Economia
Foliões relatam golpes com cartões durante o Carnaval; confira dicas para evitar

Além de prestar atenção em possíveis furtos no meio da aglomeração, quem está curtindo o Carnaval de rua pelo Brasil também precisa ficar atento a outro tipo de golpe: o que acontece durante as compras na folia. De acordo com a a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), situações como a cobrança dupla, a troca de cartões e a fraude do valor errado estão entre as mais comuns durante a festa.
Nas redes sociais, internautas relataram alguns golpes sofridos durante o Carnaval. A jornalista Olga Bagatini, por exemplo, escreveu em sua conta no Twitter como seu cartão foi trocado por um vendedor ambulante enquanto ela tentava realizar uma compra.
Segundo ela, o vendedor “arruma uma desculpa qualquer como ‘wi-fi não tá pegando’, se afasta um pouco e troca seu cartão
por um idêntico ao seu.” Enquanto isso, ele presta atenção na senha digitada pelo cliente.
A jornalista contou que, mesmo tendo percebendo quase que instantâneamente que seu cartão havia sido trocado, isso não a poupou de cair no golpe: enquanto ela falava com seu banco no telefone, para bloquear todos os cartões, foi avisada que mais de R$ 3 mil já haviam sido gastos “em dez minutos”. Confira o depoimento completo de Bagatini:
Caros, fui vítima do golpe da troca de cartão nos bloquinhos de Carnaval. Na hora foi bem difícil encontrar informações sobre o que fazer nesses casos, então vou compartilhar o que aprendi.
Segue o fio.
— Olga Bagatini (@OlgaBagatini) 27 de fevereiro de 2019
Outros usuários da rede social também se manifestaram sobre os golpes no Carnaval
.
Galera. Toda vez que comprarem algo com cartão confiram se estão devolvendo o SEU cartão. Caí num golpe. Fui passar meu cartão e ele foi substituído por um EXATAMENTE IGUAL. O cara deve ter visto eu por a senha e depois foi fazer compras. WAGNE to com teu cartão! BR é BR pic.twitter.com/2wwAHkirW9
— Filipe C Osanai (@c_osanai) 25 de fevereiro de 2019
As maquinhas que facilitam a vida de quem não curte andar com dinheiro, geram espaço pra trambiqueiros
Ontem uma amiga caiu num golpe destes. Pegam seu cartão e devolvem outro. Depois anotam sua senha
Dica: n use cartão na rua #Carnavou
— Felippe Hermes (@Felippe_Hermes) 3 de março de 2019
vc sai de casa sem dinheiro pra ficar só no cartao por questoes de segurança (risco de assalto e perda)
vai usar o cartao e o ambulante tem uma quadrilha junto com ele pra te aplicar um golpeque odio meu Deeeeeus
— branco drama (@adreanu) 27 de fevereiro de 2019
O lance do cartão x ambulantes: tá rolando um golpe em que eles pegam seu cartão e te devolvem outro igual. Como eles te vêem digitar a senha, conseguem fazer saques e compras com os cartões roubados. Amiga minha perdeu R$ 3 mil assim.
— thais fabris (@thatafabris) 27 de fevereiro de 2019
Entenda os tipos mais comuns de golpe no Carnaval e confira dicas para evitar problemas

Divulgação
Segundo a Febraban, o golpe mais comum tem sido esse da troca de cartões: na hora de realizar o pagamento, o vendedor ambulante se aproveita ou provoca alguma distração no cliente para conseguir trocar o cartão por outr qualquer.
Então, ele presta bastante atenção na hora que o consumidor digita sua senha no cartão errado, ou faz, sem que o cliente perceba, com que ele digite a senha no campo de valor, em que aparecem os números digitados, e não asteriscos.
Assim, com a senha e o cartão em mãos, o golpista consegue fazer compras e gastar o dinheiro do cliente até que ele perceba o ocorrido.
Já no golpe da dupla operação ou valor errado, o ambulante pode fingir que a maquininha deu algum problema e diz que o cartão não passou na primeira vez. Então, ele pega outro aparelho e cobra novamente o valor. Também pode acontecer de ele se aproveitar de uma eventual distraçãod e um cliente e cobrar um valor maior do que o devido.
Para evitar esse tipo de fraude, a Febraban lançou um vídeo e até uma marchinha de Carnaval para alertar os foliões sobre os golpes. Instiuições financeiras como Itaú e Santander também já estão avisando seus clientes dos possíveis problemas.
