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ExpoCacau 2025 reúne cadeia do cacau e movimenta negócios em Ilhéus

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A partir da próxima terça-feira (26.08), Ilhéus (312 km da capital, Salvador), na Bahia, será o epicentro da inovação e sustentabilidade no setor cacaueiro com a realização da ExpoCacau 2025. A ExpoCacau é

promovida pela CocoaAction Brasil. A iniciativa é a representação nacional da CocoaAction, programa da Fundação Mundial do Cacau (WCF) que reúne empresas, produtores, governos e organizações da sociedade civil para fortalecer a cadeia produtiva do cacau no Brasil de forma sustentável. O foco está em inovação, produtividade, valorização do cacau fino e práticas agrícolas com menor impacto ambiental.

O evento reunirá produtores, pesquisadores, empresas e instituições em um único espaço, oferecendo feira de negócios, o 7º Fórum Anual do Cacau, oficinas práticas e visitas técnicas. A proposta é conectar soluções tecnológicas e práticas de gestão diretamente aos produtores, incentivando parcerias, investimentos e crescimento econômico no setor.

Programação Diversificada da ExpoCacau 2025

A ExpoCacau 2025 oferece uma programação robusta e diversificada, composta por:

  • Feira de Negócios: Espaço para expositores apresentarem tecnologias, insumos, máquinas e serviços voltados para a produção de cacau.

  • 7º Fórum Anual do Cacau: Painéis técnicos com especialistas discutindo temas como manejo eficiente, mecanização, sistemas agroflorestais e oportunidades de mercado.

  • Oficinas Práticas: Sessões hands-on abordando práticas agrícolas sustentáveis e tecnologias inovadoras aplicáveis ao cultivo do cacau.

  • Visitas Técnicas: Excursões a propriedades e unidades de processamento para demonstrações práticas e troca de experiências.

Embora os dados específicos para 2025 ainda não estejam disponíveis, a produção de cacau no Brasil tem enfrentado desafios nos últimos anos. No primeiro semestre de 2025, o volume de amêndoas recebidas pela indústria brasileira foi praticamente igual ao de 2024, mas 37,7% inferior ao mesmo período de 2023, segundo levantamento do SindiDados – Campos Consultores, divulgado pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) . Esse cenário destaca a importância de eventos como a ExpoCacau para promover a inovação e sustentabilidade no setor.

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A realização da ExpoCacau em Ilhéus reforça o papel estratégico da Bahia na cadeia produtiva do cacau e chocolate, consolidando o estado como um polo de inovação e excelência no setor. O evento representa uma oportunidade única para os profissionais da área se atualizarem sobre as últimas tendências e tecnologias, além de fortalecerem suas redes de contato e colaborarem para o desenvolvimento sustentável da cacauicultura brasileira.

Para mais informações sobre a programação e inscrições, visite o site oficial da ExpoCacau 2025: https://expocacau.com.br/.

Fonte: Pensar Agro

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Produto perde espaço no prato do consumidor e ganha valor de mercado

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O Brasil comemorou nesta terça-feira (10.02) o Dia Mundial do Feijão em meio a um paradoxo: enquanto o alimento perde espaço no prato do consumidor, ganha valor no mercado. A combinação de redução de área plantada, problemas climáticos e estoques baixos elevou as cotações mesmo durante a colheita da primeira safra.

O consumo per capita gira hoje em torno de 12 quilos por habitante ao ano, bem abaixo dos 18,8 quilos registrados na década de 1990. A queda ocorre de forma gradual há anos, mas ganhou força recente com mudanças no padrão alimentar, maior busca por praticidade nas refeições e substituição por produtos industrializados.

Representantes da cadeia produtiva discutem estratégias para conter o recuo da demanda. O principal diagnóstico é que o feijão deixou de ser rejeitado pelo sabor e passou a ser abandonado pela rotina: preparo mais demorado e hábitos urbanos reduziram sua presença nas refeições diárias.

