Mato Grosso
Festival de Teatro traz programação gratuita com espetáculos, intervenções artísticas e oficinas ao Cine Teatro Cuiabá

A 3ª edição do Festival de Teatro Luiz Carlos Ribeiro reunirá artistas, grupos e companhias de todo o Brasil em quatro dias de imersão teatral, entre quinta-feira e domingo ( 14 a 17.8), no Cine Teatro Cuiabá.
Com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) via emenda parlamentar, o evento traz uma programação gratuita que inclui espetáculos teatrais, intervenções artísticas, rodas de conversas e oficinas para celebrar as artes cênicas.
“Este festival é uma celebração da nossa identidade cultural e uma ponte para o intercâmbio com o que há de mais vibrante no teatro brasileiro”, afirma Flávio Ferreira, diretor geral do projeto.
Serão apresentados 16 espetáculos teatrais de renomadas companhias, entre as quais Os Satyros (SP) e Jitman Vibranovski (RJ). O palco será um reflexo da diversidade cênica de Mato Grosso, com apresentações de grupos de Cuiabá, Cáceres, Nova Olímpia, Primavera do Leste, Barra do Garças, Campo Verde, Várzea Grande e Sorriso.
A programação abrange múltiplas linguagens cênicas, do teatro tradicional ao circo-teatro, passando por performances, espetáculos de rua, teatro de bonecos e leituras dramatizadas, com opções para os públicos adulto e infantil. Durante os quatro dias, uma variedade de atividades artísticas e de formação ocuparão todos os espaços do equipamento cultural da Secel.
O Festival de Teatro Luiz Carlos Ribeiro é uma realização da Associação Cultural Cena Onze, com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), via emenda parlamentar do deputado estadual Beto Dois a Um.
Confira o resumo da programação:
A abertura oficial será na quinta-feira (14), às 19h. Antes, às 18h, o Circo Escola Leite de Pedras realiza o Cortejo Cênico saindo da Praça Alencastro até o Cine Teatro Cuiabá. Neste primeiro dia de Festival, o público poderá acompanhar ainda pocket shows, discotecagem e espetáculos teatrais.
Na sexta-feira (15), das 8h às 16h, serão realizadas as oficinas de formação em Vivência em construção de personagem, Iluminação Cênica e Caracterização cênica com máscaras. As apresentações de performances e peças teatrais serão retomadas às 18h30.
No sábado (16), a programação começa a partir das 10h com diversas atividades, que além das peças e performances, inclui roda de conversa com figuras icônicas do teatro local, como Amaury Tangará, Claudete Jaudy, J. Astrevo e Lionie Vitório.
No domingo (17), a agenda recomeça a partir das 11h, trazendo roda de conversa com os artistas selecionados do Festival, e mais espetáculos e intervenções artísticas. O encerramento será às 21h30 com apresentação da Escola de Samba Payaguás.
Com entrada gratuita para todos os espetáculos e atividades, os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria do local. A programação completa está disponível no site do Cine Teatro Cuiabá (link aqui)
O Homenageado do Festival
Luiz Carlos Ribeiro nasceu em Mimoso, distrito de Santo Antônio de Leverger. Ator, diretor, escritor e arte-educador, tem seu trabalho reconhecido em todo país e é considerado um dos expoentes do teatro mato-grossense.
Além de artista, também foi advogado e lutou contra a ditadura militar. Fundador da Federação Mato-grossense de Teatro (Femata) e da Confederação Nacional de Teatro (CONFENATA), Luiz Carlos Ribeiro faleceu em Cuiabá, em janeiro de 2018.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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