Mato Grosso
Governo de MT restaura asfalto, constrói escola e fortalece assistência social em Canarana
“A atual gestão tem investido muito em obras estruturantes aqui em Canarana e que beneficiam toda a região do Araguaia. A ligação do nosso município com Cuiabá e Paranatinga tem melhorado muito. Aqui em Canarana também temos obras de escola, asfalto e drenagem que, com certeza, melhoram a vida do cidadão”, afirma o prefeito de Canarana, Fabio Faria.
Para a infraestrutura foram destinados R$ 61 milhões. Os principais investimentos neste setor são de R$ 12,5 milhões para a manutenção de ruas e avenidas, além de R$ 13,1 milhões para a construção de cinco pontes sobre os rios Setembro I e Setembro II, o rio Coronel Valnick, os córregos Canastra I e II entre Paranatinga e Canarana, e uma na MT-109 sobre o Rio Tanguro, entre Canarana e Querência.
O Governo do Estado ainda asfaltou 37,68 km da MT-326 entre o entroncamento com a BR-158 e Canarana e entregou aduelas de concreto para a substituição de pontes de madeira. As ações somam R$ 19,8 milhões.
Para a área da educação, foram destinados R$ 17 milhões. Deste montante, R$ 8,9 milhões foi para a construção da Escola Municipal de Educação Básica Pioneiros, em parceria com a Prefeitura de Canarana, enquanto R$ 2,6 milhões foram para a construção da Escola Estadual 31 de Março.
Ainda neste setor, o Governo de Mato Grosso destinou R$ 5,4 milhões para garantir a entrega de sete ônibus escolares, 1,3 equipamentos mobiliários, 320 chromebooks e oito carrinhos de recarga, 59 aparelhos de ar-condicionado, 28 Smart TVs e computadores para os professores.
No Social, o principal investimento foi de R$ 3,1 milhões, em parceria com a Prefeitura Municipal, para a construção de 50 casas populares. Houve ainda a destinação de R$ 2,5 milhões para a distribuição de 5.825 cestas básicas, 2.226 cobertores e transferência de renda para 1.496 famílias pelos Programas SER Família, idealizados pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes.
Confira todos os investimentos do Governo no município de Canarana:
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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