Mato Grosso
Estado investe mais de R$ 1 milhão em centrífugas para o Banco de Sangue
Único banco de sangue público de Mato Grosso, o MT Hemocentro recebeu um investimento de R$ 1,3 milhão por parte do Governo do Estado, para aqusição de novas centrífugas refrigeradas que serão distribuídas para a hemorrede. Até o momento, um total de seis centrífugas foram licitadas, das quais três já estão no banco de sangue e serão destinadas aos municípios de Sinop, Primavera do Leste e Rondonópolis.
“Este investimento é uma forma de aprimorar a estrutura do MT Hemocentro, uma unidade especializada que desempenha um papel fundamental para todas as unidades de saúde do estado. A atual gestão da Secretaria de Estado de Saúde está atenta às necessidades do banco de sangue e pretende continuar investindo de forma significativa nesta importante estrutura”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Foto por: Tchélo Figueiredo – Secom/MT
De acordo com a diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela, até o final de outubro, outras três centrífugas serão entregues para as Unidades de Coleta e Transfusão (UCTs) nos municípios de Juína, Água Boa e Colíder. Mais seis centrífugas estão em processo licitatório e, assim que concluído o certame, serão destinadas a outros municípios da hemorrede.
“Esses equipamentos representam um marco histórico para a hemorrede, isto é, as unidades de coleta e de transfusão de sangue localizadas em cidades estratégicas para atender a demanda do interior do Estado. As máquinas são as melhores que estão no mercado atual e são totalmente automatizadas, o que diminui o risco de acidente de trabalho para as equipes que usam esse instrumento diariamente”, destacou.
A centrífuga refrigerada é utilizada para a produção de plaquetas, concentrados de hemácias, plasma e crioprecipitado, que são os componentes do sangue destinados para o tratamento de pacientes com queimaduras e que tenham doenças do sangue – como hemofilia, anemias, doença de Von Willebrand, doença de Guacher, talassemias, artrite hemofílica, entre outras.
A diretora também ressalta que essa produção de hemoderivados do sangue atende aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos em hospitais, prontos-socorros e outras unidades de saúde de todo o Estado, além de também abastecer o atendimento ambulatorial das patologias relacionadas ao sangue, que é realizado no ambulatório do MT Hemocentro, em Cuiabá.
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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