Mato Grosso
Governador e ministro definem roteiro da tocha olímpica
Mato Grosso será um dos estados que receberão a tocha olímpica no próximo ano. Um dos principais símbolos dos Jogos Olímpicos, que em sua próxima edição acontecerá no Rio de Janeiro, a tocha passará pelas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. O nome dos mato-grossenses que farão parte do revezamento ainda serão definidos e apesar da chama passar por três municípios, representantes do esporte e cultura de todas as regiões mato-grossenses poderão ser escolhidos para fazerem parte deste momento histórico. Nesta quinta-feira (03.12) o Ministro do Esporte, George Hilton, esteve em Cuiabá juntamente com representantes do Comitê Organizador da Rio 16 para discutirem como será organizado o revezamento da tocha.
A escolha dos participantes será realizada pelos patrocinadores Coca-cola, Nissan e Bradesco, por meio de um cadastro feito nos sites oficiais das empresas. Porém, o ministro explicou que está sendo conversado com o governador e prefeitos para que eles indiquem personalidades do mundo esportivo e da cultura mato-grossense. “A passagem da tocha dará a Mato Grosso a oportunidade de mostrar as belezas naturais e potenciais econômicos para o mundo, um estado que contribui para o crescimento da nação. O Brasil vai mostrar mais uma vez que tem condições de receber eventos esportivos de grande porte. Vamos mostrar que temos metas e objetivos que multiplicam nossos valores e riquezas e que não estamos presos a nenhuma crise. Faremos uma festa bonita, animada que mostra toda a história e paixão de nosso povo”.
Aproveitando o clima da festa mundial, o ministro quer nacionalizar as Olimpíadas e levar equipamentos e centros esportivos a todo o país até agosto do próximo ano. Segundo Hilton, o governo Federal planeja entregar cinco centros de iniciação esportiva em Mato Grosso. As cidades contempladas serão Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Cáceres. Estas estruturas serão adaptadas para até 20 modalidades, sendo 13 olímpicas, seis paralímpicas e uma não olímpica. “Além dos centros de iniciação esportiva entregaremos a pista de atletismo que está sendo preparada na Universidade Federal e servirá tanto para os atletas treinarem, como para eventos nacionais e internacionais e para o uso de atividade física por parte da população”.
Serão dois dias de muita festa em que cidadão mato-grossense verá a tocha carregada por personalidades do esporte e figuras significativas para a sociedade, comemorou Taques. O governador afirmou que o evento será importante para mostrar nossa história e diversidade cultural para o mundo. “As Olimpíadas é um evento de repercussão mundial e com a passagem da tocha mostra que Mato Grosso está sendo cada vez mais reconhecido internacionalmente. Poderemos propagar para o mundo nossas potencialidades”.
No encontro com o ministro, Taques fez dois pedidos especiais. Um é para o que a pista do Centro de Treinamento localizado na Universidade Federal de Mato Grosso possa receber uma prova internacional esportiva, para que o estado mostre a capacidade de organizar eventos de grande porte no atletismo. O outro pedido é que Mato Grosso tenha um espaço para mostrar suas potencialidades durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, ideia elogiada pelo ministro.
Em Chapada será feita uma programação diferenciada para que a tocha passe pelos pontos turísticos locais. O secretário adjunto de turismo Luis Carlos Nigro aproveitará a vinda de representantes do comitê Rio 16 para conversar sobre a possibilidade de a tocha passar pelos municípios de Nobres e Poconé, e na Transpantaneira. Outras reuniões serão realizadas ao longo do desta quinta-feira para discutir a logística e a segurança do revezamento da tocha em Mato Grosso. Também participaram do evento Olavo Noleto, Secretário de Assuntos Federativos da Presidência, General Marco Aurélio Costa Vieira, membro diretor do Comitê Organizador da Rio 2016, Adirson de Castro, paratleta mato-grossense e os prefeitos Mauro Mendes, de Cuiabá, Lucimar Campos, de Várzea Grande e Lisu Koberstain, de Chapada dos Guimarães.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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