Rondonópolis
Em reunião com vereadores, CDL se manifesta sobre intervenção da Prefeitura e pede fim dos trabalhos na Avenida Dom Pedro Segundo

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Rondonópolis (CDL), representada pelo seu presidente, Thiago Sperança, e diretores, se reuniu na manhã desta terça-feira (30) com vereadores na sede do Poder Legislativo Municipal em manifesto contra a intervenção produzida pela Prefeitura de Rondonópolis na extensão na Avenida Dom Pedro Segundo. No último fim de semana, o Município deu início à implantação de uma medida orçada em R$ 1,6 milhão, que prevê a pintura na via para a criação de corredores de ônibus e pistas de ciclovias e das chamadas ciclorrotas.
A CDL se posiciona contrariamente à ação, uma vez que não houve, por parte da Prefeitura de Rondonópolis, diálogo junto aos setores, comerciantes locais e entidades. Não houve, tampouco, nenhum anúncio quanto à elaboração de estudos de impacto financeiro, necessidade e viabilidade. Além da CDL, participaram do encontro Acir, Rotativo Rondon e sociedade civil organizada.
Do Poder Legislativo, participaram os vereadores: Junior Mendonça, Marildes Ferreira, Kalynka Meireles, Batista da Coder, Subtenente Guinâncio, Dico Sodré, Cido Silva, Paulo Schuh, Ozeas Reis, Reginaldo Santos, Adonias Fernandes, Jonas Rodrigues, Roni Cardozo, Marisvaldo Gonçalves e Casagrande.
“ATROPELO”
Anunciado ainda em setembro de 2022, o projeto de implantação das faixas exclusivas em Rondonópolis prevê, ao todo, 24km de vias demarcadas para corredores de ônibus e 22 km para ciclovias e ciclorrotas nas principais avenidas da cidade. A primeira a receber a marcação segue sendo a Avenida Dom Pedro Segundo. Os comerciantes locais temem ser prejudicados com a perda dos estacionamentos de veículos.
A ação é conjunta entre a Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Setrat), Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra) e Autarquia do Transporte Coletivo (ATMC). Segundo a Prefeitura, o horário de destino exclusivo dos ônibus será das 6h às 8h e das 16h45 às 18h. “Neste ponto, cabe a nós imaginarmos: que cidadão que estacionou seu carro ou moto para frequentar o comércio se dará ao trabalho de retirar o veículo às 16h45? É curioso. Nos chateia o fato de estarmos aqui, novamente, pedindo apoio aos vereadores em um assunto que deveria ter sido conversado com as categorias anteriores. Muito antes de qualquer sinal na via”, argumenta Sperança.
O presidente da CDL destaca conflitos na ação da Prefeitura contra a Lei Municipal de Mobilidade Urbana (número 318/2020), que estabelece as diretrizes para o acompanhamento, monitoramento e implantação da Política Nacional de Mobilidade Urbana. “A Lei do próprio Município é muito clara em pelo menos dois pontos principais para esta nossa discussão. O primeiro se refere à justa distribuição dos benefícios nas alterações das vias e outras intervenções, o que, claramente, não ocorreu aqui, uma vez que não houve em nenhum momento qualquer diálogo junto à sociedade. O segundo ponto trata de gestão democrática, planejamento e avaliação das ações. Mais uma vez, sem o devido diálogo junto à população e ainda um estudo de impacto, a ação na Avenida Dom Pedro Segundo vai contra a própria Lei Municipal”, completa.
Parte da Casa de Leis reconhece que houve atropelo por parte do Poder Executivo e admite que a proposta pode gerar prejuízos aos comerciantes, locatários e trabalhadores do comércio. A exemplo, ação semelhante adotada pelo Município de Cuiabá inviabilizou a atividade econômica e ocasionou no fechamento de estabelecimentos comerciais. Com os corredores exclusivos de ônibus na capital, motoristas sem vaga para estacionar e pedestres simplesmente deixaram de frequentar as lojas nas imediações. O resultado: comércio de portas fechadas, alugando ou vendendo, e parte dos proprietários agora luta para baixar o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) nas localidades por conta da desvalorização dos imóveis.
Ainda conforme os vereadores, não tem ocorrido retorno por parte dos secretários da administração municipal quanto às indagações sobre a intervenção na Avenida Dom Pedro Segundo. Negam que a Comissão de Trânsito na Casa de Leis ou mesmo o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana tenham sido procurados para discutir o tema. Afirmam, ainda, a ausência de procedimentos legais para a tomada de decisão. “Muitos pontos ficaram claros no encontro de hoje. Nossa entidade também não tem sido ouvida pelo secretariado. Nós agradecemos pelo apoio dos vereadores em mais esta luta”, afirma Esperança.
Ao final do encontro, um Ofício assinado pelos presentes requereu ao prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, a suspensão imediata dos trabalhos de pintura na extensão da Avenida Dom Pedro Segundo, até que se tenha conhecimento da viabilidade e impacto da medida aos comerciantes e população em geral. Os vereadores sugeriram, ainda, solicitar a realização de uma Audiência Pública para o aprofundamento do tema. O pedido aguarda resposta do prefeito.

