Mato Grosso
Governador e secretário vistoriam obra do Hospital Central: “Estamos na reta final”
O governador Mauro Mendes afirmou que as obras do Hospital Central em Cuiabá já estão “na reta final”.
Mauro e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, vistoriaram o local na manhã desta sexta-feira (28.07). Também estiveram na agenda a secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza, e a equipe técnica responsável pela obra – 92% concluída.
“Essa obra ficou paralisada durante 34 anos. Era um prédio de sete andares, 9 mil m² de construção e agora nós estamos caminhando para a reta final de um belíssimo e moderno hospital com 32 mil m². Se Deus quiser, vai ser o maior e melhor hospital do estado de Mato Grosso”, afirmou o governador.
Na visita, Mauro e Gilberto também reuniram toda a equipe técnica responsável para agradecer o andamento dos trabalhos e incentivar a dar um “gás” agora que a obra está nos últimos ajustes.
“Faltam apenas alguns meses para concluir a obra, e já começamos o trabalho de outras equipes importantes. Estamos iniciando a aquisição de equipamentos, de mobiliários, de utensílios. Serão dezenas e dezenas de licitações para comprar milhares de itens que compõem o hospital, que terá equipamentos de ponta para atender a população e salvar vidas”, registrou.
De acordo com o secretário Gilberto Figueiredo, a previsão é que já no próximo ano o hospital seja entregue à população, totalmente equipado.
“Chamamos as nossas equipes para que eles saibam a importância que tem a atividade que cada um exerce. Queremos deixar tudo pronto para fechar com chave de ouro no ano que vem essa entrega à população”, declarou.
Andamento das obras
As obras de construção do Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, já estão 92% concluídas. A unidade hospitalar, que será a maior de Mato Grosso, irá atender as demandas de alta complexidade em saúde e receberá investimentos na ordem de R$ 184,5 milhões.
Na obra, estão em andamento os serviços de infraestrutura hidros sanitários, elétrica de baixa tensão e média tensão, cabeamento estruturado, rede de água fria e dutos de ar condicionado, pele de vidro, divisórias, bancadas, louças, pintura, asfalto, grupo de geradores, combate a incêndio, rede de gás medicinal, elevadores, casa de máquinas, revestimento de piso e parede, forro e iluminação.
A unidade terá capacidade para oferecer 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e 1.400 exames por mês. O novo projeto prevê 10 salas cirúrgicas, 60 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 230 leitos de enfermaria. Além disso, a unidade de alta complexidade vai dispor um total de 290 leitos voltados para o atendimento de toda a população mato-grossense.
Dentre as especialidades previstas para o Hospital Central estão cardiologia, neurologia, vascular, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, infectologia e cirurgia geral.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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