Mato Grosso
Entidades filantrópicas são indicadas pela primeira-dama de MT e recebem computadores do programa Recytec
O projeto Recytec é uma parceria entre o Governo de MT, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITECI), sob a gestão do secretário de Estado Allan Kardec, com a ONG Programando o Futuro. O projeto tem como principal finalidade transformar o lixo eletrônico em oportunidade sustentável. A cerimônia contou a presença do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, e de outras autoridades.
A primeira-dama do Estado agradeceu os computadores doados às entidades. “Com certeza esses computadores serão úteis às entidades que indicamos, porque desenvolvem atividades diárias, como é o caso de cadastros de pessoas assistidas por projetos sociais que dependem das máquinas. Em nome do secretário Allan Kardec, da diretoria da Escola Técnica de Cuiabá e da Universidade do Estado de Mato Grosso agradeço a dedicação”.![]()
Virginia Mendes parabenizou os alunos que concluíram os cursos de qualificação e destacou a importância do projeto. “Os formandos estão de parabéns por aproveitarem essa oportunidade, porque os cursos oferecidos nas áreas de tecnologia, sustentabilidade e empreendedorismo são portas para emprego e renda. A sustentabilidade e a oportunidade de formação profissional são fatores primordiais neste projeto”.
“É uma honra estar formando esses jovens. Esse projeto une várias ações de sustentabilidade com a entrega de computadores reciclados à entidades que realmente necessitam. Dona Virginia, os olhares que nós temos a partir do programa SER Família com as comunidades, e a senhora tem feito o trabalho fantástico em parceria com as Secretarias, especialmente com a Setasc com a secretária interina Grasielle”, destacou o secretário da Seciteci, Allan Kardec
O deputado federal Fábio Garcia participou da cerimônia e destacou o papel da primeira-dama de MT nas ações sociais. “Você, Virginia, tem um papel importantíssimo nesse governo, o Mauro é o gestor, mas você é o coração, porque você está diretamente ligada à inclusão das pessoas. O Governo não é somente fazer estrutura física, mas é amparar e dar carinho, em especial num país como o nosso, onde infelizmente temos uma desigualdade muito grande entre as pessoas. Portanto Virginia, você é a mão amiga da igualdade, do carinho e da fraternidade. Com certeza as entidades indicadas por você poderão executar melhor as atividades diárias”.
Na ocasião, o governador Mauro Mendes assinou o convênio no valor de R$ 2,4 milhões para novas formações pelos próximos dois anos. A expectativa é que apenas em Cuiabá o curso assegure a capacitação de mil alunos e o processamento de mil toneladas de descartes eletrônicos.
Ao todo 38 entidades filantrópicas foram contempladas, são elas: Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência FDC – MT (5); Coração Solidário (5); Instituto Dom Fischer (3); Centro Espírita Vianna de Carvalho (5); Obras Sociais Irmão Praeiro (5); União Cuiabana de Associação de Moradores de Bairros (5); Associação Bairro Renascer (5); Associação de Moradores do Bairro Alto Boa Vista (1); ADMC – Associação Defensora do Meio Ambiente Cuiabá/MT e CUFA (2); Associação de Moradores do Bairro Polvora (1); Comunidade Terapêutica Tenda de Abraão (2); Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência FDC-MT (5); Cantinho do Aconchego (2); CMUT – Clube de Mães Unidas e Trabalho (1); Instituto Kaleu/ Projeto Jatobá (2); Obras Sociais Nympho Corrêa (2); Posto de Assistência Espírita: Deus, Cristo e Caridade (1); Pedra 90/2ª etapa (1); AEBM – Associação de Espinha Bífida de Mato Grosso (2); AMJF – Associação de Moradores Jardim Florianópolis (2); Dudu Sopão (1); Centro Espírita Francisco de Assis (2); Sopão (1); Coração Solidário (5); Igreja São José (2); Instituto Dom Fischer (3); Associação de Moradores do Bairro Beira Rio (1); Marmita Solidária – Igreja Batista para Cristo (2); Obras Sociais Nosso Lar (2); AFAMP – Associações de Famílias Negras e Periféricas (2); Associação 1º de Março – Criança Feliz (2); Associação de Moradores do Bairro Jardim Manancial (2); AMDE- Associação Mato Grosso Deficientes (2); Associação Beneficente Casa União Santa Luzia (2); Associação Grupo de Crianças e Adolescentes Só Alegria (2); Casa de Recuperação Limiar (2); Obras Sociais Irmãs Cristhyanne (2); Comunidade Rural Terra Vermelha Distrito da Guia (1).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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