Mato Grosso
Estudantes do Educarte realizam apresentações de dança, coral, robótica e vídeo
Estudantes da Escola Estadual André Antônio Maggi, localizado no município de Sapezal (a 480 quilômetros a noroeste da Capital) realizaram, nesta quinta-feira (16.05), a primeira apresentação do Projeto Arte e Comunicação (Educarte). Participam do projeto 280 alunos, sendo que alguns são monitores.
A exposição ocorreu durante a reunião com os pais para a entrega das notas do primeiro bimestre. Os estudantes fizeram shows na categoria de dança, coral, robótica e um vídeo produzido pelos próprios estudantes.
O coordenador do projeto, professor Marcelo Moraes, destacou que os trabalhos só acontecem por conta do apoio, colaboração e empenho dos alunos que estão cada vez mais entusiasmados com os resultados obtidos.
É o caso da aluna Anyhere Luziano, coreógrafa e monitora de dança, que acredita no projeto, pois nunca viu esse tipo de projeto da escola pública. “E isso desperta o interesse do aluno em vir à escola e participar”, comemora.
Sua colega Hytala Zamara, coreógrafa e monitora do coral concorda. Ela explica que o projeto é um diferencial para a escola, por despertar a vontade dos alunos em querer fazer parte dessas atividades, além de aumentar o interesse em outras escolas em aderir ao projeto.
A aluna Maria Eduarda Decker, tecladista e monitora do coral, explica que o projeto é um diferencial da escola, pois amplia as expectativas dos alunos diante do ensino público. “É um tipo de projeto que pouco se vê nessas instituições”, salientou.
Para o aluno Leonardo Oliveira Deus da Silva, integrante da robótica, o projeto ajuda na capacidade lógica e de raciocínio, além de contribuir com a área da física. “É importante desenvolver tais habilidades, porque ajudará no nosso futuro, na nossa vida acadêmica” frisou.
O colega dele, John Alisson, monitor da produção de vídeo, acredita que o projeto mostra que a escola pode ser um espaço de socialização entre alunos e professores, ampliando o ensino, além da sala de aula.
No entendimento da equipe gestora da escola, as atividades do Educarte são uma forma de resgatar a autoestima dos alunos de maneira lúdica e criativa, despertando a valorização pessoal, além de um melhor aproveitamento e rendimento escolar.
O projeto Educarte, implantado este ano nas escolas da rede estadual de ensino, visa a necessidade de assegurar avanços significativos nos procedimentos pedagógicos utilizados no processo de ensino e aprendizagem. O projeto é focado nos contextos educativos das unidades escolares, primando pela qualidade do ensino com resultado na melhoria da proficiência do aluno em sua trajetória escolar.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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