Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Artigos

Eleições de 2020 e o desafiador cenário que vem pela frente

Publicado

Especialistas do Mackenzie analisam os possíveis cenários políticos e auxiliam a compreender o que as cidades precisam solucionar e melhorar para a vida dos cidadãos

Todo ano eleitoral é considerado atípico e cheio de surpresas. As cobranças ganham força, surgem as promessas, ideologias se intensificam e o cenário de disputa e competição rapidamente é montado. Porém, o que ninguém esperava é que 2020 traria um acontecimento tão marcante e impactante para a vida das pessoas e das cidades.

A pandemia de coronavírus virou a política do Brasil de cabeça para baixo. As ações que os governadores e prefeitos tiveram que tomar, seguindo recomendações médicas e da ciência, entraram em conflito com o discurso do presidente da República. Dessa forma, o clima eleitoral ficou ainda mais confuso e pulverizado, com algumas localidades tendo vários candidatos, como São Paulo, em que há 13 candidaturas em disputa para a Prefeitura, cada um tentando defender uma “forma de fazer política”.

Assim, as Eleições desse domingo, dia 15 de novembro, será a chance da população de todas as cidades do País, escolherem o/a prefeito/a e uma Câmara de Vereadores que tenha capacidade de liderar e superar os desafios que virão daqui para frente, por mais nebulosos que eles ainda sejam.

Portanto, para preparar o terreno para o pleito, analisar possíveis cenários políticos e compreender o que precisa ser resolvido nas cidades e de que forma é possível fazer isso, foram selecionados especialistas e pesquisadores da Universidade Presbiteriana Mackenzie que estão à disposição para comentar sobre diversos temas.

Para acionar o especialista de interesse, envie seu e-mail para [email protected].

Assuntos e especialistas

Educação
O cenário educacional pós-eleição: Perspectivas e desafios no ensino
Ítalo Curcio é coordenador do curso de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Cidade com várias línguas
Neuza Bastos é professora de Letras na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pesquisadora da história e descrição da língua portuguesa, da linguagem, educação e estudos lusófonos e do discurso.

Cidade
A importância do Plano Diretor e Planejamento Urbano para cidade de São Paulo
Valter Caldana é professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve pesquisas nas áreas de Arquitetura, Construção e Plano Diretor.

Veja Mais:  Crimes cibernéticos e o Marco Civil da Internet

Políticas urbanas e o patrimônio arquitetônico da cidade
Angélica Tanus Benatti Alvim é professora de Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve pesquisas nas áreas de urbanismo, com ênfase em projeto urbano, mobilidade e meio ambiente (ênfase nas águas).

Planos para habitação Social e a cidade de São Paulo
Denise Antonucci é professora de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em planejamento e projeto do espaço urbano, pesquisando temas como habitação social, inclusão, espaço público, morfologia, assentamento humanos.

A vegetação como infraestrutura verde: conforto climático urbano das cidades
Pérola Brocanelli é professora de Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve pesquisas nas áreas de arquitetura, urbanismo, ambiente, tecnologia e sustentabilidade.

São Paulo contemporânea e o déficit habitacional
Viviane Rubio é professora de Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve estudos da qualidade da habitação e ambiente urbano e da importância da representação gráfica no desenvolvimento da cidade.

Conservação dos monumentos, parques e praças da cidade como ficam?
Viviane Rubio é professora de Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve estudos da qualidade da habitação e ambiente urbano e da importância da representação gráfica no desenvolvimento da cidade.

Meio ambiente e a cidade
Rogério Aparecido Machado tem experiência na área de Engenharia Sanitária, com ênfase em Saneamento Ambiental, em Qualidade e Meio Ambiente. Desenvolve pesquisas em controle da poluição ambiental, análise instrumental e química analítica. É professor de Química da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Reflexos da pandemia na mobilidade urbana e economia
Vladimir Fernandes Maciel é coordenador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica

Economia
O que a economia de SP pode esperar para os próximos anos
Agostinho Pascalicchio desenvolve estudos nas áreas de economia, engenharia econômica e finanças.

Como o próximo prefeito deve lidar com o possível aumento no desemprego da população
Ulisses Ruiz de Gamboa é professor de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A prefeitura deve investir ou procurar parceiros dispostos a investir?
Josilmar Cordenonssi Cia é professor de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Veja Mais:  Educação: Psicóloga alerta para os cuidados com a volta às aulas

Como a prefeitura pode equilibrar seus gastos no pós-pandemia?
Agostinho Celso Pascalicchio é professor de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Economia de Campinas e região pós-eleição
Leila Pellegrino é coordenadora do curso de Economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

O novo prefeito deve olhar com bons olhos a Lei de Liberdade Econômica?
Allan Augusto Gallo Antonio é formado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestrando em Economia e Mercados.

