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Focada no futuro da produção de alimentos, Aprosoja faz investimento em pesquisas
Focada no futuro da produção de alimentos, Aprosoja faz investimento em pesquisas
Para divulgar o programa, a Aprosoja está inserida no cronograma das semanas de Agronomia das principais universidades de Mato Grosso
02/05/2019
O Programa Agrocientista, que oferece de auxílio e incentivo à pesquisa científica, chega ao seu oitavo ano repaginado e mais amplo. A ação é uma iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), em parceria com Fundo de Apoio à Cultura da Soja (Facs), e terá o início das ações de 2019 na próxima semana. Já o edital de participação deve ser publicado em julho, no site da entidade. Em 2018, três projetos foram contemplados e somaram um total de R$ 437,6 mil investidos em pesquisa científica.
Por meio de bolsas de estudos ou auxílios integrais, o programa tem por objetivo subsidiar projetos de pesquisas científica, tecnológica e/ou de inovação em nível de mestrado e doutorado. Lançado em 2011, foi só a partir do ano passado que o Agrocientista abriu o leque e passou a atender pesquisadores de instituições públicas e privadas de todo Brasil. Até 2017 o auxilio era oferecido apenas à cientistas de universidades privadas de Mato Grosso.
“Este é um dos principais programas da Aprosoja, pois estamos investindo no futuro. Quando se destina auxílio a pesquisadores, seja em qual nível for, estamos planejando o futuro da produção de alimentos. Nosso setor é fruto de uma infinidade de pesquisadas e, a cada ano, os avanços são maiores, em todos os níveis da cadeia produtiva, por isso fazemos questão de investir nesses profissionais que dedicam suas vias à pesquisa e avanços na área”, afirma o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan.
Entre os estudos custeados pela Aprosoja e pelo Facs, via Agrocientista está a pesquisa da pesquisadora Letycia Cunha Nunes, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com título “Monitoramento dos efeitos meteorológicos sobre a produtividade da soja em Mato Grosso”, atendida como auxílio pesquisa nível mestrado pelo projeto, em 2016.
Logo no início, o Agrocientista colaborou com a bolsa nível mestrado para pesquisa “Cultura do milho sob diferentes lâminas de irrigação e adubação em cultivar adaptada ao Estado de Mato Grosso”, da pesquisadora Alessana Franciele Schlichting, também da UFMT.
Em nível de doutorado, o estudo científico “Curva tampão para determinação de acidez potencial dos solos do estado do Mato Grosso”, do pesquisador Marcelo Vilela Prado da UFMT, polo Barra do Garças, recebeu auxílio em 2016.
Semanas de Agronomia – Para divulgar o programa, a Aprosoja está inserida no cronograma das semanas de Agronomia das principais universidades de Mato Grosso. Na pauta, uma palestra institucional com foco no Agrocientista. O início dos trabalhos será no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), na próxima semana e segunda quinzena do mês, na Universidade de Cuiabá (Unic). Também estão no cronograma as Universidades Federal e Estadual de Mato Grosso.
Coordenador do curso de Agronomia do Univag, Rogério Castro, acredita que a participação da Aprosoja no evento irá proporcionar aos acadêmicos o contato com agrônomos experientes que relataram durante as palestras as principais dificuldades do setor agrícola e as soluções tomadas atualmente.
“Esse ano vão realizar palestra sobre os projetos de pesquisas patrocinados pela Aprosoja. As apresentações permitirão aos discentes vivenciarem o dia a dia dos Engenheiros Agrônomos as dificuldades vividas, as barreiras superadas e o sucesso profissional, uma vez que virão muitos egressos do curso palestrar. Agradecemos a Aprosoja pelo apoio aos eventos do curso de Agronomia”, disse.
Acompanhe o site e as rede sociais da Aprosoja para saber mais sobre esse projeto.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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