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Falta de efetivo inviabiliza o atendimento 24 horas da Delegacia da Mulher em MT

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A falta de efetivo na Polícia Civil é o principal fator que não favorece a prestação de serviço disponível e direta para a população mato-grossense

Deputado com delegado regional e vereadores de Rondonópolis- Foto: Assessoria

Para manter a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC) de Rondonópolis (MT), em funcionamento por 24 horas, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) se reuniu nesta sexta-feira (12), com o delegado regional do município, Thiago Damasceno, para discutir a situação. Ambos, com vasta experiência na segurança pública, debateram os aspectos que não favorecem, no momento, a possibilidade de disponibilizar a instituição para qualquer hora do dia ao atendimento à população.

Também, esteve presente o vereador Dr. José Felipe Horta (Pode) que levou essa pauta ao deputado e explicou o fluxo criado no município, entre os anos de 2004 a 2009, em relação às mulheres estupradas. “Uma dificuldade que sempre tivemos foi à Delegacia da Mulher fechar às 17h, nos feriados e finais de semana. Isso é uma demanda antiga nossa. Sentei e conversei com o Claudinei. Montamos este fluxograma para falar com toda a rede”, explica.

Contestação

Para o parlamentar estadual que é presidente da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), dos 13 polos regionais da Região Integrada de Segurança Pública (Risp), do interior de Mato Grosso, existem somente seis delegacias especializadas para o atendimento às mulheres vítimas de violência.

“Não adianta fazer projeto de lei para manter a delegacia da mulher 24 horas no Estado todo, sendo que já chegou a ser vetado pelo governador. É uma realidade que não tem como fazer este atendimento. Para começar, tem que construir ou alugar imóveis, tem que fazer concurso público para investigadores e escrivães, há delegados que ainda aguardam ser nomeados na Polícia Civil. Já existe um estudo na diretoria geral da instituição que há possibilidade de fechamento de novas delegacias de polícia por falta de efetivo”, explica Claudinei.

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Outra queixa apresentada por ele é que há políticos que não conhecem a realidade da instituição e querem encabeçar a implantação de uma Delegacia da Mulher 24 horas no interior, sem compreender as deficiências existentes para que essa proposta se concretize. “Além da esfera política estadual, também, tem a municipal que idealiza um projeto, mas não vão a fundo para saber onde está o real problema que não vai garantir a concretização de seus ideais”, pontua Claudinei.

“Vai tirar efetivo de onde para atender 24 horas? Não tem como! A Delegacia Regional de Rondonópolis atende outros municípios vizinhos. Na verdade, todo mundo quer fazer politicagem em cima. Se ajudar trazer efetivo, pois é uma luta antiga, ótimo! Nunca vou usar a minha instituição que dediquei 18 anos para fazer politicagem. Não adianta fazer projetos de lei que não tem cabimento com a realidade”, lamenta o deputado.

Efetivo

Delegado Claudinei que atuou por 18 anos como delegado de polícia, sendo dois deles como regional de Rondonópolis, explica que a instituição carece há anos a instituição de efetivo. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), atualmente a PJC conta com 2.983 servidores ativos e 1.610 inativos, em que o último concurso público promovido pela instituição foi em 2013 – para provimento de 150 vagas para escrivão e 450 para investigador de polícia.

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Para Damasceno, não há possibilidade de manter uma Delegacia da Mulher em Rondonópolis, 24 horas, devido à falta de efetivo que afeta todo o estado de Mato Grosso. Para ele, o adequado seria contar com 15 investigadores e cinco escrivães para a DEDM. “Com o efetivo que eu estou, não consegue. Em Pedra Preta, por exemplo, só tem quatro investigadores e um escrivão. Tem cidades do norte do Estado que são até piores. Tem que implementar concurso público. A ideia é importante, mas não tem como implementar”, esclarece o delegado regional.

Estrutura

Para reafirmar a impossibilidade de ter o atendimento 24 horas para o público feminino, Thiago ressalva que o prédio da DEDM, localizado na Vila Aurora, não tem um espaço amplo e adequado para oferecer o devido atendimento ao município com profissionais e áreas especializadas, como de assistência social, psicologia e conselho tutelar. Também, ele aponta problemas na rede elétrica que não favorece manter uma quantidade de equipamentos ligados na unidade.

“Temos que ter condições para fazer um atendimento multidisciplinar 24 horas. O prédio atual não tem espaço, é alugado e estamos na luta para mudar de imóvel. Já iniciei umas conversas com o prefeito para a mudança. Em relação a rede elétrica, o MPE (Ministério Público Estadual) pediu uma doação de equipamentos que vão ser entregues para Delegacia da Mulher, mas não tem onde instalar. A energia não está dando conta”, explica Damasceno.

A necessidade de criar uma sala especial para o atendimento de crianças que sofreram algum tipo de violência é outro aspecto apontado por ele. “Hoje para ouvir uma criança que sofreu uma violência – que é um problema sério – ou até testemunha, ela não pode ser ouvida se não tiver uma sala especial para o atendimento dela. Isso é uma questão tão complicada, pois se ela tiver sido vítima de estupro e cair no plantão, não pode ser ouvida na delegacia, somente os pais que vão relatar o que a criança contou para eles. A gente não pode ouvir”, ressalva o delegado regional.

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Emendas – Em janeiro deste ano, Claudinei garantiu pela Comissão de Segurança, a aprovação das emendas de números 307 e 256 ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de n.º 913/2020, durante sessão plenária na Casa de Leis. Elas tratam, consequentemente, sobre o lançamento de concursos públicos a fim de garantir a recomposição do quadro funcional da Polícia Judiciária Civil (PJC), Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), no valor de R$ 6 milhões – e, também, melhorias na estrutura física das unidades da Politec nos municípios de Mato Grosso – cujo custo proposto foi de R$ 3 milhões.

Logo foi encaminhado para a sanção ou veto do governador de Mato Grosso que sancionou a LOA com a rejeição de nove emendas, dentre elas, as propostas feitas pela Comissão de Segurança. A informação havia sido publicada pelo Diário Oficial do Estado (DOE), no dia 28 de janeiro, sendo que os vetos ainda serão apreciados pelos deputados que podem reverter o posicionamento dado pelo poder executivo.

Reunião – No encontro, também marcaram presença os vereadores de Rondonópolis, Marisvaldo Gonçalves (PSL), e Ronaldo Cícero Cardoso – conhecido por Roni Cardoso (PSD) que representou o presidente da Câmara Municipal de Rondonópolis, Roni Magnani (SD).

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Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis

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Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria

A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.

Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.

Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.

A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.

O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.

Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.

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E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

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Foto- Assessoria

A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.

Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.

O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.

Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.

A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.

E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.

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A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.

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Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

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Foto-Assessoria

Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.

A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.

“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.

As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.

O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.

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Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.

“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.

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