Mato Grosso
Governo instala Batalhão Fazendário e reforça Defaz para combater sonegação fiscal
Para combater a sonegação fiscal em Mato Grosso e reforçar a arrecadação estadual, o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública, instalou o Batalhão Fazendário na sede da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), bem como reforçou a equipe da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).
De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, a Sefaz precisa de uma unidade militar para dar segurança nos postos de fiscalização. “Hoje apenas os fiscais fazem esse trabalho e nós vamos colocar profissionais da área de segurança, treinados e capacitados para fazer a segurança dos fiscais. O comando do batalhão será aqui na Sefaz e toda unidade da secretaria que tiver a necessidade, terá a representação desse batalhão”.
O pedido por um Batalhão Fazendário é uma demanda do titular da Sefaz, Rogério Gallo. “Na maioria das vezes os servidores se sentem ameaçados nas estradas e há também os crimes tributários que em alguns postos, as cargas acabam passando direito sem a devida fiscalização. Esse batalhão vem para inibir isso”, reforçou Bustamante.
Bustamante explica que batalhão dará mais segurança para atuação dos fiscais – Foto Mayke Toscano/Gcom-MT
Outro projeto da Sesp deve ajudar no reforço da fiscalização, com a instalação de centenas de câmeras pelas rodovias estaduais de Mato Grosso, criando uma espécie de “Big Brother”, assim, o estado passará a controlar quem entra e que sai do Estado e aumentar a fiscalização de Guias Federais e Guias de Trânsito de produtos.
“A rede de câmeras nas rodovias estaduais junto incremento da delegacia fazendária e do batalhão são um conjunto de medidas para inibir a grande sonegação e os crimes fazendários que existem em Mato Grosso”, destacou o titular da Sesp.
Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jonildo Assis, o Batalhão Fazendário vai prover segurança dos fiscais nos postos e ainda ajudar no combate à sonegação de impostos por meio das mercadorias que entram e saem do Estado e aumentar a arrecadação.
“Vamos potencializar essas ações. Nós encaminhamos um tenente-coronel que vai fazer a parte de gestão operacional junto aos comandos regionais no sentido de trabalhar em parceria com os policiais. Ao invés de deslocar um policial daqui até Vila Rica, vamos utilizar os policiais do Comando Regional mais próximo, ele será interlocutor para todas essas operações. Mandei também um major que estará desenhando essa estrutura da unidade policial em apoio a fiscalização fazendária lá dentro. A ideia é tentar potencializar com ações integradas juntos as forças policiais nos locais próximos às fiscalizações”.

Gallo quer reforçar fiscalização na fronteira e no interior ao monitorar a movimentação de cargas – Foto: Mayke Toscano/ Gcom
A expectativa do secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, é dobrar os valores que hoje já se arrecada nos postos de fiscalização da Sefaz. “O Batalhão Fazendário vai fortalecer a fiscalização na fronteira e no interior do Estado na movimentação de cargas, fazendo checagem do que está descrito nas notas fiscais, se corresponde à carga. Além disso, vai contar com um efetivo de policiais, será comandado por um tenente-coronel e vinculado à Sesp, mas também à disposição da Sefaz. É uma estratégia importante para que os nossos fiscais e os agentes de tributos não fiquem mais isolados nos postos e nas fiscalizações volantes. Agora eles estarão sempre acompanhados pela força do Estado, que é a nossa Polícia Militar”.
Mais delegados na Defaz
A Polícia Judiciária Civil reforçará o quadro de delegados da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), no cerco contra os crimes de sonegação fiscal e tributários no Estado de Mato Grosso. A Especializada já está atuando com seis delegados e deverá nos próximos dias receber mais um delegado, além de um oitavo previsto pela diretoria da PJC.
O delegado geral da Polícia Civil, Mário Dermeval Aravéchia de Resende, disse que a Defaz também desenvolverá trabalhos investigativos conjuntos com a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva) e com a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema).
Com a primeira, a Derrfva, o foco será o comércio de cargas roubadas/furtadas de transportadoras e com a Dema, as ações serão em apoio às investigações contra fraudes ambientais. “Estamos fechando o cerco nas fraudes que lesam o Estado na arrecadação”, afirmou.
O chefe da Polícia Civil ainda afirmou que outra frente de trabalho desenvolvida pela Delegacia Fazendária são as investigações que resultam na recuperação de ativos financeiros, que ilegalmente são deixados de serem recolhidos.
O titular da Defaz, Anderson Clayton da Cruz e Veiga, disse que, com a nova estrutura, cinco delegados devem atuar na Defaz e outros 2 devem permanecer junto ao Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira). Um oitavo delegado deve compor a equipe posteriormente. “Teremos um combate mais profícuo nos crimes contra administração pública com viés na lavagem de dinheiro e com crimes contra a ordem tributária. Vamos atuar em parceria com os órgãos de controle como Tribunal de Contas do Estado, Controladoria Geral do Estado, além da Sefaz”.
O secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, também destaca o perfil dos delegados da Defaz. “Os novos delegados são especialistas em investigações sensíveis. São pessoas que possuem uma grande expertise na área de tributação e combate à corrupção”.
(Com colaboração de Luciene Oliveira/PJC e Ademar Andreola/Sefaz)
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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