Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Economia

Empresária supera infância pobre e fatura R$ 90 milhões com Spa das Sobrancelhas

Publicado

A fundadora do Spa das Sobrancelhas, Jane Muniz, tem uma história de vida tão sofrida que chegou a escrever um livro para contá-la
Divulgação/Spa das Sobrancelhas

A fundadora do Spa das Sobrancelhas, Jane Muniz, tem uma história de vida tão sofrida que chegou a escrever um livro para contá-la

Esgoto a céu aberto, barraco sem telhado, ratos dentro de casa, “pessoas morrendo na esquina a todo instante”. A imagem que Jane Muniz carrega de sua infância é a metáfora perfeita para sua decisão de sair dessa situação através do “embelezamento do olhar”, mote do Spa das Sobrancelhas, empresa que ela fundou há seis anos e, hoje, e que faturou R$ 90 milhões no ano passado.

Mas entre a cena descrita na infância de Jane na comunidade do Fubá, na zona norte do Rio de Janeiro, e o sucesso da empresária dona do Spa das Sobrancelhas
que se tornou um verdadeiro Império da Beleza, muita coisa aconteceu. E antes de melhorar, tudo ainda piorou um pouco mais.

“Minha mãe morreu quando eu tinha 8 anos e meu pai criou sozinho a mim, minha irmã e dois irmãos. A gente tinha uma vida pobre e simples. E em volta da gente, mais pobreza e violência. Tanto que meu irmão mais velho se perdeu no tráfico. Foi terrível, mas me ensinou a importância das escolhas que faço na vida”, revela Jane antes de continuar, “Eu não queria ter o mesmo fim que ele. Por isso, desde nova, me virava para conseguir ter meu dinheiro de jeito honesto. Aos 9 anos, carregava água para os vizinhos por uns trocados; aos 10, lavava louça e roupa. Com 13, consegui meu primeiro emprego vendendo bijuteria. Depois, não parei mais”.

A partir daí,  Jane Muniz
passou por diversos empregos: atendente, secretária e vendedora de diversas lojas até que teve o primeiro contato com o mundo da beleza em uma perfumaria. “Antes, eu lavada os cabelos com sabão de coco e mal sabia o que era um condicionador”, revela ela que hoje é mestre em visagismo facial e logo teve sua primeira aventura no empreendedorismo.

“Meu primeiro negócio, na verdade foi aos 19 anos, uma loja de presentes, com uma sócia de 54 anos. O negócio deu certo, mas eu saí dele por incompatibilidade de ideias com minha antiga sócia. Voltei para ser gerente da loja em que tinha trabalhado como vendedora, mas logo surgiu a ideia de ter um negócio próprio na área de beleza”, conta a empresária.

Veja Mais:  Contribuinte pode direcionar até 20% do IPTU para programas socioculturais

Jane Muniz decidiu se juntar ao então namorado, Marko Porto — hoje marido e sócio — para abrir o próprio salão de beleza. Eles fizeram um curso de cabeleireiro e com um investimento de R$ 8 mil fizeram o negócio decolar. Tudo ia muito bem, até que os planos de expansão levaram Jane e Marko à falência.

“Nós abrimos um salão ao lado de um outro que bombava, atendia artistas, e deu supercerto. Fomos conquistando cada vez mais clientes em questão de meses. Então, recebemos uma proposta para comprar mais um salão, expandir, e foi nosso maior erro”, conta Jane que explica os motivos, “dividindo nossa energia entre duas unidades num momento em que ainda não estávamos preparados, não conseguimos cuidar tão bem dos dois salões e a clientela foi começando a cair, mas os custos agora eram em dobro. Ficamos devendo aluguel, telefone, salário de funcionários, fornecedores, e então fechamos o salão com uma mão na frente e outra atrás”.

A empresária carioca conta que ficou destruída, como quem estava caindo em um poço bem fundo, “com uma sensação de fracasso indescritível”, mas ela não se deu por vencida: “encontrei uma mola no fundo do poço que me levou de volta. Liguei para todo mundo e avisei que ia começar de novo e que pagaria como pudesse. A grande lição que tirei disso é que a sinceridade ajuda nessa ocasiões. As pessoas para quem eu devia sentiram minha honestidade. Tudo que eu estava vivendo era fruto de uma escolha errada, mas eu daria a volta por cima”, conta.

