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Economia

Franchising mantém crescimento no 3º trimestre e bate os R$ 44 bilhões

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O mercado do franchising
brasileiro registrou um crescimento nominal de 6,3% no terceiro trimestre deste ano, ante o mesmo período de 2017. O faturamento passou de R$ 41,850 bilhões para R$ 44,479 bilhões. Considerando-se os últimos 12 meses, a variação positiva foi de 7,0% (R$ 159,826 bilhões para R$ 170,988 bilhões). É o que aponta a Pesquisa Trimestral de Desempenho do Franchising
divulgada pela ABF – Associação Brasileira de Franchising
. Destaque também para a geração de mais de 80 mil postos de trabalho no setor no trimestre.

O índice de abertura de lojas no terceiro trimestre foi de 3%, contra o fechamento de 1,6% das unidades, o que resultou num saldo de 1,4% no período. “A decisão de investimento
está diretamente ligada ao cenário macroeconômico em que ela é realizada. Desta forma, é natural que haja uma diminuição de ritmo as vésperas de um pleito da magnitude que tivemos. Agora, com a definição dos vencedores, esperamos que o movimento de expansão ganhe um novo fôlego”, afirma o presidente da ABF.

Segmentos


Franchising mantém constante de crescimento no 3º trimestre
Reprodução

Franchising mantém constante de crescimento no 3º trimestre

Todos os 11 segmentos
listados pela ABF tiveram desempenho positivo no terceiro trimestre frente ao mesmo período do ano passado. A pesquisa indicou que o segmento com maior crescimento no período foi Entretenimento e Lazer, com alta de 25,2%. A diversificação de serviços, o lançamento de novos formatos de negócios e a expansão em unidades foram os principais fatores que contribuíram com esse avanço. “É importante ressaltar que este segmento é mais recente no franchising e representa 1,3% do setor em faturamento, logo tem bastante espaço para crescer”, explica Vanessa Bretas.

Serviços e Outros Negócios foi o segundo de maior crescimento
, com 10,3%, impulsionado, principalmente, pelos serviços logísticos. O terceiro melhor desempenho
foi registrado em Saúde, Beleza e Bem-Estar, com 9,7%. O segmento cresceu no período, alavancado principalmente pela venda de produtos de higiene e beleza e o desempenho de redes de depilação e outros serviços estéticos.

Alimentação
ficou em 4º lugar (6,7%), graças aos investimentos das redes em promoções, eficiência operacional e novos modelos e canais de venda, principalmente o delivery. O mês de Agosto, com muitos dias úteis, foi especialmente positivo e alancou o desempenho do trimestre.

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Ao observarmos o desempenho
nos últimos 12 meses (4ºTRI2016-3ºTRI2017 X 4ºTRI2017-3ºTRI2018), os segmentos de Entretenimento e Lazer (expansão de 11%), Serviços e Outros Negócios (9,3%), Saúde, Beleza e Bem-Estar (8,5%) e Alimentação (7,4%) também se destacam. Neste período mais longo, Hotelaria e Turismo também aparece com um crescimento expressivo de 8,8%, impulsionado, principalmente, por vendas online.

Projeções para o fechamento do ano

Com este desempenho, a ABF projeta que o crescimento do setor em 2018 deve ser de cerca de 7% em faturamento e de 5% em unidades franqueadas. Já o volume de redes em operação no País deve se estabiliza na casa das 2800 redes.

