Mato Grosso
Governo lança licitações para duplicar avenida e iluminar MT-040
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) lançou duas licitações para realizar serviços que vão beneficiar a infraestrutura da região metropolitana de Cuiabá. Foram publicados os editais para executar a duplicação da Avenida V2, no bairro Jardim Industriário, e para implantação de iluminação pública em LED na MT-040, entre a capital e Santo Antônio do Leverger.
No total, o investimento previsto pelo Governo do Estado com as duas obras é de R$ 15,9 milhões.
A V2 é a principal via do bairro Jardim Industriário e única ligação direta entre as Avenidas das Torres e Fernando Corrêa da Costa na região, que compreende outros bairros como Pascoal Ramos e Pedra 90. O crescimento populacional trouxe complicações para o trânsito local.
A duplicação do trecho 2,6 km da avenida vai trazer mais segurança para os pedestres, conforto para os motoristas e valorização para o bairro.
A licitação será realizada na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), do tipo menor preço, e em lote único. Com orçamento previsto em R$ 7.609.600,62, a abertura das propostas está marcada para o dia 28 de abril, às 09h, na Sala de Licitações da Sinfra-MT.
Este é mais um investimento em infraestrutura realizado pelo Governo de Mato Grosso na capital do Estado. Na mesma região, a Sinfra-MT está realizando a recuperação do asfalto do Distrito Industrial. Outras ações são a pavimentação da Avenida Mário Palma, recuperação da Avenida Archimedes Pereira Lima e prolongamento da Avenida Parque do Barbado, recuperação da trincheira Jurumirim e construção de uma ponte sobre o Rio Cuiabá no Parque Atalaia.
Iluminação da MT-040.
Também foi publicada pela Sinfra-MT a licitação para implantação de iluminação pública, em LED, na MT-040, entre a capital e Santo Antônio do Leverger. Os postes serão instalados no trecho entre o fim do perímetro urbano de Cuiabá, no entroncamento com a Rodovia dos Imigrantes, até o início do perímetro urbano de Santo Antônio do Leverger, em uma extensão de 17 km.
A iluminação da MT-040 será fundamental para garantir a segurança do trânsito no período noturno. O Governo de Mato Grosso está construindo o Novo Hospital Julio Muller na margem da rodovia, o que irá aumentar o trânsito no período noturno na estrada. Além disso, a estrada é importante acesso para destinos turísticos do Estado.
O projeto de iluminação prevê a utilização de postes com 14 metros de altura, utilizando lâmpadas de LED com potência de 220 W. A empresa vencedora ficará responsável pelo fornecimento e instalação dos postes com as luminárias, incluindo dispositivo de acendimento automático no período noturno.
O orçamento previsto para a implantação da iluminação na MT-040 é de R$ 8.321.405,66. A licitação será realizada na modalidade de Concorrência Pública, do tipo menor preço e em lote único, com data marcada para o dia 02 de maio, às 09h, na Sala de Reuniões da Sinfra-MT.
MT-251
A Sinfra-MT também realizou licitação para implantar iluminação pública na MT-251, que liga a capital até Chapada dos Guimarães. O trecho a receber as luminárias fica localizado entre a Fundação Bradesco e o entroncamento para Manso, em uma extensão de 13 km. A empresa Tecnoluz Eletricidade se sagrou vencedora, com uma proposta de R$ 3.936.909,72, um desconto de 40,72% em relação ao orçamento inicial.
A homologação do resultado foi publicada no Diário Oficial de 11 de março. Em breve, deverá ser emitida a ordem de serviço para início dos trabalhos, com previsão de conclusão em 180 dias.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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