Política e Eleições
Cenário político atual e possíveis reflexos para 2022
Rodrigo Prando é cientista político da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Márcio Coimbra é coordenador da pós-graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília, Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil. Diretor-Executivo do Interlegis no Senado Federal.

Desafios para o novo prefeito
Rogério Baptistini é sociólogo na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Márcio Coimbra é coordenador da pós-graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília, Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil. Diretor-Executivo do Interlegis no Senado Federal.

Eleições digitais é possível?
Alberto Rollo é especialista em direito eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Quais as expectativas das eleições para ano? Mesmo com pandemia teremos boca de urna?
Alberto Rollo é especialista em direito eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Diferenças entre eleições brasileiras e americanas
Leopoldo Soares é coordenador do curso de direito e professor de Direito Eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

Análise das eleições em meio a Pandemia
Leopoldo Soares é coordenador do curso de direito e professor de Direito Eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

Gilson Novaes é professor de Direito Eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

A contagem de votos por urna eletrônica é segura?
Marcelo Chiavassa é professor de Direito Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

Cadastramento digital está valendo ou não?
Marcelo Chiavassa é professor de Direito Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

Veja Mais:  Nossa Senhora Aparecida: a Mãe do Brasil

Ética na Política
Gerson Moraes é professor de Ética da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Junio Cezar da Rocha Souza é mestre e doutorando em Filosofia, professor da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília.

Segurança
São Paulo e a Segurança Pública
Alexis Couto de Brito é especialista em segurança pública.

Sociedade
Comportamento: angústia daqueles que vivem na metrópole
Eduardo Fraga é psicólogo e professor em Psicologia do Desenvolvimento Humano.

Expectativas e ânimo dos cidadãos com novos governos
Marcelo dos Santos é professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

Impactos étnicos e raciais na escolha dos candidatos pelos eleitores
Alessandra Benedito é professora de Direitos Humanos da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas. É pesquisadora- Gênero- Mulher, raça e mercado de trabalho. Membro Efetivo da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra da OAB/SP, da Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade e Coordenadora do Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil.

Representatividade das mulheres nas câmaras e prefeituras das cidades
Soraia Mendes é doutora em Direito, Estado e Constituição (UnB), mestra em Ciência Política, e discute as pautas das mulheres no Direito e na Política. Professora da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília.

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está na 103º posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Possui três campino estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.
Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.

Artigos

Agro em ano eleitoral: até onde podem ir os incentivos e benefícios fiscais?

Publicado

Em ano eleitoral, economia e tributação naturalmente ganham espaço no debate público. Surgem propostas de redução de impostos, novos incentivos e benefícios fiscais apresentados como instrumentos para estimular investimentos e gerar empregos. Em Mato Grosso, onde o agronegócio tem enorme peso econômico, essas discussões chegam rapidamente ao setor produtivo.

Mas há uma questão que precisa ser observada, até onde o poder público pode ir na concessão desses benefícios em um ano de eleições? É importante entender que nem todo incentivo fiscal concedido nesse período é irregular. Governos continuam administrando, tomando decisões e desenvolvendo políticas econômicas. O que muda é a necessidade de atenção ainda maior às regras tributárias, fiscais, orçamentárias e eleitorais envolvidas.

Para o empresário, essa discussão é muito mais prática do que parece. Pense em um frigorífico que pretende ampliar sua estrutura, contratar funcionários ou aumentar a produção. Um benefício tributário pode influenciar diretamente a decisão de investir. O mesmo ocorre com uma empresa de grãos, que trabalha com grandes volumes e precisa calcular custos e margens com antecedência.

O problema é que não basta saber quanto determinado incentivo pode representar de economia. É preciso entender se existe segurança jurídica para utilizá-lo. Uma vantagem tributária anunciada hoje pode parecer excelente para o caixa da empresa, mas, se foi concedida sem observar as exigências legais, pode ser questionada no futuro. E aquilo que começou como economia pode terminar em passivo, discussão administrativa ou processo judicial.

Veja Mais:  Educação: Psicóloga alerta para os cuidados com a volta às aulas

Por isso, em ano eleitoral, o empresário precisa ter cuidado para não tomar decisões importantes baseado apenas em anúncios ou promessas. Antes de considerar um benefício fiscal no planejamento de um frigorífico, de uma empresa de grãos ou de qualquer negócio do agro, é necessário conhecer sua base legal, suas condições e sua sustentabilidade ao longo do tempo.

Além disso, o ano eleitoral costuma aumentar a atenção sobre medidas que possam ter impacto direto na economia. Isso exige cautela tanto de quem concede quanto de quem recebe um incentivo. Uma política fiscal voltada ao desenvolvimento do agro precisa ter justificativa econômica, planejamento e respaldo jurídico, independentemente do momento político em que é anunciada.

