Mato Grosso
Escolas indígenas são destaques no 1º Congresso de Educação de Campinápolis
O 1º Congresso de Educação de Campinápolis (a 658 quilômetros a leste de Cuiabá) conta com a participação de 370 profissionais da educação inscritos. Entre eles, professores de nove escolas indígenas estaduais da etnia xavante. Haverá apresentação de seis trabalhos científicos com temática indígena. O congresso, que ocorre entre quinta-feira (02.05) e sábado (04.05), é uma realização da Assessoria Pedagógica em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Campinápolis, Missão Salesiana e Grupo Apoio Mato Grosso.
Segundo a assessora pedagógica Míriam Lagares, esse é o primeiro congresso em que os indígenas participam, por isso existe uma grande expectativa sobre o evento. “É um grande desafio para todos, principalmente para os indígenas, pois eles sempre tiveram interesse em participar de eventos como esse, mas sempre faltava oportunidade”, frisa.
O congresso ocorrerá na quadra poliesportiva da Escola Municipal José Guilherme. A quinta-feira, de manhã, será reservada para o credenciamento. No período vespertino haverá a apresentação de trabalhos científicos. À noite, está programada a abertura oficial.
“Teremos apresentação de uma dança típica dos xavantes para abrilhantar o evento”, ressalta a assessora.
Na sexta-feira, de manhã, haverá a palestra com o tema: Educação e cultura: os desafios da formação humana nos dias atuais, que será proferida pelo padre Natale Vitali Forti. A segunda palestra ficará a cargo do padre Gildásio Mendes com o tema: comunicação e ética a serviço da vida.
No período vespertino, mais duas palestras: “educação para os valores humanísticos à luta de Piaget e do sistema educativo Dom Bosco”, tendo como palestrante o padre Wagner Galvão. O especialista em educação, Lucas Ruriô, da etnia xavante falará sobre os princípios da educação escolar indígena. Ele atua na reserva São Marcos no município de Barra do Garças.
A Assessoria Pedagógica de Campinápolis atende 10 escolas estaduais – sendo nove indígenas, todas da etnia xavante e 30 municipais. Além de Campinápolis, participam educadores de uma escola municipal do Distrito de São José do Couto e do Assentamento Santa Célia.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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