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Em encontro econômico, secretários tratam de acordos de cooperação com a Alemanha

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) participou do 37º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizado entre os dias 15 e 17 de setembro, em Natal (RN). Com o tema “Parceria Brasil-Alemanha em tempos de mudança global”, o evento reuniu autoridades governamentais e lideranças empresariais dos dois países para discutir a ampliação de investimentos e novas formas de cooperação.

No evento, o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), Fernando Schwanke, e o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação (SDI), Fernando Camargo, acompanhados pelo secretário- adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Flávio Bettarello, participaram de reunião com representantes do Ministério da Agricultura alemão para tratar assuntos bilaterais, como a celebração de acordos de cooperação nas áreas de agricultura e pecuária.

Além de avançar nas tratativas sobre a Declaração de Intenções, relativa ao projeto de cooperação bilateral alemã-brasileira no setor agrário e alimentar, o grupo debateu questões ambientais, reconhecendo a importância do tema para a agricultura, e tratou sobre a realização de parceria estratégica entre os dois países na área de bioeconomia.

Segundo Bettarello, o encontro bilateral foi muito importante, tendo em vista que a ministra Tereza Cristina irá à Alemanha daqui a pouco mais de duas semanas, para participar de uma grande feira de alimentos em Colônia, a Anuga, quando também terá uma agenda com a ministra alemã da Agricultura, Julia Klöckner, para tratar sobre assuntos estratégicos e a possibilidade de  cooperação em várias áreas.

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“A questão ambiental também foi tratada com muita transparência e a importância de que não só sejam adotadas medidas para que a legislação ambiental seja plenamente cumprida, como também políticas públicas sejam postas em seu lugar e assegurem que as pessoas tenham condições de vida, de renda e de dignidade que lhes permitam seguir a nossa legislação”, afirma Bettarello. 

No mesmo dia, o secretário Fernando Camargo participou de reunião bilateral Brasil/Estados Unidos. “Falamos especificamente sobre alguns pontos como sustentabilidade, Amazônia, alguns programas da Secretaria, como os programas de bioinsumos e de recursos genéticos, a questão da conectividade, e muito sobre o Plano ABC, que é o nosso plano de agricultura de baixo carbono”, destaca o titular da pasta de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação.

Comitê de Bioeconomia

Durante o encontro, o Mapa foi oficialmente inserido no Comitê de Bioeconomia e os participantes trataram sobre a implementação de uma chamada conjunta planejada, na qual o Brasil e a Alemanha deverão inserir um total aproximado de R$ 20 milhões para possibilitar a realização de chamadas públicas, com o objetivo de apoiar projetos da bioeconomia.

“Foi uma reunião muito positiva, pois conseguimos alinhar ações conjuntas e inserir nesse projeto o tema das plantas medicinais, aromáticas e condimentares, que também é uma das nossas prioridades dentro do programa de bioeconomia. Isso significa que os recursos alocados também serão investidos nesse tema”, destaca Schwanke.

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Agenda

A programação do evento iniciou na manhã de domingo (15), com a Reunião da Iniciativa Brasil-Alemanha para Cooperação em Agronegócios e Inovação. Na abertura, o secretário Fernando Camargo discursou sobre o potencial da agropecuária brasileira e as políticas públicas executadas pelo Mapa para fortalecer o pequeno, o médio e o grande produtor rural.  

Em seguida, o secretário Fernando Schwanke falou sobre a estrutura fundiária do Brasil e destacou a importância dos pequenos e médios agricultores para o agronegócio brasileiro, mostrando dados nacionais. “A apresentação foi impactante para o público presente, pois, no Brasil, a representatividade do setor é tanta que a agricultura familiar chega a ocupar 84% das propriedades rurais. São aproximadamente 4,4 unidades de produção familiar”, ressalta o secretário.

Schwanke também chamou atenção para o papel das cooperativas como ferramenta capaz de gerar poder de mercado para pequenos e médios produtores rurais e apresentou o Programa Bioeconomia Brasil – Sociobiosiversidade, lançado em maio pelo Mapa, cujo objetivo é fortalecer as cadeias produtivas que usam os recursos naturais de forma sustentável.

“O programa da bioeconomia possui cinco eixos temáticos, Estruturação Produtiva das Cadeias do Extrativismo, Ervas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Azeites e Chás Especiais do Brasil, Roteiros da Sociobiodiversidade, Potencialidades da Agrobiodiversidade Brasileira e Energias Renováveis para a Agricultura Familiar”, explicou.

A reunião contou, ainda, com apresentações do vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Weber Porto, do vice-presidente da Business Management Industrial Solutions Europe (BASF-BDI), Jordi Tormo, do chefe de departamento do Ministério da Agricultura Alemão, Friedrich Waker, entre outras autoridades e especialistas.   

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Nesta terça-feira (17), último dia de evento, a comitiva do Mapa, junto de representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCDIC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), participou da 2º reunião do Comitê Diretor de Bioeconomia, com representantes do governo alemão, entre os quais estavam técnicos do Ministério de Educação e Pesquisa e do Ministério de Alimentos e Agricultura.

Finalizando a agenda de compromissos, a comitiva do Mapa participou da sessão plenária da 46ª reunião da Comissão Mista Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica, presidida pelo secretário-geral das Relações Exteriores, Embaixador Otávio Brandelli, e pelo vice-ministro do Ministério Federal da Economia e Energia da Alemanha, Thomas Bareiß, realizada na manhã de ontem.

Informações à imprensaCoordenação-Geral de Comunicação Social
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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