilibrar seus gastos no pós-pandemia?
Agostinho Celso Pascalicchio é professor de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Economia de Campinas e região pós-eleição
Leila Pellegrino é coordenadora do curso de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.
O novo prefeito deve olhar com bons olhos a Lei de Liberdade Econômica?
Allan Augusto Gallo Antonio é formado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestrando em Economia e Mercados.
Política e Eleições
Cenário político atual e possíveis reflexos para 2022
Rodrigo Prando é cientista político da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Márcio Coimbra é coordenador da pós-graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília, Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil. Diretor-Executivo do Interlegis no Senado Federal.
Desafios para o novo prefeito
Rogério Baptistini é sociólogo na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Márcio Coimbra é coordenador da pós-graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília, Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil. Diretor-Executivo do Interlegis no Senado Federal.
Eleições digitais é possível?
Alberto Rollo é especialista em direito eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Quais as expectativas das eleições para ano? Mesmo com pandemia teremos boca de urna?
Alberto Rollo é especialista em direito eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Diferenças entre eleições brasileiras e americanas
Leopoldo Soares é coordenador do curso de direito e professor de Direito Eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.
Análise das eleições em meio a Pandemia
Leopoldo Soares é coordenador do curso de direito e professor de Direito Eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.
Gilson Novaes é professor de Direito Eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.
A contagem de votos por urna eletrônica é segura?
Marcelo Chiavassa é professor de Direito Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.
Cadastramento digital está valendo ou não?
Marcelo Chiavassa é professor de Direito Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.
Ética na Política
Gerson Moraes é professor de Ética da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Junio Cezar da Rocha Souza é mestre e doutorando em Filosofia, professor da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília.
Segurança
São Paulo e a Segurança Pública
Alexis Couto de Brito é especialista em segurança pública.
Sociedade
Comportamento: angústia daqueles que vivem na metrópole
Eduardo Fraga é psicólogo e professor em Psicologia do Desenvolvimento Humano.
Expectativas e ânimo dos cidadãos com novos governos
Marcelo dos Santos é professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.
Impactos étnicos e raciais na escolha dos candidatos pelos eleitores
Alessandra Benedito é professora de Direitos Humanos da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas. É pesquisadora- Gênero- Mulher, raça e mercado de trabalho. Membro Efetivo da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra da OAB/SP, da Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade e Coordenadora do Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil.
Representatividade das mulheres nas câmaras e prefeituras das cidades
Soraia Mendes é doutora em Direito, Estado e Constituição (UnB), mestra em Ciência Política, e discute as pautas das mulheres no Direito e na Política. Professora da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília.
Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está na 103º posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Possui três campino estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.
Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.
Artigos
Recuperação judicial do produtor rural: a contabilidade como ponto decisivo

*Thuanny Gomes
A recuperação judicial do produtor rural tem se consolidado como instrumento relevante para o enfrentamento da crise no agronegócio, mas o acesso a esse regime não depende apenas da existência do endividamento. A Lei nº 11.101/2005, especialmente à luz das diretrizes fixadas pelo Provimento CNJ nº 216, de 9 de março de 2026, passou a exigir maior rigor na demonstração técnica e documental da atividade rural, reforçando a necessidade de organização contábil, fiscal e patrimonial apta a sustentar o pedido. Nesse cenário, contadores e gestores assumem papel estratégico, porque são eles que, na prática, estruturam as informações que permitirão ao produtor comprovar regularidade, continuidade da atividade, coerência patrimonial e viabilidade econômica.
O ponto central, portanto, não está apenas no direito de o produtor buscar a recuperação judicial, mas na capacidade de demonstrar, com consistência, que a atividade rural efetivamente existe, está em funcionamento e, além de ativa, possui condições de gerar receita suficiente para a manutenção da atividade e seu efetivo soerguimento. A lei exige elementos objetivos que permitam ao Judiciário e aos credores verificar não apenas a existência da atividade, mas também sua capacidade concreta de geração de receita e de recuperação econômica.
