Mato Grosso
Empreendedoras mato-grossenses aproveitam a páscoa para fomentar negócios
A empreendedora começou a produzir ovos de chocolate artesanal há 16 anos e, com as linhas de crédito da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT), adquiriu novos equipamentos para a sua loja e, hoje, conta com um espaço físico para atendimento e consumo no local, em um ponto bem localizado na cidade.
Entre os diversos produtos artesanais já presentes no mercado, como os ovos de colher, ovos trufados, a loja traz como diferencial, este ano, o kit mini confeiteiro, o qual a criança pode montar o seu próprio ovo, que teve grande aceitação no mercado.
“Já conseguimos produzir 600 ovos artesanais, e queremos manter a meta do ano passado e alcançar R$ 30 mil em vendas nessa páscoa”, explica Maria Salete.
Durante o período da Páscoa (este ano, celebrado em 09 de abril) é quando o mercado no ramo de chocolates é aquecido, já que as lojas especializadas oferecem diversas opções para o consumo. E é nesse período que empreendedoras do ramo artesanal também veem a oportunidade para fomentar o seu negócio.
Atualmente, a loja Doçuras da Cris faz atendimentos de forma on-line. Com as linhas de crédito, Alessandra adquiriu novos equipamentos e pretende, em breve, abrir um espaço físico para atender melhor os seus clientes.
“A Páscoa é um momento muito especial, através dos nossos ovos diferenciados temos conquistado cada vez mais clientes e a expectativa é de que esse ano o faturamento seja 40% maior do que foi em 2022”, afirma a empreendedora.
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“O nosso diferencial está nas lembranças que os nossos produtos trazem através de embalagens lindas e exclusivas, sem contar com a qualidade dos produtos que se destaca diante da concorrência”, explica Daniela do Amaral Trita, proprietária da loja.
O modelo de negócio surgiu há 10 anos da união de duas irmãs que através dos dotes culinários de sua mãe, se encantaram pela confeitaria. De um lado estava Juliana, publicitária, apaixonada por vendas e empreendedorismo, e de outro estava Daniela, uma excelente Cakedesign, extremamente criativa e apaixonada pelo que faz.
A La Docica, uma das empresas pioneira no segmento, emprega, atualmente, 15 colaboradores. E foi com o crédito do Governo de Mato Grosso que aprimorou a instalação da sua cozinha e comprou novos equipamentos para melhorar a produção.
“A formalização de empresas permitiu que os empreendedores buscassem por crédito para a expansão de seus negócios, as mulheres por exemplo, viram diante da crise uma possibilidade de renda extra, e melhoria dos seus negócios, destacando-se pela responsabilidade refletida no baixo índice de inadimplência”, explica o presidente.
Movimento da Economia no Estado
Segundo pesquisa realizada pela Fecomércio-MT, o consumidor pretende gastar mais neste ano, em média R$ 200,79, representando 20,89% a mais que no ano de 2022. Podendo movimentar a economia do Estado aproximadamente em R$ 343 milhões.
Neste ano, 53% dos mato-grossenses pretendem realizar compras para a data, e a maioria pretende comprar ovos, o que representa 56% deles. Como a maioria dos confeiteiros é formada por micro e pequenos empreendedores, cada compra efetuada valoriza a economia local.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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