Mato Grosso
Escola de Governo abre pré-inscrições para curso de Liderança e Coaching
A Escola de Governo abriu pré-inscrições para o curso Desenvolvendo Lideranças, que está com novo formato e terá início em 31 de outubro. Com carga horária de 36 horas, a qualificação tem vagas limitadas e quatro horas de sessões individuais de Coaching. O público alvo são servidores efetivos em cargo de liderança em todos os órgãos e entidades do Poder Público Estadual.
O curso pretende promover o desenvolvimento de competências para liderança, com o objetivo de gerar equipes autossuficientes e efetivas. Ele será facilitado pela servidora da Escola de Governo Josiane Gimenes.
O Programa de Liderança e Coaching foi instituído pelo Governo do Estado através do Decreto nº 1065 de 27 de junho de 2017, quando foi ofertado o curso de Liderança e Coaching com a servidora Tatiane Barbieri. O conteúdo do atual curso será dividido em cinco módulos: Inteligência Emocional, Comunicação, Líder Coach, Feedback e Organização e Método.
As aulas serão realizadas nos dias 31 de outubro (período integral), 06 e 14 de novembro (período vespertino), 28 de novembro (integral), 05 de dezembro (vespertino), e 12 de dezembro (integral).
Para realizar a pré-inscrição, os interessados deverão enviar um e-mail para [email protected] contendo as seguintes informações: nome completo, matrícula, cargo em comissão e órgão. Havendo um número maior de interessados, será enviado um e-mail de confirmação de inscrição para os primeiros 20 inscritos e os demais entrarão para a lista de espera. Para mais informações, entrar em contato pelo telefone (65) 3613-7807.
Josiane é graduada em Psicologia, MBA EM Gestão de Pessoas para a Qualidade e Produtividade, pós-graduada em Formação Básica em Dinâmica dos Grupos, Analista da Ferramenta Método Quantum, Coaching Executive e Life Coaching, cursando MBA Gestão de Negócios e Vendas 2018-2019. Foi Sócia-proprietária da Franquia RHBRasil em Cuiabá durante 11 anos.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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