Rondonópolis
Liquidaqui 2026 espalha descontos pelo comércio e amplia oportunidades para consumidores
Com promoções de até 60% e diferentes condições especiais, campanha da CDL Rondonópolis segue até 19 de setembro

Foto- Assessoria
O Liquidaqui 2026 está transformando o comércio de Rondonópolis em uma grande vitrine de oportunidades. Em diferentes estabelecimentos participantes, os consumidores já encontram descontos de até 60% entre outros percentuais e condições promocionais, que variam de acordo com cada empresa, produto ou serviço.
Realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rondonópolis, a 23ª edição da campanha segue até o dia 19 de setembro, incentivando os consumidores a circularem pela cidade, pesquisarem preços e conhecerem as ofertas preparadas especialmente para o período.
A variedade é um dos principais atrativos desta edição. Há promoções em diferentes segmentos do comércio e de serviços, com reduções percentuais, preços especiais e outras condições definidas individualmente pelas empresas participantes. Por isso, a orientação é simples, pesquisar e aproveitar, já que as ofertas podem variar de um estabelecimento para outro.
Além de economizar, quem compra nas empresas participantes também pode concorrer à premiação do Liquidaqui. A cada R$ 50 em compras, o consumidor recebe um cupom para concorrer aos prêmios. Para participar, é necessário baixar o aplicativo CDL Rondonópolis e cadastrar a nota fiscal.
Ao todo, serão distribuídos 500 vale-compras de R$ 200 e 10 iPhones 17 de 256 GB. A primeira apuração dos vale-compras já foi realizada, tendo como parâmetro oficial a extração da Loteria Federal do dia 9 de setembro, contemplando os primeiros 70 consumidores.
Com a campanha ainda em andamento, a CDL reforça o convite para que a população visite as empresas participantes e acompanhe as promoções. Até 19 de setembro, novas oportunidades podem ser encontradas em diferentes pontos da cidade, fortalecendo o comércio local e oferecendo ao consumidor a possibilidade de economizar e ainda concorrer a prêmios.
Rondonópolis
Prefeito encaminha veto a projeto que suspendia extinção da CODER

