Política MT
Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal é foco de debate sobre metas físicas da Saúde
Foto: Karen Malagoli
A Assembleia Legislativa, por intermédio da Comissão de Fiscalização de Acompanhamento da Execução Orçamentária, realizou audiência pública nessa quarta-feira (29) para debater as metas físicas do 1º quadrimestre da Secretaria de Estado de Saúde (SES), de 2018.
Apesar de o governo ter superado algumas metas no primeiro semestre deste ano como, por exemplo, a ampliação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com a criação de cinco novos leitos (a partir de 2015, o estado já conta com 205 leitos de UTIs), o foco do debate foi o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef).
De acordo com a assessora técnica da SES, Florinda Lafaete Lopes, Mato Grosso arrecadou com o Feef, em julho deste ano, R$ 14.768 milhões. Desse valor, 90% foram aportes para o pagamento de dívidas com a saúde pública. Cerca de R$ 2,3 milhões foram repassados para Cuiabá e mais R$ 568 mil para o município de Rondonópolis.
Para a atenção primária, de acordo com Florinda Lopes, os valores repassados aos municípios mato-grossenses foram de R$ 4,8 milhões. Para a farmácia básica o governo destinou a quantia de R$ 741 mil.
Florinda Lopes disse que esses recursos foram divididos da seguinte forma: Hospitais filantrópicos com 20%; farmácia básica com 10% e à atenção primária 20%. Os outros 50% ficam disponíveis para ações da SES.
De acordo com a presidente interina do Sindicato dos Servidores Públicos de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), Ana Cláudia Machado, os números apresentados pelo governo destoam da realidade enfrentada no dia a dia pelo cidadão mato-grossense, que depende dos serviços de saúde ofertados pelo estado.
Para exemplificar sua fala, citou o Hospital Regional de Rondonópolis que se encontra em situação precária, tanto no setores de infraestrutura, quanto de pessoal. “O prédio está sucateado. Não há, por exemplo, remédios para pacientes e luvas para médicos e enfermeiros. Vários servidores estão dormindo no chão. Isso foi constatado e notificado ao governo. Mas nada foi feito”, conta Ana Cláudia.
Ela disse ainda que há vários anos o governo não investe na saúde e que o orçamento da pasta é destinado apenas para o custeio. “Não há ambulâncias nos hospitais. O índice de mortalidade infantil indígena cresce a cada ano. Na grande maioria dos hospitais não existe mamografias. Os aparelhos de tomografias estão quebrados. O cidadão sofre para ser assistido pelo estado”, disse.
A presidente afirmou que o governo não realiza concurso público há 16 anos. Segundo Ana Cláudia, cerca de 200 servidores aposentam todos os anos. Na pasta existem mais de dois mil servidores contratados. “Há quatro anos, o Sisma vem batendo na mesma tecla, apontando essas irregularidades. Não aguento mais”, disse a sindicalista.
Na defesa do governo, Wilson Santos disse que os recursos já arrecadados pelo Fundo Estadual de Estabilização Fiscal já foram destinados para os hospitais filantrópicos, à Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, de Rondonópolis, Hospital de Câncer em Cuiabá, Hospital Santa Helena da Capital, Hospital Universitário de Cuiabá e o Instituto Lions da Visão.
Hoje, a dívida (saúde) que o governo tem com os municípios mato-grossenses chega a cifra de R$ 123 milhões. Desse total, R$ 32 milhões são de 2016. Os outros R$ 90 milhões são de 2018, que começam a ser quitados pelo governo a partir de setembro.
“As dívidas do Estado com os hospitais eram da ordem de R$ 300 milhões. No final do mandato, ela diminuiu e está em torno de R$ 90 milhões. Durante quatro anos, o governo conseguiu pagar mais de R$ 200 milhões. Em relação ao Feef, sabíamos que não seria suficiente. Até porque parte dele vai para os municípios fazerem investimentos", disse Santos.
Esta é a quarta audiência pública realizada pela Comissão de Fiscalização da Assembleia Legislativa com quatro Secretarias de Estado (Educação, Cidades, Infraestrutura e Logística e por último a de Saúde) para a apresentação das metas físicas do 1º Quadrimestre de 2018. Os debates são uma obrigação imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – aprovada em 2000, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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