Mato Grosso
Estado vive nova realidade, com obras e ações que têm melhorado a qualidade de vida da população”, destaca prefeito

O governador Mauro Mendes anunciou, nesta segunda-feira (9.3), um pacote de investimentos de mais R$ 39,4 milhões para Nossa Senhora do Livramento. Os recursos contemplam obras e ações nas áreas de infraestrutura urbana e rodoviária, educação, agricultura familiar, esporte e segurança pública.
Desde 2019, o Estado já destinou mais de R$ 265 milhões ao município, com investimentos em infraestrutura, educação e assistência social. Entre as ações já realizadas estão a recuperação de rodovias, construção de pontes, reformas em escolas estaduais, entrega de ônibus escolares e equipamentos tecnológicos, além de programas sociais como distribuição de cestas básicas, cobertores e qualificação profissional.
Durante o evento, o prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Thiago Almeida, destacou os investimentos do Governo de MT e a parceria que tem possibilitado a execução de obras e ações importantes para o município.
“Esse pacote de obras é um grande presente para Livramento. Somos muito gratos porque o Governo do Estado tem dado suporte aos prefeitos, especialmente aos municípios menores da Baixada Cuiabana, que têm na agricultura familiar uma das suas principais atividades. Hoje o Estado vive uma nova realidade, com obras e ações que têm melhorado a qualidade de vida da população”, afirmou.
O governador Mauro Mendes, ao lado da primeira-dama Virgina Mendes, ressaltou que o município, assim como todo Mato Grosso, tem avançado de forma consistente nos últimos anos, resultado de políticas públicas e investimentos realizados pelo Estado.
“O governo tem trabalhado para que, no dia a dia, as pessoas percebam que a vida está melhorando. Mato Grosso tem hoje a menor taxa de desemprego do país, gerando oportunidades e desenvolvimento para a nossa população”, afirmou o governador.
A agenda em Nossa Senhora do Livramento incluiu ainda a entrega de ações do programa SER Família, de trator para a agricultura familiar, no valor de R$ 136 mil, e três ônibus escolares, avaliados em R$ 1,2 milhão, além da assinatura de autorizações para novas obras nas áreas de infraestrutura, educação, esporte e segurança pública.
Na área de infraestrutura, estão previstos R$ 5 milhões para recuperação de ruas e avenidas do município e a licitação para asfaltamento de 14,81 quilômetros da rodovia MT-351, que liga Livramento ao distrito de Ribeirão dos Cocais até Várzea Grande, com investimento de R$ 18,7 milhões. Também foi lançado o projeto da segunda etapa do Parque Zooflorestal Urbano José de Arruda, com investimento de R$ 2,5 milhões.
Na área da educação, foram autorizadas obras de infraestrutura esportiva e melhorias em unidades escolares, incluindo a construção de vestiários e campo de futebol com arquibancadas e alambrado na Escola Estadual Vereador Amarílio Gomes da Silva, a reforma e ampliação da Escola Municipal Nilce Gomes de Miranda, a construção de quadra poliesportiva na Escola Estadual Frei Emiliano Monteiro, a reforma e ampliação da Escola Municipal Benedito Pereira Leite e a construção de quadra poliesportiva na Escola Estadual José de Barros Maciel.
Na segurança pública, foi assinada a ordem de serviço para construção de um Posto de Fiscalização e Policiamento de Trânsito na rodovia MT-060, com investimento de R$ 3,3 milhões.
O vice-governador Otaviano Pivetta reforçou que o Estado tem fortalecido a parceria com os municípios para ampliar investimentos e melhorar os serviços públicos. “Mato Grosso tem condições e, principalmente, disposição para apoiar os municípios, que é onde as pessoas vivem e onde as políticas públicas realmente impactam o dia a dia da população. Nosso trabalho é garantir programas, projetos e ações que melhorem a qualidade de vida dos cidadãos em todas as regiões do estado”, afirmou.
O deputado estadual Chico Guarnieri salientou que os investimentos realizados nos últimos anos têm impulsionado o desenvolvimento do Estado. “Mato Grosso é hoje o estado que mais investe no país nos últimos sete anos. Esses recursos estão chegando à população em forma de obras, programas e ações sociais. Os 142 municípios mato-grossenses têm recebido investimentos importantes, que fortalecem a infraestrutura, geram oportunidades e melhoram a qualidade de vida dos cidadãos”, afirmou o parlamentar.
Participaram do evento o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia; a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes; o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi; o secretário de Estado de Educação, Alan Porto; os deputados estaduais Eduardo Botelho, Chico Guarnieri, Fábio Tardim e Paulo Araújo e autoridades locais.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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