Sugestão de franquias por setor

Hotelaria e Turismo

Ahoba Viagens

A Ahoba Viagens é uma rede de franquias de agências online de turismo, na qual o franqueado faz o turno que desejar, de casa. O negócio foi fundado em 2014 e conta com 200 unidades franqueadas. O faturamento médio mensal é de 30 mil reais, com lucro médio mensal de 2 mil reais.
Investimento inicial: R$4.400,00 reais
Prazo de retorno: 3 a 12 meses

Educação

SuperGeeks
Fundada em 2014, a SuperGeeks é a primeira e maior escola de Programação e Robótica para crianças e adolescentes do Brasil. A rede atende alunos entre 05 e 17 anos que fazem cursos para aprender Ciência da Computação. Com 5 mil alunos matriculados e mais de 50 unidades em operação no país, a marca inicia seu projeto de expansão dentro e fora do Brasil, e oferece modelos de negócios com investimentos que variam entre R$ 22 mil e R$ 200 mil.
Investimento inicial: a partir de 22 mil reais
Prazo de retorno: 8 meses

Alimentação

Dídio Pizza

Especializados em delivery, a Dídio Pizza está em expansão em São Paulo. Por ano são vendidas 420 mil pizzas nas 24 unidades da rede que tem investido em mudanças e modernização que neste ano resultou na diminuição do investimento inicial. A rede conta espera fechar 2018 com 32. A exemplo das grandes franquias americanas, a rede expande de forma espiral garantindo assim uma logística eficiente de entrega de insumos para os franqueados e também de apoio com consultoria de campo constante. O investimento inicial é de R$265 mil e o faturamento médio mensal é de R$67 mil com rentabilidade de 12%. O retorno do investimento é estimado em 28 meses.
Investimento inicial: a partir de 265 mil reais
Prazo de retorno: 28 meses

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Instituto Gourmet

O Instituto Gourmet é a maior rede de  franquias
especializadas em cursos profissionalizantes na área da gastronomia. Criado para os amantes da culinária, o instituto oferece opções de cursos de curta ou longa duração, com flexibilidade nos horários e foco na interação do aluno. Em 2017, a rede ingressou no franchising fechando o ano com um faturamento de mais de R$ 5 milhões de reais e já conta com 40 unidades, para esse ano a expectativa é de crescimento em 200%.
Investimento inicial: a partir de 250 mil reais
Prazo de retorno: 18 a 24 meses

Serviços e outros negócios

Seguralta
Com mais de 50 anos de mercado, a marca é a maior rede de franquias seguradoras do país – oferece três modelos de negócio com valores de investimento inicial que variam entre R$25 mil e R$120 mil. Os modelos também têm instalação simplificada e a rede oferece inclusive o Home Based, além do Standard e Basic. Somente no primeiro semestre de 2018, inaugurou 121 unidades e comercializou 170 franquias que estão em processo de abertura e inauguração. O faturamento médio mensal varia entre R$50mil e R$100mil conforme o modelo de negócio.
Investimento inicial: a partir de 25 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 24 meses

MTCred
No mercado desde 2008, a MTCred é uma rede especializada em crédito consignado. Com faturamento anual em torno de R$ 15 milhões, a rede já atendeu mais de 600 mil pessoas. A empresa oferece quatro modelos de negócios: Smart MTCred, que custa R$ 14.999,00, MTCred Loja 1 (Cidades de Até 100.000 mil habitantes) R$ 60.000,00, MTCred Loja 2 (Cidades até 200 mil Habitantes) R$ 80.000,00 e MTCred Loja 3 (Cidades acima 200 mil Habitantes) R$ 100.000,00. Com 54 unidades em 22 estados brasileiros, a meta é crescer 30% e conquistar 15 novas unidades ainda neste ano.
Investimento inicial: a partir de 14.999,00 reais
Prazo de retorno: 04 a 08 meses

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Nova Capital
Lançada este ano, a rede Nova Capital é uma franquia de imobiliária que oferece três modelos de negócios que tem investimento entre R$17 mil e R$50 mil: Nova Capital Home, Nova Capital Express e Nova Capital Convencional. No plano de expansão estão as regiões, sul, sudeste e centro oeste. Faturamento médio mensal de 10 à 150 mil reais, conforme modelo de negócio.
Investimento inicial: a partir de 17 mil reais
Prazo de retorno: até 18 meses

