Mato Grosso
Governo abre inscrições para pós-graduação em Direito e Gestão Pública
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento e Gestão, abriu inscrições para o curso de Pós-graduação Lato Sensu em Direito Administrativo Constitucional e Gestão Pública Estadual. Os servidores interessados têm até o próximo dia 27 para se inscreverem. Serão ofertadas 50 vagas.
A parceria inédita entre a Escola de Governo e Fundação Escola Superior do Ministério Público (FESMP-MT) proporcionará aos servidores atuarem em prol de melhorias na gestão pública, desenvolvendo e aprimorando competências e habilidades essenciais para articular, gerir e pensar a ação governamental de forma eficiente, estratégica e inovadora.
O curso não terá nenhum custo e é mais uma das ações de governo em prol da qualificação dos servidores com vistas a melhorar a eficiência da máquina pública, já que um servidor mais qualificado presta serviços de excelência à população.
De acordo com o titular da Seplag, Basílio Bezerra, essa pós-graduação faz parte da nova perspectiva adotada por esta gestão, na qual a melhora dos serviços prestados à sociedade está diretamente vinculada ao nível de eficiência das instituições públicas, e a qualificação dos servidores é um dos principais pilares.
“É necessário que o servidor desenvolva uma visão ampla do lugar que ocupa na administração, pois essa percepção de atuação frente ao todo irá transformar sua maneira de pensar e, por conseguinte, de agir, maximizando os benefícios e rendimentos de sua atividade, e consequentemente prestando melhores serviços à população”.
O curso será realizado de maneira híbrida – presencial e online -, composto por 20 disciplinas obrigatórias e atividades extracurriculares. A duração será de 12 meses, com carga horária total de 360 horas. Cerca de 90% do quadro de professores são de mestres e doutores.
Para participar da seleção o candidato deverá fazer a inscrição, no portal da Escola de Governo, atendendo aos critérios definidos no edital (Clique aqui para acessar). Poderão participar da seleção servidores públicos efetivos ativos do Poder Executivo, com nível superior completo reconhecido pelo MEC, em qualquer área de formação.
Entre os critérios de seleção estão a análise da documentação e o coeficiente de notas do histórico escolar do curso superior apresentado pelo servidor.
O resultado da seleção será divulgado no próximo dia quatro e a previsão de início é 22 de abril. As aulas presenciais serão ministradas nas dependências da FESMP-MT e da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) com frequência de até dois finais de semana por mês, as sextas-feiras à noite e aos sábados nos periodos matutino e vespertino.
O curso
A especialização contemplará o estudo do direito constitucional administrativo e da gestão pública a partir da análise crítica de ambas as estruturas principiológicas e normativas, considerando os fundamentos teóricos e consequentes implicações práticas definidas no contexto das disciplinas que integram a grade curricular.
A pós reafirmará as premissas constitucionais com ênfase no Direito Constitucional em relação ao sistema jurídico, bem como o aprendizado das questões jurídicas complexas e as perspectivas jurídicas de soluções constitucionalizadas.
O curso também irá rever o direito administrativo contemporâneo em suas estruturas atuais e interdisciplinares, a fim de reciclar posturas, atualizando-as de acordo com as novas tendências desses segmentos.
Ele ainda contemplará a compreensão da gestão pública estadual e fará a tratativa das especificidades referentes ao Estado do Mato Grosso, trazendo estudo de caso para o debate de realidade.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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