Enquanto o consumo diminui, o mercado reage na direção oposta. Levantamentos apontam valorização relevante do grão. O feijão-carioca de melhor qualidade chegou a cerca de R$ 297 por saca de 60 quilos no leste de Goiás em fevereiro, alta superior a 12% no mês. O feijão-preto no sul do Paraná atingiu aproximadamente R$ 183 por saca, também em elevação.

A sustentação dos preços ocorre por fatores de oferta. A primeira safra foi menor — cerca de 20% inferior para o carioca e entre 20% e 25% no feijão-preto — reduzindo a disponibilidade imediata no mercado. A segunda safra só chega com maior volume a partir de maio, o que mantém o abastecimento ajustado no primeiro trimestre.

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Dados oficiais indicam retração estrutural da produção. A área plantada da safra 2025/26 é estimada em 807,6 mil hectares, queda de 11,1% ante o ciclo anterior, com produção prevista de 983,6 mil toneladas, recuo de 7,4%. O produtor migrou parte das lavouras para culturas mais rentáveis e previsíveis, como soja e milho.

O comportamento é típico de uma cultura de ciclo curto e sensível ao risco. O feijão responde rapidamente a preços: quando a rentabilidade cai, perde área; quando a oferta diminui, as cotações sobem. Essa volatilidade dificulta planejamento de longo prazo e afasta investimentos mais robustos.

No campo, o clima também interfere. Chuvas excessivas em parte do Sudeste prejudicam qualidade e rendimento, enquanto regiões do Sul enfrentam calor e irregularidade hídrica em lavouras tardias. O resultado é heterogeneidade produtiva e menor volume disponível.

A pressão de custos também pesa. O feijão exige maior acompanhamento agronômico e apresenta risco elevado de perdas, o que reduz sua competitividade frente a commodities com mercado internacional estruturado.

Apesar da queda de consumo, o Brasil permanece como um dos poucos países com três safras anuais do grão, garantindo abastecimento interno ao longo do ano. Ainda assim, a produção é voltada quase exclusivamente ao mercado doméstico, o que torna o setor altamente dependente do comportamento do consumidor brasileiro.

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No curto prazo, a expectativa é de preços firmes até abril, período anterior à entrada mais consistente da segunda safra. Para o restante do ano, o mercado dependerá do plantio irrigado da terceira safra. Caso a área não se recupere, o feijão pode manter valorização — mesmo com menor presença no prato.

Fonte: Pensar Agro

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Vendas de soja se aproximam de 50%, enquanto oferta global maior pressiona preços

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A comercialização da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso alcançou 49,49% da produção estimada até o fim de janeiro, avanço mensal de 5,34 pontos porcentuais, segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O ritmo é ligeiramente superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior, quando as vendas estavam em 48,97%.

O avanço ocorre em meio ao início da colheita e reflete, principalmente, a necessidade de formação de caixa por parte dos produtores. Apesar disso, o volume negociado poderia ser maior. A queda das cotações ao longo de janeiro e a concentração dos trabalhos no campo reduziram a realização de novos contratos.

O preço médio das negociações ficou em R$ 104,12 por saca, recuo de 3,96% frente ao mês anterior, indicando que parte dos produtores optou por vender apenas volumes pontuais, aproveitando janelas específicas de mercado.

A estratégia predominante tem sido de cautela. Produtores travam parcelas da produção para garantir liquidez e custeio, mas evitam comprometer grandes volumes diante da incerteza de preços ao longo do ano.

No cenário internacional, a maior oferta reforça esse comportamento. O relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a estimativa de produção brasileira para 180 milhões de toneladas, ante 178 milhões projetados anteriormente. Com isso, os estoques finais do País foram revisados para 37,91 milhões de toneladas, enquanto as exportações permanecem estimadas em 114 milhões de toneladas.

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O aumento da disponibilidade global tende a manter as cotações pressionadas, sobretudo no segundo semestre, período em que o Brasil concentra embarques. Ainda assim, o País segue consolidado como principal fornecedor mundial da oleaginosa. A produção global foi ajustada para 428,18 milhões de toneladas, e os estoques finais passaram a 125,51 milhões.