Conservação e Limpeza

Mary Help
A rede de franquias Mary Help tem como proposta central fornecer mão de obra de diaristas para serviços em residências e empresas, além do serviço de seleção de profissionais e terceirização de mão de obra. A rede possui mais de 70 unidades franqueadas espalhadas por todas as regiões do país. Investimento total: R$40 a R$60 mil. Faturamento médio mensal é estimado em R$60 mil, mas pode chegar a R$150 mil mês com lucratividade estimada entre de 15% a 25%.
Investimento inicial: a partir de 40 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 24 meses

Automotivo

Super Visão
Franquia pioneira em vistorias automotivas, a Super Visão registra faturamento na casa dos R$ 6 milhões mensais somando as mais de 140 unidades em todo país. Por mês, a rede emite em média 70 mil laudos de vistorias veiculares, o que inclui laudos de transferências e vistorias cautelares. Em seus mais de 12 anos de existência, foram mais de 8 milhões.
A rede quer finalizar 2018 com 164 unidades. O investimento inicial na franquia
é a partir de R$ 190 mil, dependendo da frota de veículos da região. Com retorno de investimento de 24 a 30 meses, faturamento médio de R$ 30 mil, a Super Visão oferece treinamento inicial e todo o suporte para gestão do negócio no dia a dia. A unidade se inicia em um ponto estrategicamente escolhido e pode ser operada com uma equipe enxuta e baixos custos administrativos.
Investimento inicial: a partir de 190 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 30 meses

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Economia

De CLT para CNPJ: números recordes de abertura de empresas no país apontam que trabalhadores estão optando por empreender

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Educador aponta necessidade de escolas priorizarem educação que estimule o empreendedorismo e que ajude novas gerações a se prepararem para vencer desafios

O desemprego e a instabilidade financeira certamente foram reflexos amargos produzidos pela pandemia, jogando milhares de trabalhadores num cenário de incerteza e insegurança como poucas vezes visto. O mercado de trabalho sofreu mudanças radicais, trazendo transformações profundas sobre a forma como as pessoas se relacionam com o trabalho e garantem renda. O empreendedorismo, apesar de toda a crise, foi a saída encontrada para muitos.

De acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Economia, em 2020, foram abertas 3.359.750 empresas, um aumento de 6,0% em relação a 2019 e um recorde histórico de abertura de empresas no país. Os dados do governo apontam ainda que 79,3% das empresas abertas no ano passado foram microempreendedores individuais (MEI), número que representa um aumento de 8,4% na abertura de empresas nesse formato, em relação a 2019.

Mas todas essas pessoas que se lançaram formalmente no universo da pessoa jurídica possuem um espírito realmente empreendedor? Estão preparadas para uma mudança de mentalidade radical? Uma boa parcela da população economicamente ativa no Brasil ainda faz parte da geração X, nascida na década de 70 e começo de 1980 para quem a carteira de trabalho e o emprego fixo sempre foram muito importantes. São pessoas que, em geral, não foram preparadas nem tiveram incentivo para empreender, e que só o fazem quando perdem o emprego e se vêem diante de uma condição em que não restam outras alternativas.

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As gerações seguintes, mesmo que de forma tímida, já foram mais provocadas e cresceram em contextos sociais e econômicos mais propícios para o desenvolvimento de um espírito empreendedor. Mas educadores e especialistas afirmam que ainda estamos longe de um cenário em que a Educação de crianças e jovens realmente priorize esse desenvolvimento e estímulo ao empreendedorismo. De acordo com o Coordenador Pedagógico da Conquista Solução Educacional, Ivo Erthal, o processo educativo tem por tradição preparar os alunos para a vida, formando pessoas capazes de encontrar soluções para os problemas sociais com postura criativa, ética e independente. “A questão fundamental é como as escolas estão conduzindo esse processo no sentido de apontar, de forma clara, a aplicação prática dos conceitos desenvolvidos em sala de aula. Esse é um dos princípios da Educação Empreendedora: aprimorar habilidades para os jovens desenvolverem autonomia, terem mais confiança para superar adversidades e se sentirem, portanto, preparados para lidar e vencer qualquer desafio”, destaca Erthal.

O educador ressalta ainda que, quando se fala em preparar os jovens para vencer desafios, é importante lembrar também que essa geração precisa ser orientada a perceber que a resiliência é a chave para o sucesso. “Os jovens de hoje estão menos preparados para a frustração, para suportar situações que envolvam conflitos e pressão. Isso precisa ser corrigido para fazer com que os indivíduos, diante das dificuldades e revezes se comportem de forma confiante, otimista e mantenham a capacidade de tomar decisões que levem à resolução dos problemas”, reforça.

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A sociedade atual espera que o indivíduo desenvolva a própria trajetória pessoal. É a sociedade do desempenho. O indivíduo tem que ser dono e protagonista da sua história. Mas segundo o educador, nas últimas décadas, a sociedade viveu um modelo disciplinar em que as pessoas apenas seguiam modelos de procedimentos. “A migração dessa realidade para um modelo de atuação com mais iniciativa é algo recente”, pondera. Nesse cenário, o Empreendedorismo e a Educação Financeira escolar tornam-se vitais para impulsionar a inovação de forma permanente. “E quanto mais próxima dessa necessidade estiver a prática escolar, maior será o engajamento do aluno na aprendizagem”, garante.

Segundo ele, para que isso se torne real, não basta apenas atualizar os conteúdos em sala de aula, mas principalmente inovar nas metodologias. “O Design Thinking, a Gameficação, a aprendizagem baseada em projetos e sala de aula invertida precisam fazer parte da rotina de professores e alunos”, reforça o educador. Para ele, os estudantes precisam sair da escola preparados para um mercado de trabalho e um cenário econômico nos quais o autoconhecimento, a autoconfiança e o conhecimento de suas potencialidades permitam que eles desenvolvam senso de liderança, responsabilidade e compromisso social, estando assim prontos para encarar os desafios que empreender requer. “A escola precisa ajudar crianças e jovens a acreditarem que podem executar sonhos, enfrentar riscos e serem bem sucedidos. Essa é a nossa missão”, acrescenta Erthal.

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Sobre a Conquista Solução Educacional

A Conquista é uma solução educacional que oferece aos alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio uma proposta de educação e futuro que integra a família, a escola e a comunidade. Com diversos recursos, material didático completo e livros de Empreendedorismo e Educação Financeira, o objetivo da solução é ajudar, de forma consistente, os alunos no processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de suas capacidades. Atualmente, mais de 1700 escolas de todo o Brasil utilizam a solução. 

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Economia

Energia limpa para a recuperação econômica

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Foto: Divulgação

O risco de racionamento de eletricidade decorrente da falta de chuvas este ano, fator agravante da crise provocada pela Covid-19, alerta para a necessidade de ampliar a diversificação da matriz energética nacional, reduzindo a dependência das usinas hidrelétricas. Nesse sentido, é relevante a contribuição do setor sucroalcooleiro, cujas fontes têm grande potencial, são renováveis e apresentam baixos índices de emissão de carbono, com reconhecidos ganhos ambientais.

A bioeletricidade produzida a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, uma das vertentes da contribuição do setor, já representa 62% do total de 18,5 gigawatts (GW) da cogeração existente no País de capacidade instalada em operação comercial. Essa possibilidade viabilizou-se pela mecanização da colheita e do plantio, da qual resultaram níveis de sustentabilidade incomparáveis em todo o mundo e que incluiu a capacitação de profissionais para operar equipamentos com alto índice de tecnologia embarcada. O gás natural responde por 17% e o licor negro, 14%. Este é um fluido resultante do processo produtivo da indústria papeleira.

