Mato Grosso
Governo divulga turismo de Mato Grosso em feiras de São Paulo e Portugal
Uma comitiva do Governo de Mato Grosso está participando da 32ª edição da feira anual BLT (Bolsa Turismo Lisboa), em Portugal, uma das maiores feiras de negócios turísticos da Europa. O evento é uma oportunidade para potencializar contatos e colocar o Estado no mapa do turismo internacional.
A equipe da Secretaria Adjunta de Turismo de Mato Grosso está expondo as potencialidades turísticas do Estado no estande Brasil, onde também estão representantes da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Amazonas e Mato Grosso do Sul. A feira teve início na quarta-feira (16.03) e se encerra neste domingo (20.03).
De acordo com a coordenadora de Promoção da Seadtur, Simone Lara Pinto, é fundamental a participação de Mato Grosso na BLT. “É uma grande oportunidade para apresentar nossas potencialidades turísticas para o mundo, principalmente neste momento que precisamos fortalecer a economia após a pandemia da covid-19”, destaca.
Ao longo dos quatro dias, cerca de 70 mil pessoas devem passar pela Feira, entre operadores de turismo e turistas em geral. Neste ano, o evento conta com 1,4 mil expositores de diversos países.
Trade Show 2022
Paralelamente à feira portuguesa, Mato Grosso participa da Pesca & Companhia Trade Show 2022, maior evento de turismo da América Latina voltado para o mercado profissional de pesca.
No evento paulista, que também se estende até domingo (20.03), Mato Grosso possui um estande próprio, onde estão sete expositores do Estado, dos setores de hotelaria e pesca esportiva. O intuito é fomentar o segmento turístico da pesca esportiva e divulgar a diversidade de destinos do Estado para a prática desse esporte.
Para o secretário Adjunto de Turismo, Jefferson Moreno, difundir o turismo de Mato Grosso nas principais feiras do setor reforça a vocação de Mato Grosso no segmento.
“Recebemos um direcionamento do governador Mauro Mendes e do secretário César Miranda para divulgar o turismo de Mato Grosso, por isso estamos participando de eventos nacionais e internacionais com o objetivo de divulgar o quanto Mato Grosso tem a oferecer em belezas naturais”, frisa Moreno.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destaca a importância do fortalecimento do turismo. “Essa retomada vai contribuir significativamente com o crescimento da economia, atraindo mais investimentos e gerando emprego e renda à população em todas as regiões”, conclui.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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