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Fiscalizações de postos, pirataria e exercício ilegal da profissão são frentes de atuação da Decon

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Assessoria | PJC-MT

Fiscalização em postos de combustíveis, pirataria e exercício ilegal da profissão são as principais frentes de trabalhos desenvolvidas, neste ano, pela Polícia Civil por meio da Delegacia Especializada do Consumidor, que também atende demandas diversas de delitos praticados na esfera das relações de consumo.

Em todas as ações, a Especializada atua em conjunto com os Procons (Estadual e Municipal) e órgãos como a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem/Inmetro), Vigilância Sanitária, Conselhos Regionais, entre outros, dependendo do delito apurado.

Nos crimes de contrafação (pirataria), praticados contra a propriedade industrial e intelectual, direitos autorais, marcas e patentes, referentes a falsificações de produtos como camisetas, bolsas, bonés, tênis e mídias, a Delegacia vem atuando fortemente nos últimos anos.

Nos quase seis meses de 2019, foram apreendidos 3.550 produtos, sendo mais de 80% dos itens tênis de marcas mundialmente conhecidas, que foram falsificadas e colocadas è venda no mercado. As apreensões ocorreram em cinco fases da operação Fictus, realizadas de janeiro até 1 de junho deste ano. Além dos produtos, também foram apreendidos cerca de 20 mil mídias (CDs e DVD’s) falsificadas vendidas no mercado informal de Cuiabá.

Conforme o delegado titular da Decon, Antônio Carlos de Araújo, a maior demanda da Delegacia está ligada a delitos de menor potencial ofensivo, em que a pessoa se sentindo prejudicada com alguma compra ou serviço, procura o Procon e também a Delegacia. “Fazemos o procedimento e encaminhamos ao juizado especial. Procuramos resolver isso de forma rápida”, afirma.

Como exemplo desses delitos, cita o delegado, está à propaganda enganosa e o exercício ilegal da profissão.

O exercício ilegal da profissão, previsto no artigo 47 da Lei das Contravenções Penais e ainda no caso da medicina, enquadrado no artigo 282 do Código Penal, também é uma atividade fiscalizada pela Decon, em atendimento de denúncias encaminhadas pelos Conselhos Regionais. “Todos os conselhos podem procurar a Decon”, afirma o delegado.

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Foram 24 termos circunstanciados de ocorrências confeccionados em 2019, que apuraram comunicações feitas pelos Conselhos Regionais: de Medicina, Odontologia,  Nutrucionista, Psicologia, Corretores de Imóveis e Educação Física.

Postos de Combustíveis

Entre os anos de 2017, 2018 e os cinco primeiros meses de 2019, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), instaurou 45 inquéritos policiais para apurar delitos praticados por postos de revenda de combustíveis nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

Os inquéritos policiais foram decorrentes de três grandes operações conjuntas desenvolvidas em 2017/2018 e a última em março de 2019, pela Polícia Civil/Decon,   Agência Nacional do Petróleo (ANP), Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem/Inmetro), Procon Estadual, Procon Municipal, com apoio  de outras Delegacias da região metropolitana.

O trabalho integrado consiste em três frentes: averiguar denúncias sobre a qualidade do combustível, fraude da bomba baixa (quando o volume do combustível informado é maior do que o colocado no tanque) e o posto clone/infidelidade de marca (aquele que usa características de uma marca ou bandeira consolidada no mercado, nas cores e fachada, mas não comercializa produto da marca, induzindo o consumidor a erro).

“A Decon recepciona a denúncia, mas em casos sobre a qualidade do combustível necessita que a ANP esteja presente para fazer a coleta da amostra desse posto. Na Decon é feito um boletim de ocorrência, que fica em sobrestado para que o posto será fiscalizado nas ações com a ANP. Mas o consumidor também pode reclamar direto para ANP”, explica o delegado da Decon, Antônio Carlos Araújo.

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Quando a denúncia é sobre a vazão na bomba, essa fiscalização é realizada em conjunto pela Decon com o  Ipem/Inmetro e Procons, e pode ser feita sem presença da ANP. “É instaurado um inquérito e uma via também segue para a Promotoria do Consumidor e Cidadania, que pode entrar com ação civil pública por ter havido prejuízo de toda a coletividade. Existe ainda autuação administrativa pelo IPEM e do Procon”, informa o delegado.

Em 2018, foram fiscalizados 40 postos de combustíveis de Cuiabá e Várzea Grande, sendo constatada irregularidade em 12 postos. No ano de 2017, foram 21 postos visitados pelas equipes e em 15 encontradas irregularidades. Já em 2019, a operação averiguou denúncias em 12 postos, mas nenhuma irregularidade foi detectada.

Do total de inquéritos instaurados nos 2 anos e 5 meses, 36 foram concluídos, e enquadrados, conforme o delito praticado, em crimes inseridos na  Lei 8.176/91 (que trata dos crimes contra a ordem econômica e cria o sistema de estoque de combustíveis, no artigo 1º, que trata das irregularidades provenientes da venda e revenda de derivado de petróleo, prevê pena de 1 a 5 anos) e da Lei 8.137/90 (artigo 7º, Inciso 7º – induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a veiculação ou divulgação publicitária; pena é de 2 a 5 anos de detenção). Todos ainda respondem por sanções administrativas junto aos órgãos reguladores e fiscalizadores. 

Todos os anos, os policiais da Especializada também participam de capacitações para identificar e combater adulterações de combustível e fraudes em postos, promovida em parceria pela Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural).

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O que é bomba baixa

Quando o abastecimento no tanque do carro é menor do que a registrada na bomba, o consumidor tem o direito de pedir ao atendente para testar o equipamento em sua frente. A bomba de abastecimento vem de fábrica com a calibragem de 20 litros.

No teste, o representante do posto deve utilizar a medida padrão de 20 litros aferida e lacrada pelo Inmetro. A diferença máxima permitida é de 100 ml para mais ou para menos.  Quando a diferença, em prejuízo ao consumidor, for acima  de 100 ml, a pessoa está sendo alvo do chamado golpe da bomba baixa e deve denunciar a ANP via 0800 970 0267.

Posto Clone 

Posto “Clone” é o estabelecimento que utiliza cores, padronização na fachada, uniformes e demais itens de comunicação visual de redes de marcas de credibilidade do público, como, por exemplos, postos BR (Petrobrás) e Shell, amplamente conhecidos dos consumidores. A diferença está no combustível vendido ao cliente, que não têm a mesma qualidade da marca apresentada, sendo oriundo de outra distribuidora.

Denúncias

Reclamações referente à qualidade do combustível podem ser feitas no 197 ou pelo e-mail da Delegacia do Consumidor [email protected], ou ainda no telefone da unidade 3901-4809, que está localizada na Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), 1044, Centro Sul.

Os consumidores também podem relatar  irregularidades junto a ANP no 0800 970 0267.

 

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PRF recupera cinco módulos furtados durante abordagem na BR-364 em MT

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou cinco módulos eletrônicos de veículos de carga furtados durante uma abordagem realizada na madrugada desta quarta-feira (17), na BR-364, em Alto Garças (MT).

A equipe policial foi acionada após informações sobre um veículo suspeito de envolvimento em furtos de módulos de caminhões registrados na região de Alto Garças e Alto Araguaia. Diante da situação, foi realizado um bloqueio em frente à Unidade Operacional da PRF.

Ao ser abordado pela equipe policial, o condutor desobedeceu à ordem de parada e iniciou fuga pelo trecho. Durante o deslocamento, o veículo saiu da pista, sendo localizado posteriormente nas proximidades da Unidade Operacional da PRF.

Os ocupantes abandonaram o automóvel e fugiram a pé por uma área de plantação próxima ao local. Durante a verificação do veículo, os policiais localizaram cinco módulos eletrônicos de veículos de carga, identificados como produtos de furto ocorrido durante a madrugada.

A equipe conseguiu localizar dois proprietários dos veículos que tiveram os equipamentos subtraídos. O material recuperado e o veículo foram encaminhados à Polícia Civil de Alto Garças para os procedimentos cabíveis e continuidade das investigações.

A Polícia Rodoviária Federal segue atuando de forma permanente no enfrentamento à criminalidade e na promoção da segurança pública, contribuindo para a proteção da sociedade nas rodovias federais.

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Ambulância dos Bombeiros capota após acidente com veículo particular em Cuiabá

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Foto: Serginho Lapada

Uma técnica de enfermagem ficou ferida após um acidente envolvendo uma ambulância de resgate do Corpo de Bombeiros Militar e uma ambulância de uma empresa privada, na tarde deste domingo (14), em Cuiabá.

De acordo com informações preliminares, a equipe dos Bombeiros seguia pela Avenida Fernando Corrêa e realizava o acesso à Avenida Coronel Escolástico para atender uma ocorrência, quando, no cruzamento com a Avenida General Valle, o veículo de resgate foi atingido na lateral pela ambulância particular.

Com o impacto da colisão, a ambulância do Corpo de Bombeiros capotou e acabou atingindo ainda dois veículos de passeio que passavam pelo local. A técnica de enfermagem que estava na ambulância privada sofreu ferimentos e recebeu atendimento médico.

As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

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Gaeco cumpre mandado na PCE contra facção criminosa

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Cáceres deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação “Mãos da Lei” contra a facção criminosa Comando Vermelho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

A investigação teve início após um réu fazer um gesto com as mãos que remeteria à sigla associada à facção Comando Vermelho, na presença de autoridades, durante audiência realizada em Cáceres.

O gesto chamou a atenção das autoridades e foi interpretado como possível demonstração de vínculo com organização criminosa, além de desrespeito à autoridade. Diante disso, a magistrada responsável pela audiência encaminhou o caso ao Gaeco, juntamente com imagens que comprovam o gesto do réu.

A partir dessas informações, o Gaeco iniciou diligências para apurar a relação do investigado com atividades criminosas na região.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram recolhidos cadernos e anotações manuscritas que podem indicar formas de organização e comunicação interna de facções criminosas em Mato Grosso.

A operação contou com o apoio de equipes do Gaeco de Cuiabá, além do Grupo de Intervenção Rápida, do Canil e do Núcleo de Inteligência da unidade prisional.

O nome da operação, “Mãos da Lei”, faz alusão à resposta das autoridades diante da conduta investigada, reforçando a atuação do Estado no combate ao crime organizado.

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O Gaeco é uma força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

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