Mato Grosso
Governador confirma mais 33 escolas de alto padrão, com piscina, até final de 2026

Durante a entrega de duas escolas estaduais em Sorriso, na manhã desta segunda-feira (06.10), o governador Mauro Mendes confirmou a construção de mais 33 escolas no modelo do Colégio Estadual Integrado (CEI), com estrutura de alto padrão, incluindo piscina, até o final de 2026.
“Essa aqui é a sexta escola no modelo de Colégio Estadual Integrado que entregamos em Mato Grosso. Já contratamos mais 33, todas nesse padrão: salas climatizadas, laboratórios, piscina, qualidade de verdade”, afirmou o governador.
Com investimento superior a R$ 24,9 milhões, as escolas entregues pelo Governo do Estado em Sorriso vão beneficiar mais de 2.800 alunos da rede estadual.
A principal unidade inaugurada foi o CEI 06 – Escola Estadual Militar Tiradentes Cabo Antônio Dilceu da Silva Amaral, o primeiro colégio integrado da cidade. A estrutura passou por reforma e ampliação, totalizando R$ 17,1 milhões em investimentos.
O espaço conta com 24 salas de aula, piscina, quadra coberta com vestiários, laboratórios modernos, espaços administrativos e salas climatizadas, com capacidade para atender 1.440 alunos em dois turnos.
A outra entrega foi da Escola Estadual 13 de Maio, que também passou por reestruturação e ampliação. Agora com 24 salas de aula (16 reformadas e 8 novas), a unidade poderá atender 1.440 estudantes, com nova quadra, banheiros acessíveis e pórtico padrão. O investimento foi de R$ 7,7 milhões.
Mauro lembrou os estudantes que essa realidade de novas escolas, estrutura de ponta, laboratórios, chromebooks, uniformes, possibilidade de intercâmbio e material didático de primeira não existia há alguns anos.
“Muitos de nós estudamos a vida toda em escola pública e não tivemos acesso a isso. Por isso, aproveitem. Na vida, a gente se transforma por três coisas: as referências que temos, as oportunidades que recebemos e as escolhas que fazemos. E essa escola representa uma grande oportunidade. Usem isso para mudar a vida de vocês, assim como aproveitei o ensino público para mudar a minha”, relatou.
Mauro Mendes também registrou a importância dos profissionais da rede estadual de ensino para essas conquistas, não só em estrutura, mas no avanço do ensino. “É pelo esforço de todos que saímos da 22ª colocação e hoje somos a 8ª melhor educação do país, com meta de chegar entre as cinco. Parabéns a todos os professores, professoras, alunos e servidores da educação”, completou.
Também participaram do evento o vice-governador Otaviano Pivetta, o prefeito de Sorriso Alei Fernandes e os secretários de Estado Alan Porto (Educação) e Laice Souza (Comunicação).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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