Mato Grosso
Governo de MT abre licitação para construir viaduto em Rondonópolis e mais R$ 365 milhões em obras

O Governo de Mato Grosso publicou 12 novas licitações para realizar obras no Estado. Com investimentos de R$ 365 milhões, entre os editais lançados está a construção de um novo viaduto em Rondonópolis, além de pontes e de asfalto novo para rodovias. As obras executadas por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).
Foi publicado o edital para contratar a empresa que vai construir um viaduto de 204,7 metros no encontro das avenidas Fernando Corrêa da Costa/dos Estudantes com as avenidas Otaviano Muniz/Lions Internacional. A obra está orçada em R$ 19,6 milhões, e a licitação será realizada no dia 23 de abril, por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (Siag), da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).
O viaduto será construído ligando a Avenida Fernando Corrêa da Costa à Avenida dos Estudantes, passando por cima da Avenida Lions Internacional, que dá acesso à ponte Otaviano Muniz. Com o crescimento de Rondonópolis, que já conta com 263 mil habitantes, o ponto registra grandes congestionamentos. A obra tem o objetivo de melhorar o trânsito nessa via.
Asfalto Novo
Os editais novos preveem a pavimentação de mais 152,5 quilômetros de rodovias em Mato Grosso. As obras serão realizadas em diversas regiões do Estado.
O Governo vai asfaltar 24,4 km da MT-338, em Juara, ligando o município ao distrito de Águas Claras. A obra está orçada em R$ 57,9 milhões, com a abertura das propostas marcada para o dia 23 de abril.
Ainda em Juara, já foi publicado o edital para asfaltar 30 km da MT-160, ligando o asfalto a Tapaiúna. O orçamento é de R$ 74,4 milhões, e a licitação está marcada para o dia 7 de abril.
Em Nova Lacerda, o Estado abriu o procedimento licitatório para asfaltar mais 22,17 km da MT-473/358. Com valor estimado em R$ 35,8 milhões, a obra vai avançar na ligação entre Nova Lacerda e Campos de Júlio, interligando regiões de Mato Grosso. A licitação está marcada para o dia 16 de abril.
Outra obra importante para a região Oeste é o asfaltamento de 34,4 km da MT-265, em Porto Esperidião. A licitação está marcada para o dia 13 de abril, com orçamento previsto em R$ 56 milhões.
As obras também vão ser realizadas na região da Baixada Cuiabana e na região Sul. O governo vai asfaltar 20 km da MT-551, passando pelos municípios de Cuiabá, Santo Antônio do Leverger e Chapada dos Guimarães. A rodovia vai criar mais uma rota para a região, com valor estimado em R$ 53,7 milhões e licitação marcada para o dia 14 de abril.
Também em Campo Verde, serão asfaltados 18,4 km da MT-404, desde a MT-140 até a divisa com Chapada dos Guimarães. O valor da obra está previsto em R$ 38,7 milhões. As propostas podem ser enviadas até o dia 10 de abril.
O Governo ainda vai asfaltar 3,06 km da MT-457, ligando Jaciara à Cachoeira da Mulata. A obra vai fortalecer o turismo da região, facilitando o acesso a um dos principais pontos turísticos da cidade. O investimento nessa obra será de R$ 6,3 milhões, com a licitação agendada para o dia 24 de abril.
Pontes
Também fortalecendo o turismo, o Governo vai duplicar três pontes da MT-494, rodovia que é um dos principais acessos ao distrito de Bom Jardim, em Nobres, a partir da Barragem de Manso.
As três pontes em questão — sobre o córrego João Pinto (20,8 metros), o Ribeirão Arraiá (54 metros) e o Rio Cuiabazinho (121 metros) — são monovias, ou seja, apenas um carro pode passar de cada vez sobre elas.
A duplicação vai garantir um trânsito mais seguro em direção ao destino turístico. O investimento previsto nessas obras é de R$ 8,4 milhões, com a licitação marcada para o dia 6 de abril.
Por fim, o governo também vai construir uma ponte de 25 metros sobre o Rio Água Branca, na MT-515, em Chapada dos Guimarães, além de lançar a licitação para as novas pontes necessárias para a duplicação da rodovia da Guia, MT-010.
A primeira licitação está marcada para o dia 13 de abril, com valor de R$ 2,9 milhões; e a segunda está marcada para o dia 19 de maio, com investimento de R$ 11,4 milhões.
Todas as informações sobre os processos licitatórios estão disponíveis no site da Sinfra-MT.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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