Mato Grosso
Governo de MT já interligou 47% dos municípios que não tinham rodovias asfaltadas
Outros 12 municípios, localizados na região do Norte Araguaia, dependem de obras na BR-158, de responsabilidade do Governo Federal. A licença ambiental para a implantação do asfalto no local foi emitida nesta semana.
“Mato Grosso tem a maior malha rodoviária estadual do país e precisa investir em infraestrutura. Levar asfalto para os municípios é garantir dignidade para todos os cidadãos que precisam utilizar as estradas”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
Com as obras da Sinfra, os municípios de Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho e Torixoréu agora tem estradas asfaltadas, tanto em direção a Barra do Garças quanto no sentido de Alto Araguaia. Isso foi possível com a entrega da MT-100 em 2022, quase 30 anos após a obra ser anunciada na região.
Outra obra esperada há muitos anos, que foi finalizada pela atual gestão do Governo do Estado, foi a da MT-326, que garantiu uma via asfaltada para Cocalinho. Além dos 112 quilômetros de asfalto novo, foi construída uma ponte sobre o Rio das Mortes, eliminando uma balsa no caminho.
O asfalto também chegou ao município de Tesouro, que foi emancipado em 1953. Com o asfaltamento da MT-100, a cidade agora é ligada até Guiratinga. Outro trecho de 51 km da MT-110, entregue em 2021, permitiu que Novo São Joaquim e Campinápolis tivessem uma ligação com Nova Xavantina.
Os outros municípios que passaram a ter rodovias asfaltadas são:
- Planalto da Serra e Nova Brasilândia, da MT-140
- Porto Estrela, com MT-343
- Reserva do Cabaçal, com a MT-175
- União do Sul com a MT-423
- Marcelândia com a MT-320
- Tabaporã com a MT-410
- Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde com a MT-208
- Nova Maringá com as MTs-249/492
Ponte sobre o Rio das Mortes eliminou travessia de balsa | Foto: Willian Kanashiro/Secom-MT
Obras em andamento
A Sinfra ainda realiza obras para garantir que mais oito municípios tenham estradas asfaltadas.
Aripuanã, Colniza, Cotriguaçu e Juruena vão ter um rodovia pavimentada com as obras na MT-170, antiga BR-174. O Governo pediu a estadualização do trecho rodoviário para garantir a chegada do asfalto. Quatro lotes estão com trabalhos sendo executados, com a previsão de terminar em 2024. Outros dois serão licitados ainda neste ano.
Em Aripuanã, o Estado também asfaltou a MT-208 até a Passagem do Loreto, que fica no entroncamento com a antiga rodovia federal.
Em Apiacás, a Sinfra está asfaltando a MT-206 em direção a Paranaíta. O primeiro lote já está pronto e o segundo está com obras em andamento para serem entregues no ano que vem. São 124 km sendo asfaltados.
A viagem entre Gaúcha do Norte e Paranatinga já está mais rápida com a entrega do primeiro lote de 39 km da rodovia, realizado em parceria com a Associação dos Usuários da MT-129 (Amex). Outros dois lotes estão em obras, sendo um deles também em parceria com a Amex.
As outras obras em andamento estão na MT-313, que vai ligar Rondolândia até a divisa com Rondônia, e na MT-322, que vai ligar Bom Jesus do Araguaia até um trecho asfaltado da BR-158.![]()
Primeiro lote da MT-129, entre Paranatinga e Gaúcha do Norte, já foi concluído | Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
Os municípios que faltam
No total, 12 municípios dependem de obras do Governo Federal para estarem completamente integrados por uma via asfaltada ao restante da malha estadual.
O asfalto na BR-158, no contorno da reserva indígena Marãiwatsédé, garantirá uma ligação direta para Alto Boa Vista e Serra Nova Dourada.
Além desses, dependem do asfalto os municípios que estão acima do trecho sem asfalto: Canabrava do Norte, Confresa, Luciara, Novo Santo Antônio, Porto Alegre do Norte, Santa Cruz do Xingu, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, São José do Xingu e Vila Rica.
São Félix do Araguaia depende também do asfalto na BR-242, mas o governo está elaborando projetos para asfaltar a MT-100 até Novo Santo Antônio. Da mesma forma, Luciara depende dessas duas obras.
A atual gestão asfaltou 50 km da MT-322 para garantir um acesso entre este município e Serra Nova Dourada.
Já São José do Xingu tem obras em, aproximadamente, 65 km das MTs 322 e 430 para garantir a chegada até a BR-158.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Artigos16/07/2026 - 18:02Quando perder músculo também ameaça o cérebro
-
Mato Grosso15/07/2026 - 18:37“Achávamos que iam nos matar”: depoimento da filha expõe terror após execução de Renato Nery
-
Política MT15/07/2026 - 19:01PL convoca convenção estadual para definir candidaturas e coligações em Mato Grosso
-
Rondonópolis16/07/2026 - 16:2852ª Exposul contará com quatro dias de ciclo de palestras técnicas gratuitas
-
Nacional15/07/2026 - 19:07Com a força do El Niño, especialistas alertam para impactos das alterações climáticas na saúde humana
-
Nacional16/07/2026 - 15:10Pressão por resultados no Enem gera síndrome do desempenho e compromete a saúde de estudantes
-
Agro News16/07/2026 - 15:14Fundação MT promove discussões sobre a cultura do algodão
-
Mato Grosso16/07/2026 - 16:50Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor








