Mato Grosso
FIT Pantanal movimentou R$ 10 milhões e prospectou mais de R$ 27 milhões em novos negócios
Ao todo foram 76 reuniões e 195 negociações que geraram a prospecção de R$ 27,5 milhões em negócios.
Neste ano, o evento reuniu 105 artesãos que comercializaram 4.160 peças e faturaram R$ 210,6 mil em quatro dias. Na edição de 2023, foram comercializadas 2.353 peças e os 65 artesãos participantes faturaram juntos R$ 98 mil. Na Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (FEAFTUR) os 320 empreendedores rurais de 47 municípios venderam cerca de R$ 550 mil. Além disso, 1,4 mil pessoas passaram pela Cozinha Show Rural.
As rodadas de negócios promovidas pelo Sebrae/MT envolveram 25 operadoras divulgando os atrativos turísticos de Mato Grosso para 15 compradores de turismo em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal e Minas Gerais. Outras 13 agências internacionais dos Estados Unidos, Índia, França, Alemanha, Itália, Portugal, Chile e Peru conheceram os produtos de Mato Grosso nos polos do Pantanal, Cerrado, Amazônia e Araguaia.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou o sucesso da FIT Pantanal e dos resultados do investimento de R$ 3,9 milhões do Governo para a realização da feira. Os números apontam que as comercializações de artesanato e da agricultura familiar superaram os do ano passado.
“São números muito positivos, isso é fruto de um trabalho de união entre o Governo por meio da Sedec, Seaf e a Empaer, Fecomércio, Sebrae e pessoas apaixonadas pelo que fazem como os artesãos. Os números dobraram em negócios aumentaram no artesanato. Isso demonstra o compromisso do governador Mauro Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta com o desenvolvimento do turismo e oportunidades aos pequenos. Aí entra o Sebrae com as rodadas de negócios e a prospecção de R$ 27,5 milhões em negócios. Isso é importante, dar oportunidade aos pequenos, para a agricultura familiar ter a oportunidade de mostrar e comercializar seus produtos”, destacou César Miranda.
O secretário adjunto de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, Clóvis Figueiredo Cardoso, disse que a FIT Pantanal é fundamental para colocar a agricultura familiar na vitrine, mostrando que a produção é de boa qualidade, tem produtos inovadores e até mesmo para que os mato-grossenses conheçam que o Estado desenvolve cacau e café de qualidade.
“Desde cosméticos até frutas desidratadas da agricultura familiar estavam ali presentes. Eu comprei torresmo prensado! Nunca tinha visto aquilo na minha vida, eu conheço um torresmo, mas prensado parecendo uma rapadura, de sabor inigualável, é algo inovador. Teve a participação indígena, participação quilombola, todos ofertando seus produtos ao público, isso é Mato Grosso e o reflexo da nossa cultura”.
Para o presidente da Fecomércio/MT, José Wenceslau Júnior, a FIT Pantanal consolidou Mato Grosso como destino turístico de destaque, promovendo não apenas o setor, mas também a agricultura familiar, a gastronomia, o artesanato e os negócios gerados. Conforme o Instituto de Pesquisa da Fecomércio apontou que a movimentação financeira pode ter chegado a R$ 9,9 milhões com uma Taxa de Retorno de Investimento de 1,56 sobre o investimento para a realização da feira.
“Apesar de essa ser uma mensuração empresarial, ela constata um retorno muito benéfico considerando a capacidade e a diversificação do seguimento e de municípios que a FIT mostrou com esse impacto. Pessoas de diversos locais do estado e do país compareceram a feira movimentando segmentos de hotéis, transportes, impactando também a economia da baixada cuiabana. Agradeço imensamente a parceria do Governo do Estado, o nosso governador Mauro Mendes, que tem investido cada vez mais no nosso turismo”.
A edição 2025 da FIT Pantanal está marcada entre 5 e 8 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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