Carnaval, alegria? Para passar os próximos dias com samba nos pés e alegria no rosto, ouça a marchinha sobre os golpes da troca de cartão. Só quem merece ficar triste na quarta-feira de Cinzas é o bandido. pic.twitter.com/l0CseL51as
— FEBRABAN (@FEBRABAN) 1 de março de 2019
Explode coração, na maior felicidade, porque o carnaval está batendo na porta. Para não perder a alegria, nos próximos dias, veja algumas dicas de segurança contra o golpe da troca de cartão, que costuma acontecer em comércios informais mal-intencionados. https://t.co/ZfKtTAPgeP
— FEBRABAN (@FEBRABAN) 1 de março de 2019
O golpe do cartão trocado no carnaval não é lenda do Twitter. Até o Itaú já está avisando no internet banking. pic.twitter.com/9pV7DWxpQ3
— Galileu Nogueira (@galilas) 28 de fevereiro de 2019
Sacolé, gelinho, geladinho, din-dim, você pode pedir de várias formas, mas o importante mesmo é como você vai pagar. Fique atento aos golpes mais aplicados na época do carnaval, como a fraude da troca de cartão. #carnaval
#fraude
pic.twitter.com/Le9QkkzANm— Santander Brasil (@santander_br) 1 de março de 2019
Confira algumas dicas dos bancos para evitar cair nos golpes:
- Fique atento ao seu cartão ao entregá-lo para fazer um pagamento: quando recebê-lo de volta, cheque seu é mesmo o seu nome nele;
- Preste atenção no visor da maquininha: verifique se está digitando a senha na tela certa e se ela não está visível (é preciso que ela esteja aparecendo em forma de asteríscos);
- Desconfie caso o cartão seja passado mais de uma vez na máquina;
- Confira se a compra foi aprovada após digitar a senha e peça o recibo para checar novamente;
- Guarde seus documentos em um lugar seguro.
Apesar de não ser compartilhada pelos bancos, há outra dica para evitar a troca de cartões no Carnaval
que está circulando nas redes sociais: colar um adesivo para que seja mais fácil identificar seu cartão. Veja:
Vc ja preparou o seu cartão pro carnaval?? Cola uma uma fitinha ou um adesivo. Isso ajuda pra n cair no golpe do cartão trocado pic.twitter.com/91tu1PDMhL
— Carol de Marte (@CarolinaMarcial) 1 de março de 2019
Para quem quiser se previnir do golpe do cartão trocado uma boa tática é adesivar o seu cartão de crédito impedindo que consigam facilmente trocá-lo por outro igual. Assim você saberá se é ou não o seu cartão quando te devolverem.
Fiquem ligados! pic.twitter.com/besygQCzH8— Marina (@amarinabarbieri) 1 de março de 2019
eu, com medo de sofrer golpe de troca de cartão, enfiei um adesivo dos peanuts nos meus cartões e agora tenho um cartões dos peanuts (no da renner também vai que roubam pra comprar a camisa escrito RANÇO) pic.twitter.com/QKd0guHdgH
— ?????’ ?????? (@marist0rm) 1 de março de 2019
Pessoas, dica para se prevenir do tal do golpe da troca de cartão no meio do bloquinho:
Coloca um adesivo de cor contrastante no seu cartão, aí até maluco você identifica.
Se seu cartão for um @nubankbrasil
, mete um adesivo amarelo fluorescente e fechou balada ?— Bárbara (@puxeiacordinha) 16 de janeiro de 2018
Economia
Eleições 2026: MDB pode se unir com Republicanos em uma federação. Entenda

Foto- Assessoria
MDB e Republicanos intensificaram conversas sobre se unirem em uma federação. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o Republicanos chegou a discutir a ideia de integrar o grupo de União Brasil e PP, mas desistiu porque seria minoritário na composição. Outra conversa do Republicanos é com o partido que resultará da fusão entre PSDB e Podemos.
Essas negociações, no entanto, ainda precisam aguardar a concretização dessa união para começarem de fato. No MDB, a ideia da federação começou a ser debatida no mês passado, num encontro entre o presidente do partido, Baleia Rossi (MDB), e o do Republicanos, Marcos Pereira, mas ganhou adeptos entre diversas alas do emedebismo após o anúncio da União Progressista.
“A consolidação dessa federação faz com que as pessoas deixem de lado as filigranas do processo e entendam como necessária uma federação”, diz o deputado José Priante (MDB-PA), primo do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Para o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), o partido precisa buscar alianças para se manter como um ator importante na política. “Quem não se federar vai ficar numa divisão inferior, e o MDB é partido de série A, não pode admitir disputar outra série”, afirmou Renan.
