Mato Grosso
Governo de MT anuncia mais recursos para construir escolas, pontes e asfalto em Peixoto de Azevedo

A comitiva do Governo de Mato Grosso, liderada pelo governador Mauro Mendes, cumpriu a última agenda do dia no município de Peixoto de Azevedo, nesta terça-feira (24.3), com o anúncio de um pacote de novos investimentos no valor de R$ 45 milhões.
“Muita coisa melhorou no Estado nesses últimos sete anos e tudo se deve a um conjunto de servidores públicos que fizeram corretamente o seu papel. O governo vai continuar melhorando os próximos equipamentos públicos. No final do dia, o que importa não é apenas um local novo, mas fornecer serviços de melhor qualidade para a população”, afirmou o governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes.
O prefeito de Peixoto de Azevedo, Nilmar Nunes, conhecido como Paulistinha, apontou que os recursos vão levar mais desenvolvimento para a cidade. “Os investimentos anunciados representam um avanço importante na infraestrutura e nos serviços públicos do município, fortalecendo áreas estratégicas e promovendo mais qualidade de vida à população. Essa parceria com o Governo do Estado é fundamental para garantir o desenvolvimento sustentável da nossa cidade”, disse.
Foram autorizadas obras de asfaltamento, drenagem e sinalização nos Bairros Aeroporto e Centro, totalizando R$ 9,5 milhões, além da licitação para construção de pontes sobre os rios Trairão, Redenção, Queixada e Dois Irmãos, com investimento de R$ 14,1 milhões.
Na educação, o governo repassou recursos para a construção da nova creche municipal Irmã Dulce, com R$ 2,8 milhões do Estado e R$ 17,5 mil da prefeitura, e para a construção da Escola Municipal Indígena Roikore, na Aldeia Kapoto, com R$ 4,8 milhões.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou que os investimentos na educação vão mudar a realidade dos jovens no município. “Vocês são o futuro de Mato Grosso. São os próximos políticos, médicos, administradores, empresários. Vocês podem ser o que quiserem, e o caminho para isso é a educação, porque transforma vidas”, afirmou.
Também foram destinados R$ 7,5 milhões para a reforma e ampliação da creche Eurídice Gomes da Silva e R$ 1,2 milhão para a entrega de três novos ônibus escolares.
Além disso, foram entregues equipamentos e máquinas, como pás carregadeiras, retroescavadeira, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, caminhões basculantes e um trator voltado à agricultura familiar, com investimento de R$ 4,8 milhões.
“O governo deixa convênios importantes para mudar a vida dessas pessoas para melhor. É um orgulho acompanhar o trabalho do Estado porque, em um passado não distante, faltava de tudo. Mas o governo tomou as medidas necessárias e ficamos orgulhosos de ver tantos recursos sendo deixados em todos os municípios”, afirmou o deputado estadual Nininho.
Investimentos já concluídos em Peixoto de Azevedo
Desde 2019, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 256,8 milhões em obras e ações para Peixoto de Azevedo como, por exemplo, o asfaltamento de 46 quilômetros da MT-322, a construção de ponte de concreto de 60,5 metros, ampliou a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional, entregou 7 ônibus para transporte escolar e a distribuição de 13.100 cestas básicas.
Dispositivo
Participaram da agenda em Peixoto de Azevedo os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco e Diego Guimarães; o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, além de políticos e autoridades do município e região.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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