Mato Grosso
Governo adota uso de tags para controle do abastecimento de veículos oficiais
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), treinou gestores de Transportes do Executivo estadual a fim de capacitá-los para a implantação de um dispositivo de identificação eletrônica, denominado tag, para controle do abastecimento de veículos oficiais do Estado.
O mecanismo contém uma chave eletrônica que será associada à identificação do veículo no ato do abastecimento. A tag é intransferível e seu uso passa a ser obrigatório em substituição ao cartão magnético.
Seguindo o cronograma montado pela Secretaria Adjunta de Patrimônio e Serviços da Seplag, a fixação dessas tags ocorrerá primeiro na frota da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A previsão é de que até o final deste ano todos os veículos oficiais de 26 órgãos e entidades do Executivo estadual sejam abastecidos por meio da tecnologia.
De acordo com o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, essa medida trará mais transparência e maior controle e fiscalização da utilização e do abastecimento de automóveis dos órgãos e entidades do Executivo.
“Temos a fé pública no servidor, mas acima de tudo temos o compromisso com a gestão eficiente dos bens públicos. Essa tecnologia trará mais segurança e um controle mais rigoroso no abastecimento dos veículos oficiais do Estado”, destacou.

A tag será fixada no pára-brisa do veículo sob os cuidados do condutor cadastrado, que deve ter seus dados no Sistema de Gestão de Abastecimento de Combustíveis sempre atualizados e estar ciente sobre o saldo do cartão e estabelecimentos credenciados pelo governo. É expressamente proibido abastecer outro veículo que não aquele ao qual a tag está vinculada.
Segundo a secretária adjunta de Patrimônio e Serviços, Karollyne Martimiano, a Seplag, como órgão central da gestão de serviços e responsável pelo sistema de abastecimento, tem buscado meios para promover maior controle e segurança nos abastecimentos no intuito de combater qualquer tipo de fraude.
“Esse dispositivo possibilitará o acompanhamento mais efetivo do consumo de combustível, também dificultará possíveis fraudes e eliminará o problema da perda de cartões de abastecimento”, afirmou a secretária.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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