Mato Grosso
Estado inicia tratativas para implementar sistema de gestão completo para combate aos incêndios
Com o objetivo de conhecer novidades sobre práticas e tecnologia de combate aos incêndios, uma comitiva de Mato Grosso participou da Feira Internacional de Combate a Incêndio, Proteção Civil, Resgate e Segurança, a Interschutz. O evento aconteceu entre os dias 20 e 25 de junho, em Hannover, na Alemanha.
“As agendas técnicas que participamos já possibilitaram que iniciássemos as tratativas para que Mato Grosso seja o pioneiro em um sistema completo de gestão do combate aos incêndios florestais”, afirma a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti. O modelo de gestão que seria implementado como um projeto piloto, possibilita monitorar desde os insumos utilizados, até o dimensionamento das áreas que tiveram o combate aos incêndios, focos de calor, e as cicatrizes de queimadas.
Entre os equipamentos apresentados, alguns podem facilitar o combate aos focos de calor e facilitar esta tarefa aos bombeiros militares, como por exemplo, um caminhão de combate aos incêndios, totalmente elétrico, que é preparado para terrenos de difícil acesso.
“Por ser uma tecnologia alemã, e por termos o financiamento do Programa REM, que tem o apoio do governo Alemão, mostrando o compromisso do Governo de Mato Grosso e como essas inovações podem nos auxiliar, vamos pleitear receber agumas dessas ferramentas. Queremos continuar sendo um estado que se destaca pelo uso da tecnologia em favor do meio ambiente”, explica a gestora.
Também foi apresentado um sistema de monitoramento de satélite que mostra quase em tempo real os focos de calor. Esse sistema é chamado de plataforma de predição de incêndios florestais, e poder conhecer a ferramenta de perto demonstrou a importância para um combate mais efetivo do fogo, destaca a comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-Coronel BM Jusciery Rodrigues Marques.
“Conhecemos nesta visita as tecnologias, equipamentos e materiais de vários países, e pudemos selecionar quais seriam mais adequadas para serem implementadas aqui em Mato Grosso”, explica.
Também participaram da agenda no exterior o secretário de Estado de Segurança, Alexandre Bustamante, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel BM Alessandro Borges, e o diretor Operacional do CBMMT, coronel BM Aluísio Metelo Junior.
Interschutz
O evento reúne autoridades e especialistas como a maior feira do mundo sobre serviços de incêndio, salvamento, defesa civil e segurança. Foram apresentados durante cinco dias inovações sobre a proteção civil, combate a incêndios, soluções de comunicações e centro de controle, serviços de resgate, equipamentos de proteção e prevenção de incêndios.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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