Mato Grosso
Governo investiu R$ 48,5 milhões para retomada da construção de residenciais em MT
O Governo de Mato Grosso investiu R$ 48,5 milhões para a retomada da construção de cinco condomínios residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida, em Mato Grosso. O montante vai possibilitar a entrega de 5.660 casas para atender a população de baixa renda do Estado.
Do total, R$ 35,5 milhões foram investidos desde 2019 e outros R$ 13 milhões, nas gestões passadas.
“Essas são obras que começaram há mais de 10 anos e ficaram muito tempo paralisadas. Os aportes financeiros determinados pelo governador Mauro Mendes garantiram que os recursos aplicados em anos anteriores não fossem perdidos. Além disso, o mais importante: garantem uma moradia digna para mais de cinco mil famílias”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
Desde 2019, foram cinco condomínios retomados, nos municípios de Barra do Garças, Lucas do Rio Verde, Sinop e Várzea Grande.
O condomínio Colinas Douradas, em Várzea Grande, inaugurado nessa quarta-feira (30.07) com a presença do presidente Luis Inácio Lula da Silva e do governador Mauro Mendes, recebeu um investimento estadual de R$ 11,3 milhões. Os recursos foram utilizados para a construção de reservatório de água, adutora de água e emissário de esgoto. A falta de infraestrutura de saneamento era uma das razões que impediam a finalização da obra, iniciada há mais de 10 anos.
Também em Várzea Grande, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) investiu R$ 4,1 milhões na retomada e conclusão do Residencial Santa Bárbara, com 1.424 apartamentos, entregue em 2020. O recurso também foi utilizado para infraestrutura de água e esgoto.
Outro residencial, entregue em 2022, foi o Vida Nova II, em Lucas do Rio Verde, que recebeu R$ 2,1 milhões do Governo de Mato Grosso para execução do saneamento e conclusão das obras. Isso permitiu a entrega de 350 unidades.
Em Sinop, o Nico Baracat, com 1.440 apartamentos, recebeu R$ 19,2 milhões do Governo do Estado. Três das cinco etapas do residencial já foram entregues em 2024.
O Governo também repassou R$ 11,6 milhões para conclusão do Residencial Carvalho, em Barra do Garças, com 1.436 casas. As obras estão em andamento.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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