Mato Grosso
Governo entrega obras de reconstrução, ampliação e modernização da sede da Secretaria de Segurança Pública

O Governo de Mato Grosso entregou, no início da noite desta segunda-feira (6.10), as obras de reconstrução, ampliação e modernização da sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), em Cuiabá.
Com investimento da ordem de R$ 21,4 milhões, em dois anos e oito meses o antigo prédio passou por um processo de transformação.
“Essa não é uma reforma, é uma reconstrução. Mais uma obra necessária para dotar os equipamentos públicos da qualidade necessária para que daqui, da sede desse quartel general, que é isso que a Sesp é, possamos planejar, junto com as demais instituições que compõem as forças, todos os nossos trabalhos e ações”, destacou o governador Mauro Mendes.
“Lembro-me de quando cheguei aqui, em 2019, como governador, e vi as péssimas condições de trabalho que os servidores tinham, com móveis quebrados e muitos funcionários para usar um computador. Estou muito feliz de perceber que hoje finalizamos essa etapa de reestruturação da Secretaria de Segurança com essa nova realidade, com ambientes de trabalho extremamente moderno, tecnológico e confortável”, destacou o governador.
“Os servidores passam 8 ou mais horas no ambiente de trabalho. Então, não tenho dúvida nenhuma de que dotar de infraestrutura os órgãos públicos vai colaborar para uma melhor prestação de serviços ao cidadão e à sociedade. E é isso que nós desejamos”, assinalou Mendes.
O secretário de Segurança, coronel César Roveri, destaca que o mais importante dessa obra é a melhoria da condição de trabalho dos servidores. “Temos um ambiente corporativo que reflete o selo Diamante em transparência nos serviços prestados à população, concedido pela Controladoria do Estado (CGE), com esse ambiente limpo, salubre e visualmente integrado”, observa Roveri.
De acordo com Roveri, foram mais de dois anos de obras, de melhorias e ampliações e os servidores permaneceram no prédio, sem a interrupção dos serviços, e sem custos com o aluguel de outros prédios .
“Há sete anos faltavam equipamentos, como viaturas, combustível e espaço para o servidor trabalhar. Agora vivemos uma nova realidade na Segurança Pública. Temos o novo prédio da Sesp e policiais equipados com armamentos modernos, sistema de radiocomunicação digital e todas as carreiras foram reestruturadas, da Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e da nossa Polícia Científica”, completa o secretário.
Essa é a primeira grande reforma das instalações da secretaria, cuja sede foi inaugurada há 44 anos, em março de 1981. Todos os projetos foram elaborados integralmente pela equipe de engenharia da Sesp, formada por servidores experientes, residentes técnicos e estagiários
Reconstrução
Além de reconstrução da estrutura antiga, três novas salas de reunião, construção de refeitório, academia e ampliação do estacionamento, as obras também contemplaram infraestrutura e acessibilidade. A nova sede agora dispõe de elevador e sanitários com padrões de acessibilidade em todos os andares, além de um projeto paisagístico com espaço para eventos, jardinagem, mini praças e fontes d’água.
O prédio passou a contar ainda com sistemas de reuso de águas pluviais e de ar-condicionado, reservatórios com capacidade de 20 mil litros, painéis de fotocélula para iluminação externa e dispositivos economizadores de água nos banheiros.
Totalmente reformulados, os ambientes corporativos são formados por salas com divisórias de vidro, iluminação natural e cores claras, que proporcional a integração entre as equipes.
Outro destaque é a nova fachada da Sesp, desenvolvida e fiscalizada pela própria equipe de engenharia do órgão. O novo design traz um conjunto de vidros refletivos e brises metálicos, que reduzem o calor e aumentam a eficiência energética, consolidando a identidade moderna da instituição.
Solenidade
Cerca de 250 pessoas participaram da solenidade de reinauguração da Sesp, entre servidores, lideranças comunitárias e autoridades dos diversos poderes.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
-
Mato Grosso29/05/2026 - 09:18Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa
-
Rondonópolis29/05/2026 - 11:40Rondonópolis|Conselho do Procon aprova compra de duas Fiat Toro e discute modernização com Inteligência Artificial
-
Esportes29/05/2026 - 20:26União faz clássico decisivo com o Mixto no Luthero Lopes para voltar ao G4 da Série D do brasileiro
-
Rondonópolis29/05/2026 - 09:13Com entrada gratuita Semana do Cavalo Rondonópolis e É o Bicho Rodeio Festival entram em contagem regressiva
-
Rondonópolis29/05/2026 - 11:00Comércio de Rondonópolis poderá abrir de forma facultativa no feriado de Corpus Christi
-
Rondonópolis29/05/2026 - 10:11Prefeitura de Rondonópolis contrata curso de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para capacitação de servidores
-
Artigos29/05/2026 - 11:52Tradição não paga conta no agronegócio moderno
-
Artigos29/05/2026 - 20:50Pejotização da medicina: o lucro de poucos e a precarização da profissão médica