Baleia e Marcos Pereira voltaram a se reunir terça-feira passada, em Brasília, para discutir com mais profundidade a federação e os possíveis problemas regionais. Também houve um jantar na quarta, organizado por Priante, com representantes dos dois partidos, como Baleia e o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos).
A concretização da federação MDB-Republicanos tem, entretanto, dificuldades de caráter regionais. No Espírito Santo, por exemplo, onde Ricardo Ferraço (MDB) deve assumir o governo e disputar a reeleição com a renúncia do governador Renato Casagrande (PSB) para concorrer ao Senado, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), é um potencial candidato ao governo contra ele.
Outro Estado complicado é a Bahia, onde o MDB está na vice do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o Republicanos faz parte do grupo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Ainda há problemas em Pernambuco, com o próprio MDB dividido sobre quem apoiará na eleição para governador em 2026, e em Roraima e Paraíba.
Lideranças dos dois partidos, no entanto, entendem que é possível conversar nos próximos meses para superar esses conflitos regionais e que a prioridade é fortalecer os partidos nacionalmente. Se unidos, MDB e Republicanos teriam 15 senadores, a maior bancada da Casa, além de 88 deputados e cinco governadores.
A possível aliança com o partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afasta mais o MDB da possibilidade de apoiar a reeleição de Lula. Tarcísio é cotado como sucessor de Jair Bolsonaro (PL), caso o ex-presidente continue inelegível, mas ele tem a opção também de mudar de legenda e concorrer pelo PL.
Economia
De CLT para CNPJ: números recordes de abertura de empresas no país apontam que trabalhadores estão optando por empreender
Educador aponta necessidade de escolas priorizarem educação que estimule o empreendedorismo e que ajude novas gerações a se prepararem para vencer desafios

O desemprego e a instabilidade financeira certamente foram reflexos amargos produzidos pela pandemia, jogando milhares de trabalhadores num cenário de incerteza e insegurança como poucas vezes visto. O mercado de trabalho sofreu mudanças radicais, trazendo transformações profundas sobre a forma como as pessoas se relacionam com o trabalho e garantem renda. O empreendedorismo, apesar de toda a crise, foi a saída encontrada para muitos.
De acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Economia, em 2020, foram abertas 3.359.750 empresas, um aumento de 6,0% em relação a 2019 e um recorde histórico de abertura de empresas no país. Os dados do governo apontam ainda que 79,3% das empresas abertas no ano passado foram microempreendedores individuais (MEI), número que representa um aumento de 8,4% na abertura de empresas nesse formato, em relação a 2019.
Mas todas essas pessoas que se lançaram formalmente no universo da pessoa jurídica possuem um espírito realmente empreendedor? Estão preparadas para uma mudança de mentalidade radical? Uma boa parcela da população economicamente ativa no Brasil ainda faz parte da geração X, nascida na década de 70 e começo de 1980 para quem a carteira de trabalho e o emprego fixo sempre foram muito importantes. São pessoas que, em geral, não foram preparadas nem tiveram incentivo para empreender, e que só o fazem quando perdem o emprego e se vêem diante de uma condição em que não restam outras alternativas.
As gerações seguintes, mesmo que de forma tímida, já foram mais provocadas e cresceram em contextos sociais e econômicos mais propícios para o desenvolvimento de um espírito empreendedor. Mas educadores e especialistas afirmam que ainda estamos longe de um cenário em que a Educação de crianças e jovens realmente priorize esse desenvolvimento e estímulo ao empreendedorismo. De acordo com o Coordenador Pedagógico da Conquista Solução Educacional, Ivo Erthal, o processo educativo tem por tradição preparar os alunos para a vida, formando pessoas capazes de encontrar soluções para os problemas sociais com postura criativa, ética e independente. “A questão fundamental é como as escolas estão conduzindo esse processo no sentido de apontar, de forma clara, a aplicação prática dos conceitos desenvolvidos em sala de aula. Esse é um dos princípios da Educação Empreendedora: aprimorar habilidades para os jovens desenvolverem autonomia, terem mais confiança para superar adversidades e se sentirem, portanto, preparados para lidar e vencer qualquer desafio”, destaca Erthal.
O educador ressalta ainda que, quando se fala em preparar os jovens para vencer desafios, é importante lembrar também que essa geração precisa ser orientada a perceber que a resiliência é a chave para o sucesso. “Os jovens de hoje estão menos preparados para a frustração, para suportar situações que envolvam conflitos e pressão. Isso precisa ser corrigido para fazer com que os indivíduos, diante das dificuldades e revezes se comportem de forma confiante, otimista e mantenham a capacidade de tomar decisões que levem à resolução dos problemas”, reforça.
A sociedade atual espera que o indivíduo desenvolva a própria trajetória pessoal. É a sociedade do desempenho. O indivíduo tem que ser dono e protagonista da sua história. Mas segundo o educador, nas últimas décadas, a sociedade viveu um modelo disciplinar em que as pessoas apenas seguiam modelos de procedimentos. “A migração dessa realidade para um modelo de atuação com mais iniciativa é algo recente”, pondera. Nesse cenário, o Empreendedorismo e a Educação Financeira escolar tornam-se vitais para impulsionar a inovação de forma permanente. “E quanto mais próxima dessa necessidade estiver a prática escolar, maior será o engajamento do aluno na aprendizagem”, garante.
Segundo ele, para que isso se torne real, não basta apenas atualizar os conteúdos em sala de aula, mas principalmente inovar nas metodologias. “O Design Thinking, a Gameficação, a aprendizagem baseada em projetos e sala de aula invertida precisam fazer parte da rotina de professores e alunos”, reforça o educador. Para ele, os estudantes precisam sair da escola preparados para um mercado de trabalho e um cenário econômico nos quais o autoconhecimento, a autoconfiança e o conhecimento de suas potencialidades permitam que eles desenvolvam senso de liderança, responsabilidade e compromisso social, estando assim prontos para encarar os desafios que empreender requer. “A escola precisa ajudar crianças e jovens a acreditarem que podem executar sonhos, enfrentar riscos e serem bem sucedidos. Essa é a nossa missão”, acrescenta Erthal.
Sobre a Conquista Solução Educacional
A Conquista é uma solução educacional que oferece aos alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio uma proposta de educação e futuro que integra a família, a escola e a comunidade. Com diversos recursos, material didático completo e livros de Empreendedorismo e Educação Financeira, o objetivo da solução é ajudar, de forma consistente, os alunos no processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de suas capacidades. Atualmente, mais de 1700 escolas de todo o Brasil utilizam a solução.
Economia
Energia limpa para a recuperação econômica

Foto: Divulgação
A bioeletricidade produzida a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, uma das vertentes da contribuição do setor, já representa 62% do total de 18,5 gigawatts (GW) da cogeração existente no País de capacidade instalada em operação comercial. Essa possibilidade viabilizou-se pela mecanização da colheita e do plantio, da qual resultaram níveis de sustentabilidade incomparáveis em todo o mundo e que incluiu a capacitação de profissionais para operar equipamentos com alto índice de tecnologia embarcada. O gás natural responde por 17% e o licor negro, 14%. Este é um fluido resultante do processo produtivo da indústria papeleira.
Outra fonte importante de eletricidade é o biogás, cujo potencial no Brasil é de 170.912 GWh (fonte: ABiogás), o maior do mundo. Em volume, 21,1 bilhões de normais metros cúbicos por hora (Nm³/h) advêm do segmento sucroenergético; 6,6 bilhões, de ramos distintos da produção agrícola; 14,2 bilhões, da pecuária; e 2,2 bilhões, do saneamento. Esse combustível, em sua versão purificada, compara-se, em termos energéticos, ao gás natural fóssil, com a vantagem de ser totalmente renovável e ter pegada negativa de carbono.
O etanol de cana-de-açúcar completa o aporte do setor à matriz energética nacional. De acordo com o primeiro levantamento da safra 2021/22 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção será de 27 bilhões de litros. Embora haja uma redução de 9,1% em relação aos 29,7 bilhões referentes à temporada anterior, devido à queda da demanda atrelada às quarentenas e ao distanciamento social, o Brasil continua sendo o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Neste país, porém, a maior parte advém do milho, apresentando maior custo e menor índice energético.
Cabe lembrar que o etanol de cana-de-açúcar é praticamente neutro em emissões de carbono e renovável, além de gerar renda, empregos e ingresso de dólares resultantes da exportação. Somente no primeiro bimestre deste ano, na comparação com igual período de 2020, as vendas externas cresceram 50,9%, alcançando 343,31 milhões de litros, e a receita aumentou 22%, somando US$ 158,22 milhões (fonte: Secex/Ministério da Economia).
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