Foto- Assessoria
O Poder Executivo de Rondonópolis apresentou o Veto Total nº 0039/2026, referente ao Projeto de Lei Legislativo nº 0137/2026, de autoria do vereador Vinicius Amoroso, que propunha suspender a eficácia da legislação que autorizou a liquidação e extinção da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis (CODER).
O veto foi protocolado na Câmara Municipal sob o Protocolo Legislativo nº 3339/2026 e será submetido a apreciação pelos vereadores na última sessão do mês de setembro.
De autoria de Vinicius Amoroso, o projeto pretendia suspender a eficácia da Lei Complementar nº 573, de 4 de dezembro de 2025, responsável por autorizar a liquidação e extinção da CODER. A proposta estabelecia que a suspensão permaneceria até o cumprimento dos requisitos legais, administrativos e judiciais relacionados ao processo.
Na justificativa da proposta legislativa, a medida buscava interromper temporariamente os efeitos da extinção da companhia enquanto não fossem concluídas as providências consideradas necessárias para garantir a regularidade do processo.
Com o veto total apresentado pelo Executivo, caberá agora ao Plenário da Câmara Municipal apreciar a decisão. Os vereadores poderão manter o veto ou rejeitá-lo, conforme o resultado da votação e as regras previstas na legislação municipal.
O embate coloca novamente a CODER no centro das discussões entre Executivo e Legislativo, em um processo que envolve o futuro da companhia, seu patrimônio, obrigações e os procedimentos necessários para eventual liquidação e encerramento das atividades.
A votação do veto deverá definir se o projeto de Vinicius Amoroso será definitivamente arquivado ou se terá seus efeitos preservados mediante derrubada da decisão do Executivo.
Política MT
Alessandra acusa adversário de “jogar baixo” e diz que candidatura incomoda por ameaça à disputa por cadeira na ALMT

Foto- Redes Sociais
A candidata a deputada estadual Alessandra Ferreira (Podemos) elevou o tom contra um adversário político ao comentar as recentes movimentações na Justiça envolvendo sua possível candidatura à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Sem citar nominalmente o adversário no trecho, Alessandra afirmou que ele estaria incomodado com o crescimento de seu projeto político e que, em vez de disputar nas urnas, estaria tentando utilizar a Justiça para dificultar sua participação na eleição.
“Ele está muito incomodado com tudo isso, incomodado que há uma grande chance, possibilidade de a gente alcançar essa cadeira e, infelizmente, ele não quer vir para a disputa no pau a pau”, afirmou.
Na avaliação de Alessandra, a tentativa de questionar sua candidatura não deve prosperar e representa uma forma inadequada de fazer política.
“Ele quer jogar baixo desse jeito, buscando a Justiça, mas eu acredito que a Justiça vai ser justa e vai entender que nós estamos fazendo o que todo cidadão tem a possibilidade de fazer e tem o dever de fazer”, declarou.
A candidata também levantou a possibilidade de que sua condição de mulher e o fato de ser esposa do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, estejam entre os fatores que provocariam resistência ao seu projeto eleitoral.
“Eu não sei se é porque eu sou mulher, eu não sei se é porque eu sou a esposa do Cláudio, eu não sei se ele está se sentindo acuado, se ele pensa que a nossa candidatura atrapalha a dele”, disse.
Alessandra defendeu ainda que a disputa eleitoral seja definida pelo eleitor e afirmou que sua candidatura estaria ganhando força justamente por provocar reações dos adversários.
“Eu entendo que nós estamos no caminho certo, porque senão ele não estaria fazendo isso. Eu só gostaria que ele fosse mais homem e não jogasse baixo igual ele está jogando e fizesse uma disputa justa”, afirmou.
A pré-candidata reforçou que considera legítimo o direito de qualquer cidadão disputar uma eleição e pediu que a população tenha liberdade para decidir nas urnas.
“Deixar o povo escolher. O cidadão tem o direito de fazer a sua escolha, escolher o que é melhor para sua cidade, melhor para seu estado”, declarou.
Na sequência, Alessandra associou o discurso eleitoral às ações e investimentos realizados em Rondonópolis. Ela citou obras e serviços na área da saúde, o microrevestimento de vias e a ordem de serviço para o viaduto, além da duplicação do anel viário, destacando a parceria entre o município e o Governo de Mato Grosso.
“Nós não fazemos a política da pessoalidade. E, como eu falei, eu sinto muito por um homem velho daquele, velho na política, enxergar dessa forma, mas você tem uma oportunidade de mudar os seus pensamentos. Pense grande, vamos ser grande, vamos pensar numa Rondonópolis para todos”, concluiu.
As declarações colocam a disputa pela vaga na Assembleia em um novo patamar de confronto político, com Alessandra sinalizando que pretende manter a candidatura e enfrentar os adversários diretamente nas urnas.
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