Determinada, mas sem dinheiro, Jane pegou alguns panfletos e ficou na porta do novo salão convidando as pessoas a entrar. Sem desanimar, a estratégia funcionou, e em poucos meses ela já tinha conquistado uma clientela fiel novamente. Foi quando, ela e o marido tiveram uma sacada: “como o estabelecimento já dava um atendimento especial às clientes que queriam tratar as sobrancelhas, percebemos que a grande busca pelo serviço, que tem baixo custo, poderia trazer bons frutos.”

Para fazer o novo negócio finalmente dar certo, além de perseverar, Jane e Marko tiveram que aprender com os erros. Por isso, a empresária diz que as primeiras experiências “me deixaram mais forte. Nós aprendemos muitas coisas positivas com a falência, principalmente na questão da energia. Se você acredita no seu negócio, não divida energia enquanto ele não for auto-suficiente, rodar sozinho. Além disso, procure ter pessoas, dentro do seu negócio, com o mesmo vigor que você e tenha planejamento de tudo que for fazer”, aconselha Jane.

Veja Mais:  Até 2022, com automação industrial, 133 mi de novos postos de emprego serão criados no mundo

Spa das Sobrancelhas: recuperando a auto-estima das mulheres

Empreendedora, Jane Muniz teve que superar dificuldades da infância para fundar império da beleza que acabou se tornando o Spa das Sobrancelhas
Divulgação/Spa das Sobrancelhas

Empreendedora, Jane Muniz teve que superar dificuldades da infância para fundar império da beleza que acabou se tornando o Spa das Sobrancelhas

Depois de muito planejamento, pesquisa de mercado, pesquisa com os próprios clientes, análises numéricas e inúmeras simulações, Jane ganhou confiança para vender o salão e finalmente montar o Spa das Sobrancelhas que segundo ela “nasceu para dar certo”.

A ideia era oferecer um serviço único, inédito no Brasil, de baixo custo e alta rentabilidade, mas também com uma proposta clara: “o objetivo do Spa das Sobrancelhas é mostrar para as mulheres de todo Brasil que o design de sobrancelhas em nossas lojas pode transformar o visual delas. Nossa missão é valorizar o olhar e ressaltar a beleza de cada um, nos dedicamos a aprimorar e evoluir nossa técnica, sempre trazendo o que há de mais avançado em visagismo facial.”

Dedicada a melhorar sempre, enquanto tocava o negócio, Jane foi se especializando cada vez mais. Se tornou mestre em visagismo facial, criou o método Jane Muniz de Embelezamento de Olhar e da Técnica Dermolev “a evolução da dermopigmentação” e se tornou a maior referência nacional em design de sobrancelhas. Um nicho. Porém, um nicho que se mostrou altamente lucrativo.

Dentro do Spa das Sobrancelhas, o serviço mais realizado, naturalmente, é o design de sobrancelhas “que é o alinhamento dela com a assimetria do cliente. Então é um serviço exclusivo para cada pessoa”, afirma Jane que explica “ao todo, nós temos uma média de 20 serviços oferecidos, mas nós não fazemos sobrancelhas, fazemos embelezamento do olhar
, este é o nosso conceito. Até por isso, antes de realizar qualquer procedimento é feito sempre um projeto, para levar autoestima. Nós nos especializamos em olhar e somos apaixonados por beleza. Antes de ser um negócio, temos consciência de que estamos levando beelza para milhares de pessoas. Por isso, somos líderes.”

Veja Mais:  Como investir em Bitcoin com segurança e ter rendimentos de até 45% ao mês

E a prova de que o negócio tinha sido muito bem planejado antes e que fez sucesso é rápido é que Jane e Marko pensaram desde o primeiro dia em franquear. “Desde o início, pensamos em franquear. Fizemos consultoria especializadas para o o franchising. Nossos protocolos eram bem estruturados. A nossa franquia é muito particular. Primeiro que é algo que não existia no mercado e outra que nosso perfil de franqueado é bem diferenciado. O nosso objetivo é continuarmos sendo os maiores”, relata Jane.