Um dos aspectos mais relevantes diz respeito à comprovação do exercício regular da atividade rural por mais de dois anos, requisito previsto no artigo 48 da Lei nº 11.101/2005. Nesse ponto, o Provimento CNJ nº 216/2026 confere maior objetividade à análise ao indicar a utilização de documentos como o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), a Declaração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e o balanço patrimonial elaborado por contador habilitado. O ato também reforça a possibilidade de cômputo do período anterior ao registro na Junta Comercial, o que é especialmente relevante para produtores que exercem a atividade há anos, mas só promoveram sua formalização empresarial em momento posterior.
Esse avanço normativo tem impacto direto sobre a atuação de contadores e gestores, porque desloca o debate da simples narrativa de dificuldade financeira para a qualidade da prova levada ao processo. Em outras palavras, não basta afirmar que o produtor está em crise. É necessário demonstrar, de forma tecnicamente organizada, como a atividade foi desenvolvida, quais resultados produziu, como se estruturam seus passivos, quais bens integram a operação e se existe coerência entre os registros apresentados e a realidade do empreendimento rural. Quando essa base é frágil, contraditória ou incompleta, o risco não é apenas probatório: é de inviabilização do próprio pedido.
O Provimento também reforça a possibilidade de constatação prévia, permitindo ao juiz determinar a verificação da regularidade da documentação, da efetiva existência da atividade e da compatibilidade entre os dados apresentados e a operação desenvolvida pelo produtor. Isso revela que a análise do pedido não ficará restrita à apresentação formal de documentos, mas poderá alcançar a consistência material das informações.
Sob a perspectiva do produtor, isso significa que a lei passou a exigir maior organização da atividade. Sob a ótica de contadores e gestores, significa que a organização documental deixou de ser tarefa acessória e passou a integrar a própria estratégia de preservação da atividade.
Outro ponto de destaque é a exigência de informações técnicas sobre as condições operacionais da atividade rural, abrangendo máquinas, equipamentos, estruturas de armazenagem, garantias vinculadas à produção e dados que permitam compreender a dinâmica econômica do empreendimento. Embora a análise da viabilidade jurídica caiba ao sistema de justiça e aos profissionais do direito, a qualidade dos dados que sustentam essa análise depende diretamente da estruturação contábil, fiscal e patrimonial do produtor. É essa base que permitirá distinguir uma atividade efetivamente viável de uma operação sem controle, sem rastreabilidade e sem credibilidade documental.
Também merece atenção a delimitação mais precisa acerca dos bens considerados essenciais à atividade, sobretudo porque o Provimento afasta a equiparação automática entre bens de capital e ativos financeiros, direitos creditórios ou a própria safra.
No agronegócio, em que é comum a existência de operações estruturadas com CPR, barter, cessões fiduciárias e outras garantias típicas, essa distinção é extremamente relevante. O produtor que pretende buscar proteção judicial precisa conhecer com precisão a composição de seu patrimônio operacional e a natureza das garantias já constituídas. Esse diagnóstico exige organização técnica, consistência documental e atuação coordenada entre gestão, contabilidade e estratégia jurídica.
A principal mensagem da lei, complementada pelo Provimento CNJ nº 216/2026, é clara: a recuperação judicial do produtor rural não se sustenta apenas na existência da crise, mas, especialmente, na capacidade de demonstrar documentalmente que a atividade possui aptidão para se manter economicamente ativa e regular no mercado.
Por isso, contadores e gestores precisam compreender que sua atuação não começa quando o pedido é protocolado, mas muito antes, no lançamento correto, preciso e detalhado das informações, na compatibilização dos dados fiscais, contábeis e patrimoniais e na construção de uma base documental que dê segurança aos julgadores e credores.
Sem isso, a recuperação judicial deixa de ser uma alternativa real de reestruturação e passa a ser apenas uma tentativa frágil diante do rigor crescente imposto pela própria legislação.
No atual cenário, preservar a atividade rural exige mais do que conhecer a lei. Exige preparar o produtor para cumprir, documentalmente, aquilo que a lei já passou a exigir com mais clareza. É esse o alerta que contadores e gestores não podem ignorar.
*Thuanny Gomes é advogada sênior, sócia da PSO Advogados Associados, Especialista em Direito Empresarial pela FGV, Especialista em Recuperação Judicial pela PUC, Especialista em Agronegócio pela INSPER e Aluna da IBET em Direito Tributário.
Artigos
Treino e desgaste do coração

Dr. Max Wagner de Lima Cardiologista
Vivemos uma era em que treinar virou sinônimo de saúde.
Mais pessoas estão correndo, superando limites, buscando performance. E isso é excelente.
Mas existe um ponto que quase ninguém fala e que muda completamente o jogo:
treinar mais não significa treinar melhor.
E, em muitos casos, não significa treinar com segurança.
O erro silencioso de quem quer evoluir
A maioria das pessoas começa bem.
Caminha. Corre.
Faz uma meia maratona.
E naturalmente quer mais.
Mais distância .Mais intensidade. Mais resultado.
O problema é que o corpo não evolui na velocidade da motivação.
Ele evolui na velocidade da adaptação.
E quando essa lógica é ignorada…o corpo cobra.
Seu corpo não é só músculo. É um sistema
Quando você aumenta o treino, não está exigindo apenas dos músculos.
Você está exigindo de:
• articulações
• tendões
• metabolismo
• sistema hormonal
• e, principalmente… do seu coração
O coração não é apenas um órgão que acompanha o exercício. Ele é o centro da sua performance.
E quando ele é exposto a cargas desorganizadas, o impacto pode ser silencioso mas progressivo.
Aquecer não é alongar. É preparar o organismo:
Um dos erros mais comuns é tratar aquecimento como algo superficial.
Na prática, o corpo precisa de três coisas:
movimento
ativação
progressão
Um bom aquecimento prepara não só os músculos, mas o sistema cardiovascular como um todo.
É isso que reduz risco.E é isso que sustenta performance.
O que realmente protege sua evolução :
Existe um conceito que separa quem evolui de quem se machuca: capacidade.
Antes de correr mais, você precisa ser capaz de sustentar aquilo.
Isso envolve:
• força muscular
• base aeróbica
• qualidade de movimento
• recuperação adequada
Sem isso, o corpo responde.
E responde com:
• lesões
• fadiga
• queda de performance
• e, muitas vezes, impacto cardiovascular silencioso
O maior erro: evoluir rápido demais
Ir da meia maratona para uma maratona parece um passo natural.Mas, fisiologicamente, não é.
É um salto estrutural.
Para o corpo, isso significa:
mais carga
mais estresse
mais demanda metabólica
E quando essa progressão não é bem conduzida, o risco deixa de ser apenas ortopédico.
Ele passa a ser metabólico. E também cardiovascular.
Seu corpo sempre avisa
Cansaço excessivo. Sono ruim.
Queda de rendimento. Dores recorrentes.
Isso não é normal. Isso é sinal.
Ignorar esses sinais não é disciplina.
É desorganização fisiológica.
Um alerta importante: jovens atletas
Existe um erro crescente hoje: especialização precoce
Treinar o mesmo padrão o ano inteiro, sem variação, sem recuperação…
Isso reduz a capacidade de adaptação do corpo e aumenta o risco de lesão.
Um organismo saudável precisa de:
estímulos variados, tempo de recuperação , construção progressiva
O que realmente diferencia quem evolui
Não é quem treina mais.
É quem treina com estratégia.
É quem entende que:
• consistência vence intensidade
• recuperação faz parte do treino
• e saúde não é um detalhe é a base
A mensagem mais importante
Você não precisa parar de treinar. Você precisa treinar com inteligência.
Porque, no final:
não é sobre correr mais
não é sobre performar mais
é sobre conseguir fazer isso por muitos anos, com saúde.
A visão por trás disso
Nós entendemos que o corpo não funciona em partes.
Coração, metabolismo, músculo, sono e comportamento fazem parte do mesmo sistema.
E quando esse sistema está alinhado:
a performance melhora
o risco diminui
e a longevidade deixa de ser um conceito
e passa a ser uma construção diária
Mensagem : Para levar com você
Treinar é excelente.
Mas treinar sem estratégia…
É apenas uma forma mais rápida de se desgastar.
Seu coração responde à sua rotina.
Dr. Max Wagner de Lima Cardiologista | Luminae – Excelência em Saúde Método ROTINA | Longevidade com estratégia
Artigos
Fim da escala 6×1: O impacto real da mudança para pequenas e médias empresas

O avanço do debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil, proposta que visa reduzir a jornada semanal para 36 horas, promete impactar diretamente a folha de pagamento e a logística operacional de setores que são grandes empregadores, como o comércio e os serviços. O principal ponto é como as empresas, especialmente as de pequeno e médio porte (PMEs), conseguirão absorver o aumento dos custos sem repassá-los ao consumidor final.
Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite uma jornada de até 44 horas semanais, o que na prática consolida o modelo 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso). “Juridicamente, essa escala não é uma ‘regra impositiva’, mas sim uma consequência matemática do limite constitucional. É o formato máximo de exploração da força de trabalho permitido sem o pagamento de horas extras”, explica Gisele Bolonhez, professora do curso de Direito da UniCesumar, instituição de ensino superior com 35 anos de tradição e nota máxima no MEC.
O principal texto em discussão é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 148, de 2015, que sugere a redução da jornada para 36 horas semanais, mantendo o valor do salário. O argumento central, segundo a especialista, baseia-se na proteção da saúde do trabalhador e na garantia do direito ao lazer e ao convívio social.
“Juridicamente, a proposta visa materializar a função social do trabalho não apenas como meio de subsistência, mas como um vetor de realização pessoal. Isso fortalece o chamado ‘direito à desconexão’, que é a garantia de que o empregado tenha um tempo efetivo para se desligar mental e fisicamente das demandas profissionais, protegendo sua saúde mental e sua vida privada fora do expediente”, detalha Bolonhez.
O custo real para o empresário
Para o empresário, a mudança não se resume a simplesmente contratar mais um funcionário para cobrir a nova folga. “O impacto vai muito além do que apenas contratar mais um funcionário. A PEC prevê a redução da jornada mantendo-se o salário, o que aumenta o valor do salário-hora. Contratar um novo funcionário implica custos de recrutamento, treinamento, benefícios como vale-transporte e alimentação, FGTS e previdência. O custo administrativo de gerir escalas mais complexas também aumenta. Portanto, a ‘cobertura de buracos’ se não bem administrada pelo gestor de PMEs a escala gera um efeito cascata nos custos fixos e variáveis”, afirma a professora da UniCesumar.
Essa alteração no cálculo do salário-hora encarece automaticamente outros direitos, como horas extras e adicionais noturnos. Para setores que operam 24/7, a logística para conceder mais folgas semanais exigirá escalas de revezamento muito mais robustas e, consequentemente, mais caras.
Oportunidades
Diante da iminência da mudança, a preocupação entre os empresários é crescente. A professora da UniCesumar aconselha um planejamento estratégico imediato para mitigar os impactos. “Eu aconselho três passos imediatos: mapeamento de processos, descobrindo onde há tempo ocioso e a forma de aumentar a produtividade para justificar menos horas; simulação de custos, calcular o impacto na folha considerando o novo divisor de horas extras e o custo de um quadro de funcionários maior; e aproximação sindical, desenhar acordos coletivos que permitam, por exemplo, o uso amplo do Banco de Horas ou a redução do intervalo de almoço para permitir saídas antecipadas, preparando o terreno legal”, recomenda Bolonhez.
A especialista conclui que, embora a redução da jornada seja uma modernização louvável das relações de trabalho, o equilíbrio financeiro é a grande questão. “Não podemos esquecer que os direitos custam e alguém terá que pagar a conta. Uma redução como a proposta aumentará o custo dos produtos e serviços e, ao final, será a sociedade, e não somente os empregadores, que pagará. Se o custo se tornar inviável, a consequência será o aumento da informalidade”.
Sobre a UniCesumar
Com 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de mais de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com mais de 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.
-
Rondonópolis13/04/2026 - 22:56Prefeitura abre licitação para obras de pavimentação e drenagem no Maria Vetorasso
-
Rondonópolis13/04/2026 - 23:05Rondonópolis|Secretaria de Educação instaura sindicância para apurar irregularidade patrimonial em escola municipal
-
Rondonópolis15/04/2026 - 13:16Prefeito Cláudio Ferreira anuncia investimento de R$ 2 bilhões da COFCO em Rondonópolis
-
Rondonópolis15/04/2026 - 19:09Rondonópolis|Justiça mantém ex-gestora fora do Serv Saúde e rejeita recurso do SISPMUR
-
Policial16/04/2026 - 10:29Vendas de camarotes e bangalôs para a Semana do Cavalo e o Rodeio É o Bicho começam nesta quinta-feira





