Mato Grosso
Evento celebra o Dia do Poeta Mato-grossense com abertura de nova exposição sobre Silva Freire

A Casa de Cultura Silva Freire realiza nesta sexta-feira (20.09), às 20h, o evento “Setembro Freire 2024: a Casa na Rua”, para comemorar o Dia do Poeta Mato-grossense, celebrado em razão do aniversário do poeta Benedito Sant’Anna da Silva Freire. A atividade integra o programa de difusão do ponto de cultura, que conta com o fomento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
O evento marca o lançamento da nova expografia da exposição permanente que apresenta um recorte da vida e obra de Silva Freire, além de objetos pessoais do poeta e documentos do acervo. Também haverá palco livre para declamações e a inauguração da fachada da instituição.
Para Larissa Silva Freire, diretora-geral da Casa Silva Freire, a nova edição do Setembro Freire objetiva tornar a instituição mais conhecida e potencializar o programa educativo em andamento.
“Inaugurar a placa com a logomarca e número na fachada da Casa Silva Freire, além de possibilitar ser um espaço mais conhecido e visitado pelo público, marca a presença de uma casa de cultura na rua e na cidade. Esta logomarca, criada pelo poeta visual Wlademir Dias-Pino, representa a parceria entre dois amigos de infância: Silva Freire e Wlademir Dias-Pino, ambos fundadores do Intensivismo”, afirma Larissa.
O evento “Setembro Freire 2024: a Casa na Rua” acontece na sede da Casa de Cultura Silva Freire, que fica na rua Cândido Mariano, 707, no Centro Histórico de Cuiabá.
Dia do Poeta Mato-grossense
A data foi instituída pela lei estadual 8.906/2008 em homenagem ao nascimento de Benedito Sant’Ana da Silva Freire.
O poeta mato-grossense nasceu em 1928, no Porto de Fora, vila próxima à Mimoso, distrito de Santo Antônio do Leverger, mas foi registrado em Cuiabá, onde viveu até os 62 anos. Faleceu em 11 de agosto de 1991.
Além de poeta, Silva Freire foi jornalista cultural, advogado e professor titular do Departamento de Direito da UFMT. Colaborou para a formação cultural brasileira e para a história política, educacional e literária mato-grossense, chegando a ser preso e cassado em seus direitos políticos pela ditadura militar.
(Com informações da Assessoria)
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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