Mato Grosso
Governador firma convênio para asfaltar o 1º Distrito Industrial de Rondonópolis
O governador Mauro Mendes assinou convênio com o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, para fazer o asfalto e drenagem de todo o 1º Distrito Industrial da cidade.
A assinatura ocorreu na manhã desta sexta-feira (01.07), e contou com a presença do deputado estadual Max Russi, do secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, e do secretário de Governo de Rondonópolis, Paulo José.
“Acabamos de acertar mais uma parceria para asfaltar, melhorar e fazer a drenagem do Distrito Industrial antigo, do 1º Distrito Industrial, que está com uma infraestrutura muito ruim. Serão investidos R$ 68 milhões: o Governo do Estado vai entrar com R$ 50 milhões, a Prefeitura com R$ 18 milhões”, relatou o governador.
Também ficou acertada a parceria para a construção de casas populares a famílias carentes, que não possuem condições sequer de pagar uma prestação.
“Vamos repassar recursos para comprar material de construção, e a Prefeitura vai entrar com terreno, com mão de obra. E outra parceria importante é a entrega de lâmpadas de LED para a Prefeitura, que também está comprando lâmpadas, e assim poderemos ter Rondonópolis 100% com LED”, afirmou Mauro Mendes.
O prefeito José do Pátio lembrou que o Governo de Mato Grosso já tem feito outras parcerias em prol de melhorar a infraestrutura de Rondonópolis, a exemplo do convênio de R$ 63 milhões para o asfalto novo no Distrito Vetorasso, obra que já está em andamento e que também possui recursos do de emendas do senador Carlos Fávaro.
“Recentemente o governador inaugurou a W-11, com a ponte, dando um novo acesso à cidade de Rondonópolis. Também fizemos a parceria do Distrito Vetorasso e agora vem a parceria do Distrito de Rondonópolis. São várias parcerias e Rondonópolis precisa disso. Essa atitude do governador contribui para esse momento delicado da cidade. Precisamos de infraestrutura e o governador está ajudando com investimentos”, ressaltou.
Pátio também registrou que Governo de Mato Grosso tem ajudado Rondonópolis na área social. Já foram entregues mais de 12 mil cestas básicas, 9.400 cobertores e 4.010 famílias estão sendo assistidas pelo cartão Ser Família Emergencial.
“Não posso deixar de falar das parcerias sociais. A Dona Virginia está sempre em Rondonópolis nos ajudando com a minha esposa, a Dona Neuma”, finalizou.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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