Outra fonte importante de eletricidade é o biogás, cujo potencial no Brasil é de 170.912 GWh (fonte: ABiogás), o maior do mundo. Em volume, 21,1 bilhões de normais metros cúbicos por hora (Nm³/h) advêm do segmento sucroenergético; 6,6 bilhões, de ramos distintos da produção agrícola; 14,2 bilhões, da pecuária; e 2,2 bilhões, do saneamento. Esse combustível, em sua versão purificada, compara-se, em termos energéticos, ao gás natural fóssil, com a vantagem de ser totalmente renovável e ter pegada negativa de carbono.

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O etanol de cana-de-açúcar completa o aporte do setor à matriz energética nacional. De acordo com o primeiro levantamento da safra 2021/22 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção será de 27 bilhões de litros. Embora haja uma redução de 9,1% em relação aos 29,7 bilhões referentes à temporada anterior, devido à queda da demanda atrelada às quarentenas e ao distanciamento social, o Brasil continua sendo o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Neste país, porém, a maior parte advém do milho, apresentando maior custo e menor índice energético.

Cabe lembrar que o etanol de cana-de-açúcar é praticamente neutro em emissões de carbono e renovável, além de gerar renda, empregos e ingresso de dólares resultantes da exportação. Somente no primeiro bimestre deste ano, na comparação com igual período de 2020, as vendas externas cresceram 50,9%, alcançando 343,31 milhões de litros, e a receita aumentou 22%, somando US$ 158,22 milhões (fonte: Secex/Ministério da Economia).

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Economia

Aceleração da vacinação traz indícios de retomada na economia e no turismo

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Foto:Assessoria

Operadora de viagens prevê aumento de 35% nas vendas impulsionadas por vacinados no segundo semestre

Em mais de um ano de pandemia mundial, são muitos os setores que foram afetados economicamente. Dentre eles, o turismo, que engloba hotelaria, agências, operadoras, eventos, alimentação e outros. Com a vacinação avançando no Brasil, a procura de destinos nacionais para viagens têm demonstrado, de maneira gradativa, indícios de melhoras. Para aqueles que estão na considerada “melhor idade”, após as duas doses, o retorno nas programações de viagens é uma possibilidade mais segura. Notícia positiva para o setor e para os amantes do turismo.

Na economia não é diferente, o economista José Pio Martins, sugere que a expectativa é de que a retomada das atividades econômicas aconteça em um ritmo mais acelerado a partir do mês de agosto. “Já é possível perceber, diante da aceleração da vacinação, alguns indícios positivos. As taxas de juros estão estabilizadas, dólar em queda e bolsa de valores batendo recordes históricos”, afirma. O professor ainda comenta que, diante desse cenário, setores como o de turismo, que possui uma das economias mais complexas, segue o caminho de retomada também.

Praticamente metade da população brasileira com mais de 60 anos já está vacinada. “Essa movimentação traz ânimo para o setor, e nos leva a crer que o turismo nacional vai se fortalecer ainda mais até o final deste ano”, aponta o diretor da Serra Verde Express, Adonai Aires de Arruda Filho. A empresa atua com receptivos e opera trens turísticos no Paraná e em São Paulo. Segundo Arruda Filho, a previsão é que, a partir de julho, a procura de pessoas da terceira idade por passeios turísticos, após as duas doses de vacinação, tenha um aumento de 35%.

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Do lado das operadoras de turismo, o surgimento do “turismo de vacinação” e a alta demanda da procura por destinos nacionais foram responsáveis pelos bons resultados adquiridos no primeiro semestre de 2021. “No mês de maio, tivemos excelentes resultados e, em junho, melhores ainda. Com a categoria cunhada de ‘turismo de vacinação’, vendemos muitos pacotes para brasileiros buscarem a imunização fora do Brasil”, afirma o gerente geral da BWT Operadora, Gabriel Cordeiro. Ele ainda ressalta que, para o segundo semestre, a expectativa permanece em alta, principalmente com o avanço da vacinação no Brasil e a abertura gradual de outros países para os brasileiros.

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