A colheita brasileira também avança. Levantamento semanal indica que 17,4% da área plantada já foi retirada dos campos, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado, embora ainda ligeiramente abaixo da média histórica de cinco anos.

Paralelamente, surgem os primeiros negócios da safra 2026/27, com 1,46% da produção futura já negociada e preço médio de R$ 102,33 por saca. O ritmo, porém, é considerado lento, reflexo da elevada oferta global e da ausência de sinais mais firmes de recuperação nas cotações.

Nos Estados Unidos, os principais números permanecem estáveis, com produção estimada em 115,99 milhões de toneladas. Já a Argentina manteve projeção de 48,5 milhões de toneladas, com leve aumento nos estoques internos.

A demanda chinesa, principal destino da soja brasileira, segue inalterada, com importações projetadas em 112 milhões de toneladas. Mesmo com o consumo firme, o mercado opera sob expectativa de ampla disponibilidade global, cenário que mantém produtores brasileiros seletivos nas vendas e mais atentos à gestão de risco do que à antecipação de comercialização.

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Fonte: Pensar Agro

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Confinamento cresce 16% e atinge 9,25 milhões de cabeças, aponta censo

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O número de bovinos terminados em confinamento no Brasil chegou a 9,25 milhões de cabeças em 2025, alta de 16% em relação ao ano anterior, segundo o Censo de Confinamento divulgado nesta terça-feira (10). A atividade está distribuída por 2.445 propriedades em 1.095 municípios, indicando expansão geográfica e aumento de escala produtiva.

Os dados analíticos mostram também maior concentração: os 100 maiores confinadores reúnem 45% de todo o rebanho confinado, sinalizando avanço do modelo empresarial na pecuária de corte. A tendência reforça a profissionalização da atividade, com maior uso de gestão zootécnica, planejamento nutricional e integração com a indústria frigorífica.

O levantamento indica que a pecuária atravessa uma fase positiva do ciclo pecuário, com valorização ao longo de toda a cadeia — do bezerro ao boi gordo, da carcaça no atacado à carne no varejo. O cenário de preços mais firmes tem incentivado investimentos em terminação intensiva, reduzindo o tempo de abate e aumentando a padronização dos lotes.

Desde 2015, o confinamento apresenta expansão contínua, impulsionada principalmente pela adoção de tecnologias nutricionais, melhoria genética e maior previsibilidade comercial. A intensificação permite elevar produtividade por área e reduzir a exposição a variações climáticas, um dos fatores que historicamente limitavam o desempenho da pecuária extensiva.

Mato Grosso segue líder nacional, com 2,2 milhões de bovinos confinados, avanço de 29,6% sobre 2024. São Paulo aparece na sequência com 1,4 milhão de animais e crescimento de 7,7%, seguido por Goiás, também com 1,4 milhão de cabeças e alta de 13,6%. Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição, com 900 mil bovinos (+17,8%), enquanto Minas Gerais completa o grupo dos cinco principais Estados, com 800 mil animais e estabilidade em relação ao ciclo anterior.

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O aumento do confinamento ocorre em paralelo à maior integração entre pecuária e agricultura, com uso intensivo de grãos na alimentação animal. A proximidade com regiões produtoras de milho e farelo de soja tem sido determinante para a expansão, especialmente no Centro-Oeste, onde a oferta de insumos e logística favorece o modelo intensivo.

Para analistas do setor, a ampliação da terminação em cocho indica mudança estrutural na pecuária brasileira. Além de elevar produtividade, o sistema melhora previsibilidade de oferta para frigoríficos e contribui para a regularidade das exportações, cada vez mais dependentes de padronização e volume constante de carne bovina.

O levantamento foi realizado pela multinacional europeia de nutrição animal dsm-firmenich, que acompanha o confinamento bovino no País por ser fornecedora de tecnologias nutricionais e de gestão ao setor, utilizando esses dados para monitorar mercado, demanda e tendências produtivas da pecuária brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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