Mato Grosso
Governador: “Vamos cobrar e ajudar o Governo Federal a tirar a obra da BR-158 do papel”
O governador Mauro Mendes afirmou que irá “cobrar e ajudar” o Governo Federal a tirar do papel a obra da BR-158 no Araguaia, que é pedida há anos pela população da região.
Mauro Mendes participou do XI Fórum Político Dinâmica de Empreendimentos, em Porto Alegre do Norte, na manhã desta sexta-feira (28.04), e também da inauguração do parque de exposições do município., eventos que também contaram com a presença do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa.
O trecho de 120 km da BR-158 que precisa ser executado contorna a reserva Marãiwatsédé, cortando os municípios de Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada e Alto Boa Vista, e há anos não consegue liberação. Com isso, os caminhoneiros sofrem com atoleiros, buracos e congestionamentos.
“Vamos cobrar, torcer e ajudar para que a BR-158 saia do papel e vire uma realidade. Não dá para perder mais tempo do que já perdemos, e tendo mais sofrimento do que já teve”, relatou.
A cobrança para as obras, de acordo com o governador, já ocorre desde a primeira gestão, em 2019. E agora, com o novo Governo Federal, Mauro Mendes inseriu a obra como prioritária ao presidente Lula e já fez várias reuniões para tratar do assunto junto ao ministro dos Transportes, Renan Filho, além
“Fazer o contorno da BR-158 vai encarecer a obra, vai gastar mais óleo diesel, pneu, mais acidente e também vai passar por uma região mais difícil. Porém, se o Governo Federal conseguir a licença, o Governo de Mato Grosso pode fazer a obra por dentro. Mas se for por fora, vamos cobrar para que a obra saia. Acredito que o ministro Renan Filho vai fazer essa obra sair das velhas e antigas promessas e vamos ajudar o Governo Federal naquilo que pudermos”, destacou.
O governador registrou que continuará a fazer fortes investimentos na infraestrutura e logística do Araguaia, para que a região se desenvolva ainda mais.
“O Araguaia vai continuar recebendo a mesma atenção que tem recebido. Colocamos mais de 100% do que arrecadamos no Fethab para a infraestrutura, fazendo 2500 km de chão virar asfalto em quatro anos. Vamos bater a própria meta e faremos mais de 3000 km de asfalto nos próximos anos”, adiantou.
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, elogiou o trabalho do Governo de Mato Grosso para alavancar a Infraestrutura.
“Admiramos o que ele [Mauro] faz na Infraestrutura e o quanto ele fez de rodovias em Mato Grosso. É impressionante o Governo do Estado ter feito quase 3000 km de estradas com recursos próprios. Nós sabemos a força do seu governo. Temos que fazer política para servir bem às pessoas e vamos trabalhar juntos, trabalhando a integração entre Mato Grosso e Tocantins”, afirmou.
Para Neurilan Fraga, presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, o Araguaia passou a viver um marco após os investimentos feitos pela atual gestão, a exemplo da entrega da Ponte sobre o Rio das Mortes e o asfalto da MT-100.
“Em quatro anos o senhor mudou a cara do vale do Araguaia. Era o Vale dos Esquecidos e hoje é a região mais lembrada do governo. E nos próximos quatro anos o senhor vai mudar ainda mais, porque o estado tem as contas equilibradas”, frisou.
Também participaram do evento: o vice-governador Otaviano Pivetta; o senador Wellington Fagundes; a deputada federal coronel Fernanda; os deputados estaduais Dr. Eugênio, Elizeu Nascimento e Roni Magnani; os secretários estaduais coronel César Roveri (Segurança) e Laice Souza (Comunicação); comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes; e prefeitos de toda a região.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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