Mato Grosso
“Fogo imponente do Pantanal exigiu muita força e estratégia”, diz bombeiro que atuou por 27 dias para controlar incêndio
Jair Germano Gonçalves Júnior, do 3º Batalhão de Rondonópolis, é um dos bombeiros que atuou na região por mais tempo. Ele retornou para casa na última sexta-feira (24.11), após 27 dias de combate intenso ao fogo.
“Foi muito surreal. Para entender realmente a severidade e poder do fogo, é apenas vivenciando, estando lá. Não tem como explicar com palavras. Em uma tarde, o fogo pulou três rios aqui na região. São rios com cerca de 40 metros de largura. O fogo foi muito imponente, mas a sensação hoje é de dever cumprido. É muito gratificante saber que aquela área preservada é resultado do trabalho de muitos”, diz o soldado.![]()
O militar explica que nos dias em que as chamas estavam mais intensas na região, ele e os demais membros da equipe davam início ao combate por volta das 5h da manhã. Quanto mais cedo, mais eficiente o combate se tornava.
“Nosso combate começava às 5h e ia até às 10h para ter efetividade contra o fogo. A partir das 10h, até por volta das 14h, o trabalho era de monitoramento, porque neste período era praticamente impossível combater por conta das altas temperaturas e vento. Depois, às 15h, voltávamos às ações de combate. Todos os dias eram assim”, relata.
O trabalho das equipes não terminava ao chegar na base, em uma pousada da região. Ao fim do dia, era realizada uma reunião de alinhamento com todos os membros da equipe para planejar as estratégias do dia seguinte.![]()
Entretanto, nem sempre as ações saiam como o planejado porque a força do fogo era muito imprevisível.
“O incêndio florestal é muito dinâmico por depender de um clima que, neste último mês, esteve muito instável. Fazíamos um planejamento macro para o dia seguinte, conforme os resultados obtidos no dia anterior, mas sempre sabendo que parte do planejado poderia mudar. Parece que o fogo pensa e tem vida, evolui”, afirma.
O militar destaca que não faltaram recursos do Governo de Mato Grosso. Nos momentos mais críticos das chamas, chegaram a atuar contra o incêndio três aviões, um helicóptero, 11 barcos, 16 viaturas e caminhões-pipa.![]()
“Estamos com bastante recursos e homens no combate. Graças a isso, conseguimos segurar as chamas e impedir que se alastre mais do que alastrou, tendo em vista que o bioma contribui para a expansão do fogo. Aqui é um dos poucos lugares que o chão queima muito fácil. Você vai, apaga na superfície, mas o fogo continua por baixo do solo, então as chamas voltam em outros pontos. Foi um trabalho constante”, afirma.
Nesta terça-feira (28.11), segundo major BM Rodrigo, o fogo não está com a mesma força e o incêndio é considerado controlado nesta região. Entretanto, o trabalho das equipes não chegou ao fim e são realizadas ações preventivas como construção de aceiros alagados e rescaldo.
“Aqui no Encontro das Águas e Transpantaneira o fogo está totalmente controlado. Estamos monitorando com drones e aviões em busca de pontos de reignição, e estamos reforçando nossos aceiros”, explica o major.![]()
Reconhecimento pantaneiro
Maurício Rondon Moraes, pantaneiro desde quando nasceu, há 48 anos, dá apoio ao Corpo de Bombeiros Militar desde o início do fogo na região da Transpantaneira, próximo ao Rio São Lourenço. Ele teve sua casa ameaçada pelas chamas, mas teve a propriedade resguardada devido ao trabalho intensivo das equipes.
“Só aqui na minha casa demos abrigo para mais de 20 bombeiros. Eles vieram na hora certa e estão fazendo o trabalho corretamente. Fizeram o combate ao fogo no fundo da nossa casa. Há quem diga que os Bombeiros não estão trabalhando, mas estão, sim. Eles são treinados para isso. Para nós, a chegada dos bombeiros foi a melhor coisa que tivemos”, diz Maurício.
“O ano de 2020 foi uma catástrofe. Naquela época, o fogo veio de Corumbá (MS) a Cuiabá queimando. O fogo não teve piedade do nosso Pantanal. Três anos depois, o fogo veio pela força da natureza. O calor está muito intenso, mas os bombeiros conseguiram controlar mesmo assim”, completa.![]()
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso estão no Pantanal desde a primeira semana de outubro, quando os primeiros pontos de incêndio foram identificados. Atualmente, cerca de 100 bombeiros e agentes da Defesa Civil do Estado estão em seis frentes de combate ao bioma.
Em apoio às ações, nesta terça-feira, estão disponíveis dois aviões da Defesa Civil para o monitoramento aéreo, 11 barcos e 18 viaturas para o deslocamento das equipes em diferentes pontos de combate na região, além de dois caminhões-pipa.
A Sala de Situação Central, em Cuiabá, continua monitorando todo o bioma com satélites de alta tecnologia para orientar as equipes em campo.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
Mato Grosso
Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)
No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.
A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.
O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.
Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.
A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
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