Os franqueados passam por uma série de treinamentos em áreas estratégicas de atuação do negócio como financeiro, estoque, jurídicio, gestão de equipe, marketing, produtos, técnicas de venda, sistemas, relatórios e acompanhamentos de modo que Jane diz que sua empresa é mais do que uma franqueadora, “somos consultores de negócios que intermediarão a sua realização financeira”, de forma que “não basta ter o dinheiro necessário. Os candidatos precisam passar por um processo de seleção das empresas que avaliam a afinidade com o negócio e o perfil que se adeque com a rede”, explica Muniz.

Dessa forma, o Spa das Sobrancelhas chegou ao longo de 2017 às 400 unidades franqueadas em todo País. Diante desse cenário, o que mais a sócio-fundadora que saiu da periferia do Rio de Janeiro, superou a perda de entes queridos, a pobreza extrema e uma falência traumatizante antes de investir apenas R$ 8 mil e agora faturar R$ 90 milhões apenas no ano passado poderia querer mais?

“O nosso próximo passo é ter um espaço em um canal na televisão para poder mostrar todo o universo da beleza, bem-estar e autoestima para muito mais pessoas. Fora isso, estamos retomando nosso processo de expansão, já que tínhamos desacelerado depois de toda essa crise financeira e política que o Brasil mergulhou. Ficamos muito focados em capacitar nossos franqueados, onde envolvemos ele em absolutamente tudo em gestão de negócios para transformá-lo em um grande gestor e líder”, relatou Jane.

A dona do Spa das Sobrancelhas
, no entanto, também tem um outro objetivo: olhar para trás e ajudar pessoas que estão hoje, na mesma posição que ela estava ao começar. “Fiz questão que o livro que escrevi fosse vendido a R$ 20, um valor que qualquer pessoa pode adquirir. Expus a minha vida para poder mostrar para as pessoas que elas podem dar a volta por cima. Lamento que muitos vão morrer no tráfico por consequência de más escolhas, mas tento levar luz e conhecimento a elas para que elas tenham o mesmo desejo de mudar que eu tive e não se rendam a uma vida fácil, apenas no sentido figurado da palavra.”

Comentários Facebook

Economia

Eleições 2026: MDB pode se unir com Republicanos em uma federação. Entenda

Publicado

Foto- Assessoria

MDB e Republicanos intensificaram conversas sobre se unirem em uma federação. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o Republicanos chegou a discutir a ideia de integrar o grupo de União Brasil e PP, mas desistiu porque seria minoritário na composição. Outra conversa do Republicanos é com o partido que resultará da fusão entre PSDB e Podemos.

Essas negociações, no entanto, ainda precisam aguardar a concretização dessa união para começarem de fato. No MDB, a ideia da federação começou a ser debatida no mês passado, num encontro entre o presidente do partido, Baleia Rossi (MDB), e o do Republicanos, Marcos Pereira, mas ganhou adeptos entre diversas alas do emedebismo após o anúncio da União Progressista.

“A consolidação dessa federação faz com que as pessoas deixem de lado as filigranas do processo e entendam como necessária uma federação”, diz o deputado José Priante (MDB-PA), primo do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Para o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), o partido precisa buscar alianças para se manter como um ator importante na política. “Quem não se federar vai ficar numa divisão inferior, e o MDB é partido de série A, não pode admitir disputar outra série”, afirmou Renan.

Baleia e Marcos Pereira voltaram a se reunir terça-feira passada, em Brasília, para discutir com mais profundidade a federação e os possíveis problemas regionais. Também houve um jantar na quarta, organizado por Priante, com representantes dos dois partidos, como Baleia e o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos).

Veja Mais:  Papai Noel deixa trono antes do fim do expediente e é vaiado em shopping de SP

A concretização da federação MDB-Republicanos tem, entretanto, dificuldades de caráter regionais. No Espírito Santo, por exemplo, onde Ricardo Ferraço (MDB) deve assumir o governo e disputar a reeleição com a renúncia do governador Renato Casagrande (PSB) para concorrer ao Senado, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), é um potencial candidato ao governo contra ele.

Outro Estado complicado é a Bahia, onde o MDB está na vice do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o Republicanos faz parte do grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Ainda há problemas em Pernambuco, com o próprio MDB dividido sobre quem apoiará na eleição para governador em 2026, e em Roraima e Paraíba.

Lideranças dos dois partidos, no entanto, entendem que é possível conversar nos próximos meses para superar esses conflitos regionais e que a prioridade é fortalecer os partidos nacionalmente. Se unidos, MDB e Republicanos teriam 15 senadores, a maior bancada da Casa, além de 88 deputados e cinco governadores.