No caso de frigoríficos e empresas de grãos, essa segurança ganha ainda mais importância porque muitas decisões são tomadas pensando no médio e no longo prazo. A abertura de uma nova unidade, a ampliação de uma planta, a compra de equipamentos ou o aumento da capacidade de armazenagem envolvem investimentos que não terminam junto com o calendário eleitoral. A regra tributária considerada hoje pode continuar impactando aquele negócio por vários anos.

Também é preciso diferenciar incentivo fiscal de vantagem momentânea. Quando bem estruturado, um benefício pode estimular a industrialização, gerar empregos, agregar valor à produção e tornar uma região mais competitiva. Mas, para cumprir esse papel, precisa oferecer ao empresário condições claras e previsíveis. Afinal, quem investe precisa saber não apenas quais são as regras de hoje, mas qual é o grau de segurança para continuar operando amanhã.

Veja Mais:  Jesus é maior do que pensamos

O agronegócio precisa de competitividade, mas também precisa de previsibilidade. Incentivos fiscais podem ser importantes instrumentos de desenvolvimento, desde que sejam construídos dentro da lei e com segurança para quem investe. Em 2026, diante de cada nova proposta tributária apresentada ao setor, talvez a pergunta mais importante não seja apenas “quanto vamos economizar?”, mas também “esse benefício continuará juridicamente seguro depois que a eleição passar?”.

Por João Carlos Vanni Rodrigues, Advogado Tributarista da ZR Advogados

Continue lendo

Artigos

63 anos não se constroem por acaso: a liderança por trás da longevidade empresarial

Publicado

Por Ulana Bruehmueller

O brasileiro tem uma reconhecida vontade de empreender. Muitas empresas nascem pequenas, de um sonho, de uma oportunidade ou da necessidade de construir um futuro melhor. Começam com poucos recursos, muito trabalho e a esperança de crescer ano após ano.

Mas começar uma empresa é apenas o primeiro desafio. Fazê-la permanecer, atravessar gerações e continuar relevante é uma conquista muito maior.

No Brasil, poucas empresas alcançam mais de seis décadas de atividade. Ao longo do caminho, enfrentam obstáculos que vão do acesso ao crédito aos elevados custos de insumos, energia e produção, além da carga tributária, da insegurança jurídica e de uma logística ainda cara e ineficiente.

É nesse contexto que celebramos os 63 anos da Refrigerantes Marajá.

Mais do que uma data no calendário, este aniversário nos convida a uma reflexão: o que faz uma organização atravessar tantas transformações e permanecer relevante ao longo das gerações?

A qualidade dos produtos e a confiança dos consumidores são fundamentais. Mas longevidade também se constrói com liderança forte, propósito definido, valores consistentes e pessoas alinhadas em torno de uma mesma direção.

Ao longo de mais de seis décadas, a Marajá precisou se transformar inúmeras vezes. Cresceu, ampliou mercados, modernizou sua estrutura industrial, incorporou tecnologias, profissionalizou processos, fortaleceu sua governança e desenvolveu novas marcas e produtos.

Ao mesmo tempo, avançou em uma agenda de ESG cada vez mais consistente, compreendendo que responsabilidade ambiental e social, ética e boa governança não devem existir apenas no discurso. Precisam estar incorporadas à maneira como uma organização toma decisões e pensa no seu futuro.

Veja Mais:  Menos redes sociais, mais resultados reais

Essa capacidade de evoluir sem perder a essência talvez seja uma das principais explicações para a longevidade de uma empresa.

E nenhuma transformação acontece sem pessoas.

Ao longo da minha carreira, aprendi que podemos definir estratégias, estabelecer metas, investir em tecnologia e modernizar processos, mas são as pessoas que transformam o planejamento em resultado. Por isso, o alinhamento da liderança e o comprometimento do time são fatores concretos de competitividade.

Estratégias mudam. Mercados mudam. Tecnologias evoluem. Gerações chegam com novas expectativas. Os valores, entretanto, permanecem como uma bússola, permitindo que a empresa se transforme sem perder sua identidade.

Tenho muito orgulho de ter dedicado mais de 30 anos da minha vida profissional à Marajá e de ter crescido junto com esta empresa. Foram décadas de desafios, crises, decisões, expansão, transformação e, acima de tudo, aprendizado.

Por isso, celebrar estes 63 anos é também agradecer.

Aos fundadores que tiveram a disposição de empreender. Aos acionistas, diretores e líderes que assumiram a responsabilidade de conduzir a empresa ao longo do tempo. Aos profissionais que passaram por aqui e deixaram sua contribuição. E aos que hoje continuam escrevendo esta história e preparando a Marajá para o futuro.

Depois de tantos anos na indústria, compreendo que uma das maiores responsabilidades de uma liderança não é apenas entregar os resultados do presente. É criar condições para que a organização continue crescendo e gerando valor para as próximas gerações.

Veja Mais:  Nossa Senhora Aparecida: a Mãe do Brasil

Longevidade empresarial não é simplesmente resistir ao tempo. É atravessar gerações evoluindo sempre. Continuar olhando para frente e assumindo responsabilidade pelo futuro!

Ulana Maria Bruehmueller é CEO da Refrigerantes Marajá

Continue lendo

Artigos

A cidade começa na calçada

Publicado

Rodrigo Arruda e Sá

Quando pensamos em desenvolvimento urbano, quase sempre imaginamos grandes avenidas, viadutos, pontes ou obras de infraestrutura. Tudo isso é importante, mas existe um elemento muito mais presente na vida das pessoas e que, muitas vezes, passa despercebido: a calçada. É nela que a cidade realmente começa, porque é por ela que todos nós caminhamos antes de entrar em um carro, em um ônibus, em um comércio ou em uma praça.

A qualidade de uma cidade pode ser medida pela forma como ela trata o pedestre. É pela calçada que uma criança vai à escola, um idoso chega à farmácia, uma mãe empurra o carrinho do filho e um trabalhador segue até o ponto de ônibus. Quando esse espaço está esburacado, desnivelado, ocupado irregularmente ou simplesmente não existe, a cidade transmite uma mensagem clara: as pessoas deixaram de ser prioridade.

Não é preciso olhar para a Europa para encontrar bons exemplos. Curitiba transformou o cuidado com as calçadas em uma política permanente de urbanismo e acessibilidade. Maringá tornou-se referência nacional pela arborização, pela conservação dos espaços públicos e pela qualidade de seus passeios. Joinville e Blumenau também demonstram como calçadas bem cuidadas, praças limpas, iluminadas e bem conservadas tornam a cidade mais acolhedora para moradores, turistas e comerciantes.

Essas cidades compreenderam que desenvolvimento urbano não se resume a grandes obras. A qualidade de vida nasce dos espaços que as pessoas utilizam diariamente. Calçadas acessíveis, arborização, praças bem cuidadas, iluminação eficiente e limpeza permanente estimulam a convivência, fortalecem o comércio de rua, aumentam a sensação de segurança e fazem com que os moradores sintam orgulho da cidade onde vivem.

Veja Mais:  Jesus é maior do que pensamos

Em Cuiabá, infelizmente, ainda convivemos com uma realidade distante desse padrão. Além das calçadas interrompidas, desniveladas ou sem acessibilidade, muitas praças apresentam sinais evidentes de abandono.

A Praça Ipiranga, um dos espaços mais tradicionais da capital, frequentemente convive com acúmulo de lixo e mau cheiro, enquanto a Praça Popular, um dos principais pontos de encontro da cidade, além de estar coberta de lixo, sofre com a iluminação deficiente e manutenção insuficiente. Em vez de convidarem as famílias ao convívio, ao esporte e ao lazer, esses espaços acabam transmitindo uma sensação de descuido incompatível com a importância que têm para a vida urbana.

Como contador e empresário, aprendi que cidades agradáveis também são cidades economicamente mais fortes. O comércio prospera quando as pessoas caminham pelas ruas com conforto e segurança, frequentam as praças, permanecem mais tempo nos espaços públicos e ocupam naturalmente os centros comerciais. Investir nesses ambientes não é apenas uma política de urbanismo; é também uma política de desenvolvimento econômico.

É evidente que Cuiabá precisa continuar investindo em mobilidade, infraestrutura e transporte coletivo. Mas nenhuma dessas políticas produzirá resultados completos se esquecermos que toda viagem começa e termina a pé.

Antes de sermos motoristas, passageiros ou ciclistas, todos nós somos pedestres, e uma cidade que não acolhe quem caminha dificilmente será acolhedora para qualquer outro meio de transporte.

Veja Mais:  Atividade física e Longevidade

Talvez esteja na hora de ampliarmos o conceito de desenvolvimento urbano. Em vez de avaliar uma administração apenas pelo número de quilômetros de asfalto entregues ou pelas grandes obras inauguradas, deveríamos observar também a qualidade das calçadas, das praças e dos espaços públicos onde a vida realmente acontece.

Cuidar desses pequenos detalhes não é uma questão estética, mas uma demonstração de respeito ao cidadão e de compromisso com a qualidade de vida. Afinal, uma cidade verdadeiramente humana não se mede apenas pelo tamanho de suas avenidas, mas pelo cuidado com os lugares onde seus moradores caminham, convivem e constroem diariamente a sua história.

*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.

Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana