Mato Grosso
Mulheres da MTI são homenageadas em celebração especial
Uma celebração especial marcou a manhã desta sexta-feira (10.05) para as mulheres da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI). Elas participaram de uma palestra sobre o Poder da Imagem e também foram homenageadas pelo Dia Das Mães, celebrado no próximo domingo (12), com a entrega de brindes e um delicioso café da manhã.
Na abertura do evento, o presidente-interino da MTI, Kleber Geraldino, destacou a importância das mulheres no ambiente de trabalho e especialmente na sua vida pessoal. Ele lembrou da sua própria história de vida com sua mãe e com sua avó, que não chegou a conhecer, mas que exerceu sobre ele grande influência.
“Todos gostavam dela [avó] e minha mãe colocou o sobrenome dela em mim. Tudo que minha mãe me ensinou foi porque minha avó ensinou minha mãe. Tenho minha avó no coração e também do meu lado. Minha mãe é meu espelho, vida e porto seguro e sempre cuidou de mim do mesmo jeito que minha avó cuidou dela. Devo tudo que sou a elas”, afirmou, muito emocionado.
Kleber destacou ainda o papel da sua mãe para a tomada da decisão de conduzir o trabalho da MTI, neste momento em que a empresa busca a viabilidade econômica. “Minha mãe disse: vai e tenta reverter a situação que foi colocada ali na MTI, lá tem seus amigos. E sempre falo para os meus amigos: nunca duvide de sua mãe, pois elas sempre têm razão. A mãe é aconchego, conselho, carinho e colo que você precisa para ter paz. Por isso, obrigada por todas vocês existirem e por fazerem parte da minha vida”, disse.

Durante o evento, as mulheres da empresa participaram de uma palestra sobre o Poder da Imagem, realizada pela consultora de imagem e estilo e coaching, Tatiane Salles. Ela explicou sobre como a imagem tem papel fundamental na comunicação não-verbal e como mudanças simples podem ajudar as pessoas a economizar tempo na escolha do que vestir, dinheiro na seleção do que comprar e aumentar a autoestima.
“O poder da imagem é um piscar de olhos em que você olha para a pessoa e tem o pré-julgamento de quem ela é e do que ela representa. Nesse piscar de olhos, que é o momento em que as pessoas também te julgam quando te olham, e a maneira com que você se veste, comunica quem você é. E você precisa saber quem você quer ser e o estilo que você tem”, disse.
Tatiane Salles explicou ainda como funciona a consultoria de imagem e estilo para orientar as pessoas na melhoria da imagem pessoal e profissional, através do autoconhecimento. A consultoria, segundo Tatiane, consiste em trabalhar não apenas moda, mas a essência de cada um através da descoberta e análise de coloração pessoal, estilo e biótipo.
Depois disso, segundo Tatiane, é realizada uma triagem nas peças que as pessoas já têm e separadas aquelas que não combinam com o estilo delas. Na sequência, é realizado o personal shopper, que é a compra de roupas que são essenciais ter e, por fim, a montagem de looks.
“Cada pessoa tem as cores que valoriza e isso faz diferença na maneira com que vai se comunicar. E é isso que a consultoria de imagem vem trazer para as pessoas. É você ser para vestir. Não é vestir moda, mas vestir quem é você. Fazer da sua imagem seu cartão de visita”, disse.

Tatiane ainda deu dicas de peças consideradas “coringas” para todos os estilos e não apenas para o uso no dia-dia, como também para uso no ambiente profissional – e como elas podem realçar a beleza de cada pessoa, mesmo que no ambiente de trabalho.
“Quem carrega a imagem da empresa são vocês. Quem entra na empresa, para uma reunião ou um serviço, ela vai fazer a análise sobre a empresa a partir dos funcionários. Por isso, os funcionários devem saber se comportar e se vestir de maneira adequada. E não estou falando de certo ou errado, mas do que é coerente e faz sentido para você”, afirmou.
Após a palestra, as mulheres puderam tirar dúvidas sobre como se vestir, de como realizar combinações e de quais os modelos de roupas indicados para cada biótipo. Além disso, Tatiane Salles sorteou um vale-consultoria de análise de coloração pessoal para uma das mulheres presentes no evento.
Também foram realizadas diversas dinâmicas com as mulheres e entregues vários brindes como reconhecimento não apenas pelo Dias da Mães, mas especialmente pelo papel que todas desempenham na empresa e na área de tecnologia. O evento se encerrou com um delicioso café da manhã feito especialmente para as mulheres.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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