A possível aliança com o partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afasta mais o MDB da possibilidade de apoiar a reeleição de Lula. Tarcísio é cotado como sucessor de Jair Bolsonaro (PL), caso o ex-presidente continue inelegível, mas ele tem a opção também de mudar de legenda e concorrer pelo PL.

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

De CLT para CNPJ: números recordes de abertura de empresas no país apontam que trabalhadores estão optando por empreender

Publicado

 

Educador aponta necessidade de escolas priorizarem educação que estimule o empreendedorismo e que ajude novas gerações a se prepararem para vencer desafios

O desemprego e a instabilidade financeira certamente foram reflexos amargos produzidos pela pandemia, jogando milhares de trabalhadores num cenário de incerteza e insegurança como poucas vezes visto. O mercado de trabalho sofreu mudanças radicais, trazendo transformações profundas sobre a forma como as pessoas se relacionam com o trabalho e garantem renda. O empreendedorismo, apesar de toda a crise, foi a saída encontrada para muitos.

De acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Economia, em 2020, foram abertas 3.359.750 empresas, um aumento de 6,0% em relação a 2019 e um recorde histórico de abertura de empresas no país. Os dados do governo apontam ainda que 79,3% das empresas abertas no ano passado foram microempreendedores individuais (MEI), número que representa um aumento de 8,4% na abertura de empresas nesse formato, em relação a 2019.

Mas todas essas pessoas que se lançaram formalmente no universo da pessoa jurídica possuem um espírito realmente empreendedor? Estão preparadas para uma mudança de mentalidade radical? Uma boa parcela da população economicamente ativa no Brasil ainda faz parte da geração X, nascida na década de 70 e começo de 1980 para quem a carteira de trabalho e o emprego fixo sempre foram muito importantes. São pessoas que, em geral, não foram preparadas nem tiveram incentivo para empreender, e que só o fazem quando perdem o emprego e se vêem diante de uma condição em que não restam outras alternativas.

Veja Mais:  Limite de compras em free shops sobe para US$ 1mil

As gerações seguintes, mesmo que de forma tímida, já foram mais provocadas e cresceram em contextos sociais e econômicos mais propícios para o desenvolvimento de um espírito empreendedor. Mas educadores e especialistas afirmam que ainda estamos longe de um cenário em que a Educação de crianças e jovens realmente priorize esse desenvolvimento e estímulo ao empreendedorismo. De acordo com o Coordenador Pedagógico da Conquista Solução Educacional, Ivo Erthal, o processo educativo tem por tradição preparar os alunos para a vida, formando pessoas capazes de encontrar soluções para os problemas sociais com postura criativa, ética e independente. “A questão fundamental é como as escolas estão conduzindo esse processo no sentido de apontar, de forma clara, a aplicação prática dos conceitos desenvolvidos em sala de aula. Esse é um dos princípios da Educação Empreendedora: aprimorar habilidades para os jovens desenvolverem autonomia, terem mais confiança para superar adversidades e se sentirem, portanto, preparados para lidar e vencer qualquer desafio”, destaca Erthal.

O educador ressalta ainda que, quando se fala em preparar os jovens para vencer desafios, é importante lembrar também que essa geração precisa ser orientada a perceber que a resiliência é a chave para o sucesso. “Os jovens de hoje estão menos preparados para a frustração, para suportar situações que envolvam conflitos e pressão. Isso precisa ser corrigido para fazer com que os indivíduos, diante das dificuldades e revezes se comportem de forma confiante, otimista e mantenham a capacidade de tomar decisões que levem à resolução dos problemas”, reforça.

Veja Mais:  Como investir em Bitcoin com segurança e ter rendimentos de até 45% ao mês

A sociedade atual espera que o indivíduo desenvolva a própria trajetória pessoal. É a sociedade do desempenho. O indivíduo tem que ser dono e protagonista da sua história. Mas segundo o educador, nas últimas décadas, a sociedade viveu um modelo disciplinar em que as pessoas apenas seguiam modelos de procedimentos. “A migração dessa realidade para um modelo de atuação com mais iniciativa é algo recente”, pondera. Nesse cenário, o Empreendedorismo e a Educação Financeira escolar tornam-se vitais para impulsionar a inovação de forma permanente. “E quanto mais próxima dessa necessidade estiver a prática escolar, maior será o engajamento do aluno na aprendizagem”, garante.

Segundo ele, para que isso se torne real, não basta apenas atualizar os conteúdos em sala de aula, mas principalmente inovar nas metodologias. “O Design Thinking, a Gameficação, a aprendizagem baseada em projetos e sala de aula invertida precisam fazer parte da rotina de professores e alunos”, reforça o educador. Para ele, os estudantes precisam sair da escola preparados para um mercado de trabalho e um cenário econômico nos quais o autoconhecimento, a autoconfiança e o conhecimento de suas potencialidades permitam que eles desenvolvam senso de liderança, responsabilidade e compromisso social, estando assim prontos para encarar os desafios que empreender requer. “A escola precisa ajudar crianças e jovens a acreditarem que podem executar sonhos, enfrentar riscos e serem bem sucedidos. Essa é a nossa missão”, acrescenta Erthal.

Veja Mais:  Trabalhador percorre 100 km a pé para denunciar escravidão em fazenda brasileira

Sobre a Conquista Solução Educacional

A Conquista é uma solução educacional que oferece aos alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio uma proposta de educação e futuro que integra a família, a escola e a comunidade. Com diversos recursos, material didático completo e livros de Empreendedorismo e Educação Financeira, o objetivo da solução é ajudar, de forma consistente, os alunos no processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de suas capacidades. Atualmente, mais de 1700 escolas de todo o Brasil utilizam a solução. 

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Energia limpa para a recuperação econômica

Publicado

Foto: Divulgação

O risco de racionamento de eletricidade decorrente da falta de chuvas este ano, fator agravante da crise provocada pela Covid-19, alerta para a necessidade de ampliar a diversificação da matriz energética nacional, reduzindo a dependência das usinas hidrelétricas. Nesse sentido, é relevante a contribuição do setor sucroalcooleiro, cujas fontes têm grande potencial, são renováveis e apresentam baixos índices de emissão de carbono, com reconhecidos ganhos ambientais.

A bioeletricidade produzida a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, uma das vertentes da contribuição do setor, já representa 62% do total de 18,5 gigawatts (GW) da cogeração existente no País de capacidade instalada em operação comercial. Essa possibilidade viabilizou-se pela mecanização da colheita e do plantio, da qual resultaram níveis de sustentabilidade incomparáveis em todo o mundo e que incluiu a capacitação de profissionais para operar equipamentos com alto índice de tecnologia embarcada. O gás natural responde por 17% e o licor negro, 14%. Este é um fluido resultante do processo produtivo da indústria papeleira.

Outra fonte importante de eletricidade é o biogás, cujo potencial no Brasil é de 170.912 GWh (fonte: ABiogás), o maior do mundo. Em volume, 21,1 bilhões de normais metros cúbicos por hora (Nm³/h) advêm do segmento sucroenergético; 6,6 bilhões, de ramos distintos da produção agrícola; 14,2 bilhões, da pecuária; e 2,2 bilhões, do saneamento. Esse combustível, em sua versão purificada, compara-se, em termos energéticos, ao gás natural fóssil, com a vantagem de ser totalmente renovável e ter pegada negativa de carbono.

Veja Mais:  FGTS poderá distribuir mais que 50% dos lucros, informa governo

O etanol de cana-de-açúcar completa o aporte do setor à matriz energética nacional. De acordo com o primeiro levantamento da safra 2021/22 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção será de 27 bilhões de litros. Embora haja uma redução de 9,1% em relação aos 29,7 bilhões referentes à temporada anterior, devido à queda da demanda atrelada às quarentenas e ao distanciamento social, o Brasil continua sendo o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Neste país, porém, a maior parte advém do milho, apresentando maior custo e menor índice energético.

Cabe lembrar que o etanol de cana-de-açúcar é praticamente neutro em emissões de carbono e renovável, além de gerar renda, empregos e ingresso de dólares resultantes da exportação. Somente no primeiro bimestre deste ano, na comparação com igual período de 2020, as vendas externas cresceram 50,9%, alcançando 343,31 milhões de litros, e a receita aumentou 22%, somando US$ 158,22 milhões (fonte: Secex/Ministério da Economia).

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana